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"Então não é que o Estado (nós todos?) se prepara (se nós deixarmos - e vamos deixar...) para DAR 5 milhões de Euros para este museu? A "ingénua" condição "sine qua non" é que o museu se destine a "contribuir para a história do Estado Novo"...

Para colocar uma placa comemorativa das vítimas da Pide na António Maria Cardoso, o Estado contribuiu com... uma carga policial. Lembram-se?

Leiam por favor, mais abaixo, um artigo do DN que mão amiga me fez chegar. Depois assinem a petição contra o museu do... Botas."

A Petição contra o museu Salazar pode ser assinada em:

www.contraofascismo.net

O Museu Salazar (rebaptizado Centro de Estudos sobre o Estado Novo), que a Câmara Municipal de Santa Comba Dão pretende desenvolver, no recatado berço do ditador, é uma casa assombrada. Com um planeamento burlesco. A eira será restaurante e casa de chá. É para o convívio, portanto. Escapa a parte que, supostamente, será dedicada aos estudos. Mas que é inaceitável nesta localização. A exposição consiste no estojo da barba, na mala de viagem, condecorações e um punhado de manuscritos. Talvez o Teatro Nacional D. Maria II possa recomendar o actor - que procura nos jornais para representar Salazar - para um role-play intimista. Enfim... cangalhada sem relevância científica. O espólio importante - tratado já depois do 25 de Abril - encontra-se na Torre do Tombo. E o Estado apenas deverá financiar o museu se este contribuir, de facto, para o estudo do Estado Novo e não para a homenagem e revivalismo.

O objectivo alegado é o emprego e o turismo. Depois de morto é que o déspota vai desenvolver o País e abri-lo ao turismo... arrebatando com um excursionismo fetichista que oferece aos visitantes pincéis da barba? O museu custa cinco milhões de euros, a um Executivo em dificuldades. Além do já garantido emprego para um herdeiro do ditador - 24 mil euros anuais vitalícios - não se vê que dinamismo poderá trazer. Mesmo que existisse. A História e a memória não são, certamente, menos importantes. Santa Comba não quererá a farda do pide que assassinou Humberto Delgado?

O espectro de Salazar anda por aí. A RTP geriu atabalhoadamente o concurso Os Grandes Portugueses quanto à sua nomeação e votação, com consequências rançosas. O ensino da glória dos Descobrimentos e a branca sobre a Guerra Colonial pouco diferem da História adestrada pela ditadura. É assim, a nossa democracia. Não constrói valores e motivos de identificação. Sobram medalhas e saudades. Tal aponta o estudo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Os portugueses são dos mais nacionalistas do mundo. À conta da nostalgia. Mas não são patriotas. Não criticam o passado, não gostam do presente nem disputam o futuro. Basta comparar o à-vontade com que se lança este museu com as contrariedades para colocar uma simples placa-testemunho dos presos e torturados na ex-sede da PIDE para perceber que a nossa democracia ainda tem muito a fazer. Antes que se torne num fantasma."

Publicado in Alfarroba - link do post

 


 

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2 comentários

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De Ailéh a 09.03.2007 às 17:49

Oh paulo com medo de ser apedrejada em praça pública não comento este, mas passei por cá, deixo.te um abraço
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De Paulo Silva a 09.03.2007 às 22:35

Podes comentar à vontade. Não admito "pedrada" neste blog.

Sinceramente este não é um assunto que me "apaixone"... Não me parece que o museu traga mal ao mundo... Apenas torna mais dificil de explicar o porquê de rebatizr uma ponte com o nome "25 de Abril", quando essa ponte é o maior simbolo da "obra" de Salazar e, na minha opinião, poderia continuar assim até aos nossos dias sem "problemas". Porque não chateava ninguém... porque foi ele que a fez... porque resistiu ao 25 de Abril e ao PREC sem precalços... por um outro montão de razões que não me ocorrem...

Já a nomeação de Salazar e Cunhal para o "lugar" de Melhor Português de sempre chateia-me um "bocadinho"....

Enfim, "pancadas"...

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