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Há 150 anos, em Inglaterra, a Direita (Partido Conservador) tinha um problema: não conseguia ganhar eleições. Os nobres e as elites que suportavam o partido não eram suficientes para garantir o poder. O Partido Trabalhista contava com o apoio da burguesia, dos pequenos proprietários… de toda a classe média. Como boa parte das classes baixas nem sequer tinha direito a voto os conservadores resistiam em conceder-lhes esse direito com medo de que as derrotas eleitorais fossem ainda mais expressivas. No fundo tinham a consciência de que as suas políticas nunca poderiam ser apoiadas pelo povo.

Foi então que apareceu um louco. Como todos os loucos, este louco teve a capacidade de ver o que mais ninguém via. E o que viu este louco?! Viu que se desse direito de voto às classes baixas e pouco instruídas poderia aproveitar-se da sua ingenuidade para conseguir votos. E assim foi. Mineiros, agricultores, pescadores… todos os que antes estavam fora do sistema passaram a ter direito de votar e, de imediato, a direita tomou o poder. Este louco (assim apelidado pela Rainha de Inglaterra) foi Randolph Spencer-Churchill, o pai de Winston Churchill.

Pensamos nós que hoje em dia isto não faz sentido. Entretanto as classes baixas alfabetizaram-se, melhoraram as suas condições de vida, têm acesso a informação em doses inimagináveis há poucas décadas. O pior é que faz. As massas continuam ingenuamente a dar o voto sem reflectir no que isso significa para as suas vidas, para o seu país, para os seus filhos. Sabendo disso a classe política “evoluiu” para este bando de “seres anfíbios” que nos governa, capazes de prometer uma coisa e o seu contrário na mesma frase.

Quando assistimos na televisão aos “realty-shows” da moda, caímos na dura realidade! Quem vê aquilo (e quem neles participa, escolhidos a dedo pela sua representatividade e capacidade de criar afinidades com o espectador) acaba por ser o retrato do país. Nem falo das calinadas mais mediáticas (como aquela algarvia que respondeu “África” à pergunta “Diga um país da América do Sul”), falo apenas da gritante ausência de valores, de pensamento, de visão… de futuro.

Há dias dizia entre amigos que, noutros tempos, a aplicação de um terço destas medidas resultaria num imediato movimento de jovens em protesto. Aquilo que vimos no Egipto ou na Tunísia. Aquilo que ainda víamos por cá no início dos anos 90, quando as Associações de Estudantes (por mais pequenas que fossem) estavam politizadas e, mais importante, todo o jovem tinha consciência social. A globalização, a internet, o consumismo, o crescimento económico alicerçado na dívida criaram uma geração que apenas quer ter saldo no telemóvel de última geração, internet no portátil e carro próprio sem se preocupar muito com os sacrifícios que os pais terão que fazer para lhes dar esses “luxos”.

Este padrão social é terreno fértil que políticos oportunistas procuram para chegar ao poder. Esta espécie de “zombies” que plantam couves no “farm-ville” não me dão muita esperança… não sei se continuarão moribundos mesmo depois de perder o telemóvel, o portátil e o carro, ou se acordarão em revolta disparando para todos os lados e exigindo de volta aquilo porque nunca lutaram.

 

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