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O Professor Manuel Ramos é uma das pessoas que mais admiro na política local, pela sua coerência, carácter e dedicação às causas públicas. Durante 4 anos foi Vereador na CMS eleito pela CDU, deixou a sua marca como o mais interventivo e corajoso vereador da oposição dos últimos anos no nosso concelho. É uma pena que não faça parte da equipa eleita pela CDU nestas autárquicas... mas tenho a certeza que não deixará de contribuir na construção de um concelho melhor. Obrigado Manuel Ramos.


As recentes eleições autárquicas, e a sua campanha – que haviam de culminar na derrota do PSD neste concelho após 16 anos -, iniciaram-se com a abdicação de Isabel Soares do mandato que o povo lhe conferira. Uma atitude pouco digna dos políticos eleitos (refiro-me aos que ganham eleições, não aos que as perdem), e que deveria ser penalizada, ao traírem a confiança popular. Revelam calculismo, egoísmo e, no caso, de alguém que sempre afirmara ter “Silves no coração”. Porém, “valores mais altos” se levantaram fazendo esquecer amores, promessas, e mesmo o juramento efectuado. Mas o exemplo era anterior, e viera de cima: não esquecemos Durão Barroso!

Rogério Pinto ficou com o “menino” nas mãos. E sem a mãe para o ajudar…

Do PSD nacional, do governo, nem conviria falar ou pedir socorro. Era lenha para se queimar! E os bombeiros andaram este Verão muito ocupados. Do estado do concelho, dos seus projectos, enfim, das suas finanças… bom, isso era melhor esquecer. O concelho está muito mais endividado, parado, enredado em processos judiciais, e sem perspectivas, do que estava em 1997 quando Isabel Soares chegou à Câmara e prometia fazer de Silves a “Sevilha do Algarve”. É fácil agora verificar. Nem o Polis de Sócrates salvou a face; em muitos casos, antes pelo contrário. A mudança era, vistas as coisas assim, expectável. A surpresa veio de S. Marcos da Serra: fiquei curioso em saber quem é e o que irá fazer Luís Cabrita pela freguesia.

 

Mas quando alguns já comemoravam a vitória do PS, com sondagens a seu jeito, numa conjuntura aparentemente muito favorável, e que se revelou assim por quase todo o país, eis que chega o duche frio: o partido Socialista tinha um dos piores resultados de sempre, e atrás do PSD! Com um cabeça de lista que conta vinte anos de casa, o caso é grave: traduz-se, afinal, num rotundo NÃO! Foram os grandes derrotados.

Fernando Serpa deveria tirar ilações imediatas quanto ao significado disto e da sua actuação como vereador. Havendo uma maioria de esquerda no anterior mandato, raras foram as vezes que esta funcionou. E não foi por culpa de quem só tinha um vereador(a) e que, parte das vezes, apresentava o seu trabalho e via depois F. Serpa e o PS colher louros via Correio da Manhã ou Voz de Silves (essa “Santa Aliança” com o inimigo foi outro erro estratégico!). Uma posição na Câmara, outra na Assembleia Municipal, um voto aqui, uma falta de presença, estratégica, ali. Incoerência! Muita parra e pouca uva! O pessoal não é cego…e não perdoou.

 

Passamos ao Bloco de Esquerda. Moços porreiros, muitos jovens, muitos amigos, uma campanha à Bloco, para o bem e para o mal. Ficaram longe dos pretendidos 2000 votos, ficaram afastados da Câmara (melhor seria se tivessem tirado alguém do PSD ou do PS!!), mas com voz activa na Assembleia, o que é sempre bom. Espero que o grupo se mantenha e proporcione massa crítica: bem necessitados estamos no concelho!

Por fim, os vencedores, os certos e os incertos. Aqueles em que votei, e assim fica manifesta a minha clara declaração de interesses que, espero, não pesem demasiado em toda esta singela análise.

Tito Coelho em Silves era, para mim, caso quase certo, e confirmou-se. Esperemos que a Junta, agora em consonância com a Câmara, beneficie do seu reconhecido dinamismo e entusiasmo; João Carlos, em Messines, mais do que certo, era uma certeza. E arrasou! Assim se provou que os comunistas, pelo menos a nível local, não comem criancinhas. Foi o reconhecimento do seu empenho e dedicação à freguesia nos últimos quatro anos. Incerta foi a eleição de Rosa Palma, após tanta contra-informação, ainda que os resultados fossem claros no final. Merecida recompensa pelo penoso, diligente e honesto trabalho que desenvolveu no solitário mandato de vereadora que agora cessa. As dificuldades existentes são agora muitas, todos sabemos, e o equilíbrio de forças difícil de gerir, mas a sua determinação e positivismo em muito a ajudarão. Mesmo sem muitos recursos, muito se poderá fazer através de uma simples mudança de atitude, de bom senso e de boa vontade. Saibamos todos nós - políticos e munícipes - participar, livremente discutir e ouvir, consensualizando, e a partir daí sair para a acção sem demoras e hesitações, libertando a energia da sociedade civil agora silenciada.

A bem do nosso histórico Concelho, e do seu melhor futuro, precisamos exigir mais de nós e dos políticos que elegemos.

E Viva Silves, cidade e concelho!

 

(este texto ignora, por vontade própria, o Acordo Ortográfico, ora moribundo)

 

Silves, 11 de Outubro de 2013

Manuel Castelo Ramos

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