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Mais do que a crise das “dívidas soberanas” é a crise de liderança que castiga Silves e os silvenses. Se olharmos para os responsáveis políticos e para os partidos chegamos à conclusão que o nosso concelho se assemelha a um enorme galinheiro atacado por lobos… cada galinha foge para o seu lado numa correria tonta que só tem dois destinos possíveis: a rede do galinheiro ou a boca do lobo.

Quem nos conduziu até aqui está evidentemente desgastado, desmotivado e vazio. Pouco ou nada podemos esperar da presidência da câmara. Por outro lado a oposição pode acusar o PSD de falta de ideias, de erros de gestão, de incompetência… mas se pensarmos bem, da sua parte, muito pouco tem saído que possa servir o concelho numa perspectiva futura. As estratégias eleitorais “modernas” ditam que durante os períodos de oposição os partidos não revelem ideias ou projectos para assim poderem apresentar trunfos em vésperas de eleição. A coisa é discutível se ponderarmos o interesse das populações, mas em Silves nem se discute… porque nunca ninguém apresentou ideias, mesmo em período de campanha eleitoral. É o vazio perfeito.

Nas últimas autárquicas a candidata do segundo partido mais votado tinha como ideia de cartaz a construção de uma discoteca em Silves. Tudo o resto eram banalidades e conceitos mais gastos que as pedras da calçada. Nunca ninguém teve a ousadia de assumir projectos de ruptura e palpita-me que, conhecendo o espectro político que temos, ninguém o fará no futuro próximo. Os possíveis candidatos estão mais preocupados em reagir aos acontecimentos procurando sempre o lado da maioria. Dou-vos um exemplo muito prático: numa altura em que se discutem a redução do número de freguesias e municípios era de esperar que gente preocupada com o concelho debatesse o assunto. Pelo menos a fusão das três freguesias mais flagrantes (Armação de Pêra, Pêra e Alcantarilha) deveria ser discutida. O problema é que estas questões fracturantes são um pesadelo para quem apenas está concentrado em chegar ao poder para se servir. Estas questões exigem luta, visão e capacidade de mobilização, tudo condições que lhes escapam. O mais provável é que alguém de fora lhes faça o favor de tomar as decisões para que possam no final “cair” para o lado que rende mais votos.

 

Temos um concelho de contrastes. Os linces do Centro de Reprodução do Lince Ibérico comem carne de primeira, as crianças das escolas comem salsichas com arroz. As ruas de vilas e aldeias estão em estado deplorável, estradas de interior onde só os proprietários das terras passam parecem auto-estradas. Deixamos morrer o festival da cerveja e a festa da laranja (que agora se realiza em Portimão), apostamos centenas de milhares de euros em gospel e ópera. Essencialmente somos um concelho sem estratégia onde os políticos passam o tempo a discutir localização de farmácias, aluguer de toldos nas praias ou contas de gerência com 5 anos de atraso.

Acredito que é nos tempos difíceis que se fazem coisas fantásticas, acredito por isso que surgirão pessoas e projectos verdadeiramente interessados em salvar o concelho. O tempo é escasso e o caminho para a mudança exige preparação demorada, é por isso que nenhum projecto pessoal ou partidário pensado a 6 meses das eleições merece ser levado a sério. Carneiro Jacinto há 4 anos começou uma coisa do género e volvidos 2 anos tinha uma boa equipa e um bom esboço… mas ainda não tinha o tal projecto capaz de mudar a face de Silves.4

In. jornal Terra Ruiva - Julho de 2011

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1 comentário

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De INFARMED a 30.07.2011 às 16:02

O projecto já tá feito. É o Serpa a presidente, o Fernando Santos Cuco a vice-presidente, o João Palma e a Lisete como vereadores executivos e as clientelas de cada um a encher a barriga. Acorda pá!

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