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Elisabete Rodrigues é um nome bem conhecido para quem segue a política local. A jornalista e Directora do Sul Informação segue atentamente e há vários anos as vicissitudes do poder local no Algarve. Para mim é uma honra poder partilhar com os leitores do blog a sua opinião. Obrigado.


A vitória de Rosa Palma, da CDU, em Silves, foi uma das maiores surpresas da noite eleitoral algarvia. Talvez não tenha sido tão grande surpresa para quem acompanha a par e passo as questões políticas e autárquicas de Silves, mas para mim, que acompanho esses temas com algum distanciamento, foi.

Mas, no fundo, pensando bem, foi uma vitória expectável, tendo em conta que as candidaturas quer do PSD (Rogério Pinto), quer do PS (Fernando Serpa), se apresentavam algo fragilizadas.

O PSD pelo facto de Rogério Pinto ter, no fundo, ficado com o menino nos braços quando Isabel Soares trocou a autarquia por uma empresa pública.

O PS pelo facto de Fernando Serpa, enquanto vereador nos quatro anos anteriores, não ter conseguido afirmar-se como o líder da oposição.

Além disso, na pré-campanha e depois na campanha, as candidaturas do PSD e do PS concentraram-se apenas em guerrear-se uma à outra...e esqueceram-se da candidatura da CDU...

O concelho de Silves sempre teve uma forte implantação dos comunistas, a Câmara já teve à sua frente um autarca comunista, havia já duas freguesias geridas por eleitos da CDU. E, mesmo assim, nem o PSD nem o PS se aperceberam do “perigo” que daí poderia advir...E foram ultrapassados pela esquerda.

Mas é óbvio que não foi apenas por desatenção dos outros que Rosa Palma levou a CDU à vitória. O seu trabalho ao longo de quatro anos como vereadora, ela, sim, verdadeiramente da oposição, o seu perfil calmo, algo discreto, mas muito interventivo, acabou por garantir-lhe a vitória.

Nestas coisas das eleições, costuma sempre falar-se em vencedores e vencidos. Vencedora foi, claramente, Rosa Palma. Vencidos foram, obviamente, Rogério Pinto e Fernando Serpa.

O primeiro porque perdeu a presidência da Câmara e desceu para o segundo lugar entre as preferências dos votantes silvenses. O segundo porque não ganhou a Câmara, perdeu um vereador dos três que tinha antes, e até desceu para terceiro lugar em número de votos.

A terminar, direi apenas que a vida de Rosa Palma à frente da Câmara de Silves não será fácil, já que não tem maioria no executivo (três mandatos para a CDU), graças aos dois vereadores que tanto PSD como PS conseguiram eleger. E os comunistas não têm também maioria na Assembleia Municipal.

Ou seja, a sua governação autárquica terá de passar por muito diálogo, muita consensualização. Haja capacidade, de todas as forças políticas, para esse diálogo!

Elisabete Rodrigues

Jornalista, diretora do Sul Informação

 

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1 comentário

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De Miguel Gonçalves a 06.10.2013 às 10:08

Gostei muito desta análise, que ganha ainda mais relevo por ter sido feita por alguém \"de fora\", o que muitas vezes resulta num comentário mais racional e menos emocional. Parabéns pela análise e parabéns pela iniciativa Paulo.

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