Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]





Comentários recentes

  • Anónimo

    mais um profeta da desgraça

  • António Duarte

    Para Marinho Pinto chegar a uns 15% não precisará ...

  • António Duarte

    Fico satisfeito por ver que o rapaz ainda está viv...

  • Raposo

    O que eu gostei mais da entrevista foi de saber a ...

  • Lucas

    Eu cá gostava mais das entrevistas do Serpa, reple...





Continuamos em São Marcos da Serra e vou já esclarecendo, para que ninguém fique à espera que eu me “espalhe”, apenas vou apresentar os meus “devaneios” em relação a 3 freguesias: São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines e Algoz. As outras ficam para quem bem as conhece, os que lá vivem.

 

A zona serrana que se estende de Monchique a Odemira é responsável por boa parte da exploração florestal da região no que diz respeito a madeira para as Celuloses. O centro de “distribuição” destas madeiras, apesar de não estar bem definido, incide essencialmente na zona de Marmelete e Casais, na encosta Sul da Serra de Monchique. Sabendo que a encosta Sul da serra assume uma vocação mais turística e imobiliária que florestal facilmente concluímos que o transporte e recolha de madeiras tem custos extras que poderiam ser eliminados, bastando para isso transferir essa plataforma para, por exemplo, São Marcos da Serra. Tentem conceber dezenas de camiões por dia, a subir e a descer a serra, carregados com largas toneladas de madeira, e imaginar os custos de combustíveis e as emissões de CO2 que poderiam ser eliminadas com essa transferência.

 

Sabe-se que as Celuloses espanholas são as principais clientes destas madeiras e, com o avanço previsto da ligação ferroviária a Espanha (linha electrificada), poderíamos aproveitar os baixos custos dos terrenos e linha ferroviária que passa em São Marcos da Serra para escoar essas madeiras para Espanha, Centro, Norte e Sines. Até as próprias empresas de transportes poderiam ficar favorecidas, uma vez que deixariam de operar com camiões de médio/longo curso – mais dispendiosos e sujeitos a regulamentações mais exigentes – para passar a trabalhar em curtas distâncias, com veículos mais pequenos e económicos (porque não pensar num futuro onde “teleféricos solares” próprios transportavam a madeira até à linha férrea?!).

 

Apesar de grande parte deste trabalho vir da parte da iniciativa privada, teria que ser a Câmara Municipal a criar condições para que empresas e empresários aderissem ao projecto. Primeiro definindo no PDM zonas para a construção da plataforma. Depois, dotando essa área de acessos privilegiados (não será difícil porque o IP1, a linha ferroviária, as recentes ligações ao Alferce e a Monchique, a A2 e a Via do Infante estão/são facilmente acessíveis). De seguida haveria que negociar com a REFER a alternativa caminho-de-ferro. Por fim seria necessário assegurar a regulamentação e bom funcionamento de todo o projecto.

 

Obviamente a Câmara teria que assumir de uma vez a vocação florestal da freguesia de São Marcos e apoiar a reflorestação da serra para este fim. Não se pense que apenas eucaliptos e pinheiros fazem a floresta (basta ler com atenção o Plano Regional de Ordenamento Florestal para entender que existem muitas opções). Existem outras espécies, de crescimento mais lento, que não servindo para pasta de papel (por serem mais caras), podem constituir uma indústria muito interessante. Além disso outras espécies podem revelar-se de importância determinante no combate ao flagelo dos incêndios.

 

Caros amigos, volto a afirmar, são só ideias. Se algo me escapa peço que comentem e tentem ajudar. Ganhamos todos.

Autoria e outros dados (tags, etc)





Comentários recentes

  • Anónimo

    mais um profeta da desgraça

  • António Duarte

    Para Marinho Pinto chegar a uns 15% não precisará ...

  • António Duarte

    Fico satisfeito por ver que o rapaz ainda está viv...

  • Raposo

    O que eu gostei mais da entrevista foi de saber a ...

  • Lucas

    Eu cá gostava mais das entrevistas do Serpa, reple...