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Re-publico aqui um texto sobre Energias Renováveis que escrevi ainda no tempo do "filósofo parisiense" e que explica em parte porque razão pagamos a energia mais cara da Europa e porque mais nenhum país civilizado se deixou enganar... ora leiam, se quiserem:

 

 

São cada vez mais as vozes que se levantam a favor da responsabilização dos políticos pelos seus actos de má gestão. Na sociedade civil a má gestão pode ser criminalizada e não há razão nenhuma para que a gestão da coisa pública não adopte as mesmas regras.

A questão das energias renováveis, que este Primeiro-ministro apresenta como um grande negócio e uma das gloriosas obras do seu Governo, mais não é do que um roubo aos contribuintes e um esbanjar de dinheiros públicos (tal como o Magalhães ou o TGV). Já todos sabemos que os estudos que sustentam estas obras draconianas são feitos “por medida” e oferecem sempre as mais variadas leituras, mas basta ser honesto e ter uma calculadora (já nem digo saber fazer contas) para saber de que falamos verdadeiramente quando o assunto são as energias renováveis.

A questão é muito simples, cada vez que o Primeiro-ministro, ou alguém do Governo, nos diz que Portugal tem 2/3 da energia provenientes de energias renováveis o que ele realmente quer dizer é que a capacidade instalada representa 2/3 da energia que o país consome. Coisa bem diferente, uma vez que para que os tais 2/3 fossem um facto todos os parques eólicos, barragens e painéis solares tinham que funcionar a 100%.

 

O grave disto é que o Estado anda a “estourar” dinheiros públicos incentivando o senhor Mexia e os seus amigos a instalar parques eólicos, painéis solares e tudo o resto com contas feitas sempre a partir da tal “Capacidade Instalada”. Ou seja, o investimento é feito esperando um retorno impossível de alcançar. As contas são simples de fazer: um parque eólico em Portugal, de acordo com especialistas, tem uma capacidade de produção que ronda os 25% da capacidade instalada. Uma barragem que produza energia tem uma capacidade de produção que ronda os 52% da capacidade instalada. Um projecto fotovoltaico tem uma capacidade de produção de cerca de 70% (uma vez que apenas é considerado o período do dia).

Para a propaganda do Governo faz sempre vento, as barragens estão sempre cheias e não existem dias nublados. Não viria mal ao mundo se não fossem os contribuintes a suportar mais este embuste que mais dia, menos dia, nos cairá nas mãos. É claro que eu gostaria imenso que Portugal fosse um exemplo Mundial nesta área, infelizmente estamos a ser um exemplo porque temos responsáveis políticos que nos estão a enganar a todos… ninguém em nenhum outro país avançou com este projecto de renováveis por uma simples razão: os responsáveis políticos são isso mesmo, responsáveis, vai dai… fizeram contas, viram que não era rentável nem sustentável, perceberam que estariam a hipotecar o futuro do país e tiveram medo de serem responsabilizados por isso. Nós por cá não temos problemas desses porque ninguém, jamais, será responsabilizado por nada.

 

Acrescento, para os mais interessados, uma série de notícias que ilustram o quão "iluminados" foram os responsáveis políticos que meteram milhões de euros dos contribuintes nesta farsa:

 

"Manifeto considera política de apoio às renováveis uma aberração económica" - http://aeiou.expresso.pt/manifesto-considera-politica-de-apoio-as-renovaveis-uma-aberracao-economica=f573913

 

"Troika impõe corte nos subsídios às renováveis e energia mais barata" - http://aeiou.expresso.pt/itroikai-impoe-corte-nas-renovaveis-e-energia-mais-barata=f696411

 

"Energias renováveis destroem 2 empregos por cada 1 que criam" - http://aeiou.expresso.pt/energias-renovaveis-destroem-2-empregos-por-cada-1-que-criam=f569314

 

"OCDE defende fim dos subsídios às renováveis" - http://aeiou.expresso.pt/energias-renovaveis-destroem-2-empregos-por-cada-1-que-criam=f569314

 

Assim se ajuda a explicar o brutal aumento da energia, que ainda será muito maior se não houver coragem para parar já esta aberração de subsidiar postes eólicos que consomem 3 vezes mais do que produzem (em euros).

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