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Textos da minha autoria publicados na última edição do Terra Ruiva. O meu agradecimento aos responsáveis pela UD Messinense.


Esperanças renovadas com regresso a casa

 

 

Para muitos messinenses o ano que passou teve qualquer coisa de diferente. Os domingos foram mais parados e monótonos do que o habitual, mesmo aqueles que nunca tiveram por hábito ir ao futebol acharam falta das notas musicais que os altifalantes do Estádio Municipal despejavam sobre a vila em dia de jogo da União Desportiva Messinense (UDM). Esse silêncio dominical podem os messinenses agradecer ao excesso de zelo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que, em plena crise económica, não encontrou melhor forma para ajudar os pequenos clubes do que obrigá-los a ampliar os recintos desportivos até às medidas exigidas pela UEFA em provas como o Europeu ou a Liga dos Campeões. A solução era fazer obras ou procurar outro campo para jogar. Como nenhum campo do concelho cumpria as normas exigidas para se jogar a 3ª Divisão Nacional, todos os jogos da última época foram jogados em Salir, no interior do vizinho concelho de Loulé.

Longe vai a gloriosa época 2006/2007 com o clube a disputar, pela primeira vez na sua história, a 2ª Divisão Nacional série D. Apesar de assinalável os messinenses parecem não ter muitas saudades desses tempos. Muitos sugerem que o lugar natural da equipa é a 3ª Divisão, outros nem se importariam se a descida não tivesse sido evitada nos instantes finais desta época porque tal significaria maior proximidade da equipa e os sempre desejados derbys concelhios.

Recentes foram as eleições, com lista única, que pacificamente trouxeram Luis Guia para o lugar ocupado nas últimas duas épocas por Daniel Calado. O novo presidente estreia-se nestas andanças mas conta com o apoio de gente da casa e de muitos dos elementos que trabalharam com Daniel Calado e José “Piasca” durante os seus mandatos. Apesar de recém-chegado Luís Guia, conhecido empresário do concelho, demonstra já saber muito bem que terrenos pisa e quando instigado a fazer um balanço da última época diz-nos que “esta época terá sido a mais difícil dos anos mais recentes. Em 2 anos a União Desportiva Messinense perdeu 80% da sua principal fonte de receitas, que são os transportes escolares. Também o facto de a UDM ter disputado fora do Estádio Municipal todos os jogos oficiais da época 2010/2011 na condição de visitado, provocou uma enorme perturbação na vida do clube.”

Para o novo presidente o clube foi duplamente atingido, isto porque a deslocalização dos jogos “não trouxe, ao contrário do que se possa pensar, um aumento da despesa, mas sim uma grande diminuição da receita, traduzida pela fraquíssima cobrança de quotas, de publicidade estática e de outros apoios e patrocínios pontuais”. Desportivamente também houve um preço a pagar em virtude do “grande distanciamento entre os messinenses e a equipa sénior, que apesar de todas as dificuldades conseguiu, de uma forma quase heróica, assegurar a permanência no Campeonato Nacional da 3ª Divisão.”

A nova Direcção do Messinense assume sem rodeios que “a forma como esta nova época irá decorrer dependerá e muito, dos circuitos de transportes escolares que a UDM poderá ou não fazer.” Esta é, comprovadamente, a grande questão que assombra a gestão dos pequenos clubes do concelho, Luis Guia aflora o problema relatando-nos que todos os anos, ainda antes de se conhecer o resultado dos concursos públicos para os transportes escolares, surge “a necessidade de começar a preparar toda uma época desportiva durante os meses de Junho e Julho, em que assumimos compromissos e responsabilidades” sem conhecer o resultado do concurso. “Se todo este processo se realizasse de forma inversa, estou em crer que a maioria dos problemas e desequilíbrios de tesouraria que os clubes hoje enfrentam não existiriam. Seria óptimo ter a oportunidade de poder adequar a despesa de acordo com a receita.” – remata Luis Guia.

Os adeptos da UDM podem ficar tranquilos porque, ao que tudo indica, o clube vai poder disputar em Messines os jogos da época 2011/2012 e porque “apesar do forte desinvestimento que a equipa sénior irá sofrer, os sócios e simpatizantes irão sempre encontrar um grupo bastante competitivo, que terá como objectivo vencer o maior número de jogos. A continuidade da maior parte dos atletas que representaram o clube durante a época anterior, permite-nos encarar a próxima época com bastante optimismo.” A nova direcção está também focada na formação, onde a UDM tem historial assinalável, e a intenção é investir mais no futebol juvenil, alargando o quadro competitivo do clube.

Para ultrapassar a crise Luis Guia conta com uma gestão rigorosa e avisa que todos têm “que ser muito mais proactivos na obtenção de novos sócios e patrocinadores”, ao mesmo tempo reconhece a importância dos apoios que chegam por parte da Caixa Agrícola local, da Câmara Municipal de Silves e da Junta de Freguesia de Messines. A solução passa também por melhorar a comunicação com outras entidades e associações locais “tendo em vista um melhor aproveitamento de recursos que deverão ser tendencialmente comuns”, um discurso que pretende alcançar as forças vivas da freguesia, nomeadamente a Casa do Povo, os Amigos de Messines e o Agrupamento Escolar por serem aqueles que mais poderão interagir com o clube e potenciar os equipamentos e meios humanos de que dispõem.

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1 comentário

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De equipamentos para lojas a 28.07.2011 às 18:28

Excelente trabalho.

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