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Apesar de nem sempre estarmos de acordo, considero o Luís Ricardo uma voz importante e pertinente deste concelho. Defende as suas ideias com convicção, não se limita a ser critíco... apresenta propostas e soluções. Vive intensamente Armação de Pêra e louvo-lhe a coragem de assumir as posições que assume numa freguesia onde a militâcia PSD é, por assim dizer... "intensa". Obrigado Luís Ricardo.


A transcendência das eleições autárquicas de 2013.

 

----Já andava com uns fernequitos para escrever o que me vai na alma, sobre o resultado das eleições autárquicas do passado 29/9, mas contive-me, achei por melhor deixar que a espuma das emoções e frustrações acalmasse. Mas precisava de tornar público, -para além do ciclo íntimo –as minhas satisfações; dúvidas; angústias e acalmias.

O resultado destas eleições era de uma transcendente importância para Armação de Pêra. Não sei se todos os protagonistas assim o intuíram – espero que a CDU sinta essa responsabilidade-, mas era o futuro de Armação de Pêra que estava em causa; a dignidade e honestidade das instituições públicas; a defesa do Património Público, e, e sobretudo, o extermínio deste lodaçal promíscuo, ilegal e infeccioso que tem sido a actuação dos responsáveis pela Câmara de Silves que em conúbio com interesses particulares, tem vindo a congeminar acções e “promessas”, manifestamente ilegais e altamente lesivas a Armação de Pêra.

----A realidade autárquica não se irá alterar grandemente na gestão da maioria das freguesias: para além da mudança de alguns protagonistas e o sempre bem-vindo refrescamento com novos eleitos e ideias novas. Aos autarcas eleitos para cada Junta, pede-se: dedicação; capacidade imaginativa e sobretudo, proximidade na resolução dos problemas mais prementes em cada comunidade local. Os fracos recursos financeiros não permitem grandes obras. Exceptuam-se a este panorama geral, a gestão corrente nas Freguesias de Silves e Armação de Pêra. Na Freguesia de Silves a gestão corrente é mais desafogada: em virtude das receitas (boas, comparativamente) e dos encargos/despesas (menores) comuns às outras Freguesias e que na sede do concelho são suportados pela Câmara, o que continuará a permitir ao novo executivo, tal como o anterior, ter uma política quase que filantrópica junto dos agentes e associações locais: (música; bombeiros; Silves F.C. e outros). Já em Armação de Pêra, as coisas mudam radicalmente de figura. Nos últimos 16 anos a Junta de Freguesia: para além de dispor de recursos extra às outras freguesias –a exploração balnear de concessões na praia- não realizou qualquer obra –exceptuando a execução do protocolo de descentralização acordado com a Câmara- tem servido como entidade menor a mando dos interesses e pulsões do executivo camarário. Em Armação de Pêra não existem quaisquer equipamentos que contribuam para a coesão social/cultural/recreativa, propostos ou criados com a iniciativa da Junta de Freguesia. Para além da listagem de intenções proposta nos programas eleitorais, a que chamam: “Projectos a executar nos próximos 4 anos”, não se vislumbra a concretização de nenhuma promessa eleitoral.

A equidade, que se espera, no apoio às Juntas de Freguesia, por parte da Câmara, não permitirá que a inercia e amorfismo, quase que endémico: de como a Junta de Freguesia tem funcionado, se prolongue. Nem nos parece –para mal de Armação de Pêra- que os novos eleitos tenham –e desejem-capacidade de reformular práticas e vícios antigos: com os quais já conviveram e até alimentaram.

----É pois, na nova gestão da Câmara de Silves, que residem as nossas –fundadas- esperanças na defesa e dignificação de Armação de Pêra.  O passado foi-nos demasiadamente penoso e usurpador: delapidaram muito do nosso Património e não apetrecharam esta comunidade de quaisquer equipamentos que contribuam para a coesão social e o amenizar da exclusão e precariedade de trabalho/rendimento –fruto de uma cada vez mais curta e acentuada sazonalidade da época turística -.

O passado da gestão CDU, não nos deixou boas memórias. A irresponsabilidade de como foi tratado o património herdado á Junta de Turismo local, é de isso exemplo. O terreno a norte do antigo Hotel Garbe e que confina com o barranco de Vale de Olival, um nobre espaço que hoje poderia albergar alguns dos equipamentos necessários à melhoria e dignificação da principal –única!-actividade desta terra: o turismo, que por inépcia e laxismo do anterior executivo de responsabilidade CDU, não está devidamente disponível e legalizado como Património Público, tal como foi legado.

Estamos confiantes que as práticas do novo executivo camarário, presidido por Rosa Palma, para Armação de Pêra, seguirão em coerência com as acções e promessas, expressas e prometidas. Isto é: a reabilitação patrimonial e ambiental; a dignificação dos espaço públicos e a conclusão das obras do POOC –Plano de Ordenamento da Orla Costeira -; a inclusão do PPAP-Plano de Pormenor de Armação de Pêra- na revisão do PDM –Plano Director Municipal- e a salvaguarda de todas as zonas REN –Reserva Ecológica Nacional- não permitindo o branqueamento de projectos ilegalmente aprovados em zonas de exclusão.

----Armação de Pêra, hoje respira com algum alívio, depois de remoção do torniquete que a amordaçava há mais de 16 anos.

Temos esperança e acreditamos que o novo executivo camarário saberá harmonizar as sempre bem-vindas iniciativas dos agentes empresariais particulares, com os interesses superiores do progresso, da melhoria da economia local e concelhia, e, e sobretudo, com a defesa intransigente dos valores: da nossa memória colectiva; do nosso património e das aspirações legítimas, de melhoria de vida para a nossa comunidade.

----Esperemos que nenhum canto de sereia perturbe a determinação que Rosa Palma prometeu para Armação de Pêra----

----Não me debrucei e propositadamente, sobre os protagonistas das diversas vicissitudes da última campanha eleitoral autárquica: partidos e movimentos; listas; programas; promessas e outros actos de natureza menos digna. Sou militante do PS, e era apoiante incondicional do candidato proposto à Câmara Municipal: Fernando Serpa, não me revia em muitas das propostas programáticas para o concelho, mas no essencial, e sobretudo, o que era proposto para Armação de Pêra, tinha o meu aval e concordância.

Sentir-me-ia muito mais confortável e agradado se o PS tivesse ganho!

Mas como armacenenses e preocupado com o futuro de Armação de Pêra e suas gentes, o objectivo primeiro e o essencial, era a remoção de Rogério Pinto e o PSD da gestão da Câmara de Silves. As sanguessugas e abutres que dilaceravam ebanqueteavam com Armação de Pêra, morrerão naturalmente e pela falta de alimento que o PSD durante mais de 16 anos lhes franqueou.

 

----Nas eleições de 29 de Setembro, Armação de Pêra ganhou! Ganhou, pelo menos, o sonho de aspirar a um futuro mais digno e promissor!

----Eu, como armacenense que ama a sua terra, também ganhei!

Parabéns aos vencedores: sobretudo à Rosa Palma e à CDU e que não se esqueçam que estamos cá para lhes escrutinar o cumprimento das promessas!

 

Armação de Pêra, 5 de Setembro de 2013

Luís Ricardo

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5 comentários

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De Anónimo a 10.10.2013 às 16:43

Pedia-lhe para explicar melhor quando diz: "que por inépcia e laxismo do anterior executivo de responsabilidade CDU, não está devidamente disponível e legalizado como Património Público, tal como foi legado" - mas não foi o PSD que esteve na CMS, nos últimos 16 anos?

Penso que está a "pedir" ao novo executivo aquilo que outros não fizeram em 16 anos, correcto?
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De Luís Ricardo a 10.10.2013 às 19:37

Tenho muito gosto em esclarecer.
O terreno a poente do Hotel Garb, era propriedade da extinta Junta de Turismo -extinta em 1970- que o tinha cedido a um consórcio -EVA/British Airways- para ai construir um hotel, com um prazo para a sua execução. Não cumpriu e a Câmara de Silves que tinha "herdado" o património da Junta, recorreu para o tribunal para o reaver. Perdeu o processo nas 1.ªs instâncias, mas acabou por ganhar a sua posse por sentença do Tribunal da Relação de Évora - era presidente da Câmara: José Viola - Adormeceram sobre a sentença proferida e esqueceram de registar o prédio como propriedade municipal. Os representantes dos antigos proprietários , passados 10 anos e porque o prédio se encontrava registado em seu nome, reclamam a sua propriedade. A situação actual é de contencioso e sem posse legal do referido prédio por parte da Câmara de Silves: mais de 20 mil metros quadrados em zona nobre!!! 
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De Templário a 10.10.2013 às 22:00

Obrigado pelo esclarecimento Corre Costas... desculpe, Sr. Luís Ricardo! Ficamos, assim, a saber, que foi o José Viola que lutou pela defesa do património público, mas, infelizmente, o PSD, durante 16 anos de poder, nada fez para dar continuidade àquela luta! Há sempre alguém para deitar abaixo aquilo que o outro levantou... E assim vai Portugal... uns vão bem e outros vão mal! 
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De Luís Ricardo a 11.10.2013 às 05:37

O chico-espertismo não tem ética!
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De Anónimo a 11.10.2013 às 15:50

Fiquei esclarecido pela situação, no entanto também fiquei com a ideia de que existiram 16 anos para remediar a situação "provocada", como refere no texto, pelo muito anterior executivo CDU!!
A ver vamos se o actual executivo conseguirá ultrapassar a situação, afinal como o slogan, Silves é da Serra ao Mar...

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