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Visto de cima...

17.12.11

No dicionário da Língua Portuguesa esta é a definição de Democracia:

-sistema político em que a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade

Reflectindo sobre isto só me ocorre que algo está mal na nossa democracia (ou então na definição do dicionário). Entre uma má Democracia e uma boa Anarquia… sinto-me tentado.

A Europa sucumbiu às mãos da direita, para quem Democracia é um óptimo meio para atingir um fim. O pior é que alguma esquerda também pensa assim e por isso vamos tomando uma de duas decisões possíveis: ou ficamos em casa no dia das eleições, ou votamos no “centrão” e no político mais cinzento que aparece.

Os sacrifícios que estão a ser impostos aos portugueses, e que começam agora a pesar na Europa da 1ª liga, serão em vão se no final de tudo isto voltarmos ao mesmo sistema económico que nos trouxe até aqui… consumista e canibalista. Bem podem pregar que vão criar sistemas de controlo para os mercados financeiros e estes bem podem dizer que os aceitam… no final tudo se assemelhará às juras de amor de adolescentes em Agosto… mal começam as aulas e já as juras são passado. A vertigem do consumismo ainda não abandonou os argutos economistas e lideres políticos mundiais… parece que ninguém parou para pensar que tal não é possível. Não temos árvores suficientes, nem água, nem petróleo, nem carvão… nem tão pouco urânio que aguentem a China, a Índia, o Brasil e o despertar de África.

Continuando o caminho alguém terá que perder… será inevitável uma luta mais feroz pelos recursos, pelo território, pelo controlo… uma espécie de regresso aos primórdios da civilização… de negação ao Renascimento e ao Iluminismo. É esse o caminho que estamos a trilhar?! Não haverá outro?!

Certamente que há. O problema é que esse caminho envolve mais trabalho, mais sacrifício, mais solidariedade entre seres humanos… envolve uma mudança de paradigma e gente capaz de liderar. É sina deste blog, acaba sempre tudo na ausência de um líder à altura… como aqueles que ainda se viam pelo mundo quando eu era apenas um miúdo.

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2 comentários

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De Miguel Gonçalves a 17.12.2011 às 18:47

Caro Paulo,

Julgo que actualmente e pegando em algumas coisas que escreveste, que a situação que vivemos actualmente, não é fruto de uma política de direita e/ou de esquerda, é muito mais do que isso...aliás, se o ano que ai vem (2012) estivesse pendente da "geometria" política..até não estariamos assim tão mal...Concordo contigo, actualmente não abundam estadistas como Churchill, Delors, entre muitos outros, no entanto e apesar do consumismo ou mais precisamente do "consucanibalismo", e da ameaça dos "BRICS" e de outras as outras novas e menos novas economias emergentes, penso que nós portugueses à nossa micro escala e enquanto cidadãos do concelho de Silves("nanoescala"), teremos que nos preocupar com os nossos problemas estruturais, que serão tanto maiores, quanto mais tarde não os soubermos (ou tardarmos) resolver. Tu saberás melhor que eu, que um país com pouco mais de 10 000 000 de habitantes, cerca de 308 municípios e mais de 4000 juntas de freguesia em que a receita de crescimento económico (e não desenvolvimento) vigente resumiu-se "grosso modo" nestas últimas 3 décadas a fundos comunitários+imobiliário+investimento público+parcerias publico-privadas (com privilégios exclusivamente para os actores privados)+modelo de gestão político e empresarial feudal = tecido empresarial pouco competitivo, sector industrial e económico pouco capaz de produzir bens transacionaveís com "escala" e extrema dependência do sector público para alavancar a economia...é óbvio que teria que dar mau resultado..a não ser que a administração pública no seu todo fosse um elemento dinamizador e facilitador, que a AP pagasse a tempo e horas, que desse o exemplo no cumprimento das regras e das respectivas leis que o "próprio" fiscaliza, que pagasse a tempo e horas, que regulasse os mercados finaceiros de forma eficiente, que fosse uma AP que conseguisse gerir os activos e bens públicos de forma sustentável, que garantisse o acesso a bens e serviços a todos os cidadãos que cumprem de forma eficaz com os seus deveres, que a AP fosse facilitadora de quem quer investir, enfim...de que a AP no seu geral e nas suas mais variadas formas contibuisse para que este rectângulo fosse mais do que um "sítio mal frequentado"...até porque apesar de tudo acho que nós portugueses até merecemos viver num país...

Abraço,

Miguel Gonçalves
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De manuelfernandes9 a 18.12.2011 às 07:13

Em Janeiro ouvi alguem dizer:
Não era bem isso o que eu queria dizer;e só disse o que disse porque achei bem dizer,mas agora pensando o que disse...já não sei o que diga porque fica mal eu dizer!
Em Dezembro no mesmo contexto:
Finalmente percebi o significado do contexto -até porque existiu uma mutação do contexto-depois de uma viagem que fiz num contexto cultural ,percebi que o contexto era um bom contexto e que tive que dar a volta ao contexto.Tudo isto em nome de um contexto mais amplo!
Não,aqui ninguem é aldrabão...Aqui ninguem é hipocrita!
É como dizia o outro:só os burros é que não mudam...

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