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O dia 16 de Novembro trouxe Silves para os noticiários pelas piores razões possíveis. O tornado que devastou parte dos concelhos de Silves e Lagoa foi motivo de muitas horas de emissão televisiva e de primeiras páginas em toda a imprensa nacional.

Ficamos sempre tocados com estas situações e mais ainda quando elas envolvem pessoas que conhecemos e um município já de si devastado. Não bastavam as dificuldades económicas do concelho, agora há também que reconstruir uma série de infraestruturas públicas devastadas pelo fenómeno meteorológico sem precedentes na região.

Pelas razões que certamente não terá desejado, Rogério Pinto assumiu o protagonismo como o novo líder silvense e saiu-se muito bem. Curioso o facto de em Lagoa, provavelmente na preparação da sucessão (digo eu, sem saber se o presidente estava de facto impedido de dar a cara), ter sido o vice-presidente a aproveitar o “mediatismo” que a tragédia trouxe. Mas voltando a Rogério Pinto, as suas palavras foram importantes e, na minha opinião, demonstraram um estilo totalmente diferente das “lágrimas de crocodilo” que Isabel Soares sempre carpiu nestas situações. Pareceu-me genuinamente consternado e preocupado… sem querer aproveitar a situação.

Da sua boca saiu um importante apelo à mobilização do concelho e o reconhecimento da falta de capacidade financeira para pagar a reconstrução. Na verdade o orçamento silvense pouco mais comporta do que os custos com pessoal e responsabilidades básicas da autarquia. Um exercício curioso, com base nos orçamentos municipais dos concelhos vizinhos em 2011, demonstram que em Silves a divisão do orçamento anual pelo número de funcionários autárquicos dá € 52.000/por funcionário. Em Albufeira o valor é € 74.300/por funcionário, em Loulé € 94.600/por funcionário e em Lagoa de € 82.600/por funcionário. É por isso normal que não exista margem para imprevistos nem dinheiro para investir no concelho.

Deixando de lado as “politiquices”, agora é tempo de o concelho se unir. Hoje mesmo centenas de pessoas ajudaram na limpeza dos estragos deixados na baixa de Silves, num sinal de solidariedade que merece admiração. Nos próximos tempos estou certo que as forças vivas locais dirão presente e a ajuda aparecerá. Já tenho conhecimento de algumas ideias em curso e deixo aqui uma outra ao cuidado do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Messines e dos Restaurantes locais: que aproveitem a proximidade da “Semana Gastronómica” e contribuam com um valor por refeição a favor das vítimas do tornado. Seguramente os media divulgarão a medida e muitas mais pessoas sairão de casa para provar as iguarias messinenses sabendo que com isso estão a contribuir para uma boa causa.

Quem pode também dar uma ajudinha ao concelho é o “regressado” Carneiro Jacinto, que estreou ontem na SIC Notícias, um programa seu, “Bola ao Centro”. Não seria demais pedir-lhe que visitasse o “seu concelho” e procurasse dar visibilidade ao Silves FC, um clube que sobrevive no fio da navalha e vê agora as suas infraestruturas devastadas. Se o objetivo do programa é falar dos bastidores do desporto seria interessante divulgar o trabalho daquelas pessoas e contribuir para que surjam apoios.

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