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24.08.12

“Por detrás desta aparente acalmia brota uma memorável borrasca.” – dizia Carneiro Jacinto a alguns dos seus apoiantes há coisa de 4 anos. Na realidade ele tinha razão, mas a “borrasca” de que falava então é um chuvisco comparada com a tempestade que aguarda a politica silvense nos próximos meses…

Os temas do momento, falados nos cafés e nas praças por quem aprecia política amadora, são a substituição de Isabel Soares, o candidato que apresentará o PS, quem será o rosto da CDU, uma eventual candidatura independente e… as eleições na Caixa Agrícola de Messines, que não sendo política é de igual modo jogo de poder.

Em relação ao que nos reserva o PSD para as próximas autárquicas em Silves não parece haver grandes dúvidas. O Dr. Rogério Pinto é apontado como o candidato natural para continuar a “obra”… apesar de ser evidente que tudo fará para tentar demarcar-se dessa conotação. Já não é tão líquido que o PSD Silves continue anestesiado após a saída de Isabel Soares e é provável que aconteçam alguns “regressos” e outras tantas vozes discordantes. Também convêm não esquecer que o PSD nacional vai procurar jogar forte nas autárquicas e não será de excluir algumas interferências na hora de elaborar as listas e de recolocar o seu pelotão autárquico. Chuva forte… diria eu.

No PS a coisa “fia mais fino”. Tudo aponta para que um “não socialista” venha a ser o cabeça de lista pelo PS. E falo do actual Presidente da Comissão Política Concelhia, um homem que está bem mais à direita que Paulo Portas (aliás, gostaria de o ver jurar numa igreja que nunca votou em Paulo Portas) mas que teve a inteligência de entender que com o PP nunca chegaria “à sua cadeira de sonho”. Vai dai… resolveu “dedicar” a sua existência a esperar que Isabel Soares “apodrecesse” para poder subir ao “poleiro”. O plano pelos vistos foi perfeito, uma vez que conseguiu “aniquilar” ou calar os verdadeiros socialistas, deixando antever uma lista que congregue todos os que ambicionaram o poder a qualquer custo. O que se comenta é que está desgastado, desacreditado e simboliza tudo o que as pessoas detestam num político. Mas quem sou eu para mandar “biatites”!! Trovada… diria eu.

Na CDU tudo aponta para que “o bom comportamento” da Dra. Rosa Palma leve a uma recandidatura. No entanto muitos falam da hipótese Manuel Ramos… e nesse capitulo eu aposto que, mesmo não sendo ele o candidato, não deixará de lutar para impedir que o “Tea Party” local suba ao poder. Certo, certo é que por esta altura “as candeias” do PCP ainda não estão organizadas e alguns membros mostram o seu descontentamento perante as decisões do “comité”. Na eleição para a Junta de Messines a coisa é bem mais clara e o João Carlos voltará a ser presidente as vezes que quiser e que a legislação lhe permita… parabéns para ele pelo esforço e dedicação, mesmo em tempos difíceis. Céu muito nublado… diria eu.

Já a intenção de uma candidatura independente, que não é segredo para ninguém, parece ser o grande factor de interesse das próximas eleições. Nas ruas fala-se com entusiasmo dessa possibilidade e surgem alguns nomes, até improváveis, como parte do projecto. O “alegado” candidato mostra interesse e reúne as qualidades que fazem um líder a sério, mas terá a astúcia e o apoio necessários para se movimentar no “perigoso” terreno da “partidocracia” instalada?! É que o mais difícil é impor o seu projecto em tempo útil! Vamos ver. Possibilidade de aguaceiros… diria eu.

Falta o tema “não político” que circula pela vila… as eleições da Caixa Agrícola. Diria eu que este é o tema que desperta mais paixões… pelo menos as mais extremadas posições. Provavelmente será por este parágrafo que os comentários surgirão, o que prova a minha teoria. Há cerca de 2 anos fui abordado pelas duas listas concorrentes para na qualidade de sócio exercer o meu direito de voto. Confesso que na altura fiquei um pouco baralhado e o sentido do meu voto deveu-se mais à insistência de um dos “gurus” do projecto vencedor do que à certeza de que esse seria o melhor caminho para a instituição (isso e a ideia absurda para a altura da fusão com Silves… para ser franco). Agora passados 2 anos, e falando contra os meus interesses pessoais (como qualquer associado poderá constatar), devo dizer que foi uma decisão acertada. Há alturas em que o voluntarismo, a boa vontade e a simpatia não chegam… é preciso o conhecimento, a autoridade e a frieza. Estes tempos não são para brincadeiras. Tratando-se a Caixa Agrícola de uma instituição que deve em primeira instância defender os interesses dos seus depositantes eu creio (e contra mim falo, novamente) que foi exactamente isso que esta direcção fez. Independentemente disso tenho pessoas amigas, em quem confio plenamente, nos dois “lados da barricada” e é preciso esperar pelas listas para tomar a posição definitiva. Tratando-se de uma discussão ainda estéril é provável que as paixões continuem exacerbadas. Chuviscos… diria eu.

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4 comentários

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De Alves dos Reis a 24.08.2012 às 04:18

Depois de ver a merda de entrevista que esse chulo deu ao JA começo a acreditar que vai ser mesmo ele o candidato do PS. Que vergonha. Que desonestidade. O PS bateu no fundo.
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De Joaquim Santos a 28.08.2012 às 17:23

a polica concelhia no seu melhor, mediocridade .
No século XVI a população expulsou um bispo por não estar habituada a mudanças radicais na sociedade em especial as mentalidades. aquando dessa expulsão o prelado referiu " que silves nunca iria passar de uma pobre e vila aldeia" e " desta terra nem o pó quero levar" Passado tantos anos, verifica-se que Silves continua com a maldição do Bispo, pois as pessoas mudam mas as mentalidades não. Será que nenhum politico é bom para governar ou será que quem escolhe os políticos para governar tão bem não é bom. pelos vistos tantos anos passaram e tantos deram ideias e tantos governaram e nada se alterou
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De Eduardo a 01.09.2012 às 17:40

Á beira do precipício estão os funcionários da câmara das juntas, e o Serpa que não ganha a CÂMARA.
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De Eduardo a 02.09.2012 às 16:39

Gostaríamos de saber quem é a BESTA?

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