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Textos da minha autoria publicados na última edição do Terra Ruiva. O meu agradecimento aos responsáveis pelo Silves FC.


Sarar as feridas dentro de campo

 

 

Quem chega a Silves pela primeira vez, vindo da margem sul do Arade, não consegue desviar os olhos do imponente e belo castelo mourisco que “abraça” a cidade velha. Se conseguisse talvez distinguisse o verde da relva do Estádio Dr. Francisco Vieira, casa do também histórico Silves Futebol Clube.

Fundado em 1919 a história do Silves FC está intimamente ligada à cidade dos tempos modernos. Quando a cidade prosperou o clube correspondeu com períodos áureos e memórias que enchem de orgulho todos os silvenses. Por ali vive-se o futebol com paixão e não podemos deixar de notar alguma mágoa pelos conturbados tempos que o clube atravessa. Há 20 anos atrás o Silves FC “cheirava” o topo do futebol português, disputando a 2ª Divisão Nacional numa altura em que a Divisão de Honra ainda não existia. Os apoios apareciam, a cumplicidade da Câmara Municipal trazia a Silves milhares de pessoas para o Festival da Cerveja, uma organização anual do clube que cobria boa parte do investimento feito com o futebol. Aos poucos tudo se foi desvanecendo e o Silves FC entrou lentamente na agonia que o trouxe aos dias de hoje.

Ainda assim o nome Silves Futebol Clube é respeitado por todos os amantes do futebol e poucos se esquecem de que este é um clube histórico, com largas tradições nos escalões de formação, de onde saíram jogadores como Rui Bento, uma das suas maiores referências. É mesmo pelo decrescente número de jovens a viver na cidade que muitos explicam as dificuldades. Outros apontam o escasso apoio da Câmara Municipal ao desporto jovem que passam pela falta de um segundo campo com condições para treinos. Para outros ainda tudo chegou até aqui por causa das constantes “guerras” entre anteriores direcções e poder político local.

Há 6 meses que o Silves FC sofre com um vazio directivo que preocupa toda a massa adepta e os amantes de futebol do concelho. Desde então uma Comissão Administrativa assumiu a responsabilidade de manter o clube em actividade mas até essa comissão acabou por ceder levando a que uma segunda Comissão Administrativa fosse nomeada. Com novas caras e novas ideias essa comissão assumiu o controlo no final de Junho passado. O presidente é Rui Amador, um homem da terra, antigo jogador e director do clube, que aceitou o desafio de servir o “seu” Silves FC numa altura tão complicada. Do passado Rui Amador não quer falar, demonstra mesmo que não pretende atribuir culpas a ninguém nem chorar sobre o “leite derramado”. Prefere concentrar todas as suas energias no presente e no futuro, mas faz questão de salientar que ele é apenas a face mais visível de um grupo de amigos que tudo fará para levar esta missão a “bom porto”.

Na sua humildade Rui Amador ressalva que o importante “é reaproximar a comunidade do Silves FC” tal como é vital para a credibilidade “cumprir acordos e honrar compromissos”. No ano passado o clube não conseguiu nenhum circuito dos “afamados” transportes escolares e sem essa receita tudo se precipitou. Para este ano a esperança de ganhar circuitos é escassa pelo que afirmam “não será fácil gerar verbas e receitas. Mas também sabemos que um clube não pode viver só do desporto, muito menos do futebol.” Com um estádio próprio, um pavilhão e um bar torna-se importante rentabilizar os espaços a favor do clube.

Desportivamente a época 2010/2011 “foi um sucesso”, atendendo às circunstâncias o “2º lugar no campeonato da 1ª Divisão Distrital da Associação de Futebol do Algarve, bem como a vitória na Taça do Algarve” deixaram todos satisfeitos. “Contudo o Silves FC é muito mais que o futebol sénior, as suas camadas jovens tiveram participação meritória nos respectivos campeonatos. Além disso a realização do Torneio Internacional Silves Jovem – Rui Bento foi um êxito e começa a tornar-se uma referência no panorama do futebol jovem algarvio.” Rui Amador fecha o capítulo da época passada dizendo que “o mais importante foi a quantidade de atletas que o clube movimentou ao longo da época.

Para a época que se avizinha, novamente na 1ª Divisão Distrital, “os sócios podem esperar trabalho, dedicação, entrega em defesa do clube por parte de todos aqueles que fazem parte da estrutura, desde o mais jovem praticante de Xelbfut, aos funcionários, colaboradores e Comissão Administrativa.” Rui Amador afiança que a nova época será a “oportunidade de reorganizar, optimizar e racionalizar recursos” ao mesmo tempo sublinha que “os sócios irão certamente apoiar uma equipa que joga apenas pelo amor à camisola” coisa rara nos dias de hoje em que os prémios e apoios a jogadores amadores são a regra. O cenário de o futebol sénior vir a ser suspenso é o que todos tentam evitar, mas para Rui Amador tal não “pode ser posto de parte se disso depender a sobrevivência do clube”. Para já, com sacrifícios, a época está em preparação com muita “prata da casa” o que garante união entre os adeptos.  

Com os pés bem assentes no solo esta Comissão Administrativa pretende “evitar o aumento do passivo e até diminui-lo com medidas que visem trazer mais pessoas ao Silves FC.” São 4 as pessoas que actualmente trabalham para o clube mas muitos mais prometem dedicar tempo e energia na busca de viabilidade para um projecto que não pode morrer.

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