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O interior do Algarve vive numa encruzilhada...

 


 

Hélder Nunes, colaborador do Jornal Barlavento, assina esta semana um artigo de opinião pertinente sobre o estado do Algarve. Concordo com quase tudo o que escreve e vou pegar num parágrafo desse texto para sublinhar aquilo que tenho andado a dizer nos últimos tempos:

 

“Somos 400 mil e dentro em breve seremos muitos mais, porque o Governo quer aumentar tudo em 50 por cento, daí que se espere que a população siga essa estatística.”

 

Obviamente a população não se aumenta por decreto governamental, nem é isso que Hélder Nunes quer dizer, mas a tendência óbvia é para que o Algarve cresça a olhos vistos nos próximos anos. Temos todas as condições económicas e estruturais para nos aproximarmos do milhão de habitantes.

 

É aqui que entram as vilas e aldeias do barrocal e da serra algarvia. São elas que terão que disputar esses 600.000 novos habitantes que ai vem. E como é que se faz isso?! Simples. Criando condições para que as pessoas queiram residir nesses lugares.

 

Um casal com 2 filhos, que pondere várias alternativas, nunca virá morar para Messines nem nunca pensará em São Marcos da Serra como hipótese séria. Quem tem filhos preocupa-se com coisas que ultrapassam os museus e os centros históricos. Quem escolhe um lugar para viver quer ter qualidade de vida permanente.

 

Na altura de comprar casa e escolher o lugar onde assentar as famílias ponderam muito mais que o preço do imóvel. Quem opta por comprar na base do preço mais barato quase sempre acrescenta muito pouco ao lugar para onde vai.

 

Eu acredito que o interior do Algarve pode atrair turistas se escolher não competir com o turismo da beira-mar e se preocupar em ser genuíno. Em ter pessoas a viver com qualidade. Em atrair pessoas capazes de acrescentar algo aos sítios que escolheram para viver.

 

Muito se fez em acessibilidades nos últimos anos e com isso o Algarve ficou pequenino. Tenho na minha empresa pessoas que vivem em Aljezur, em Portimão ou em São Brás e que, diariamente, se deslocam para trabalhar em Albufeira. Sem problemas. Todos eles vivem com qualidade nos sítios que escolheram. Porque razão Messines e São Marcos não podem ambicionar a crescer com base na qualidade de vida que oferecem?!

 

O primeiro factor de escolha de um imóvel é a localização. É a localização que temos que valorizar e é nas pessoas que temos que apostar. No dia em que Messines possuir uma massa humana consistente os espaços e eventos culturais, a oferta comercial e a variedade de escolha surgirão naturalmente e com muito melhor qualidade.

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7 comentários

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De Zé Luis a 25.03.2007 às 02:38

Se quisesses ser útil a esta terra podias começar por chamar a atenção à sucata que vai nascer ao lado do novo museu. Só uma câmara como a de silves podia autorizar uma lavagem automática, uma oficina de pneus e uma sucata na entrada principal da vila, ao lado do museu. Vocês estão bem para este concelho.
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De Tonny a 25.03.2007 às 16:30

aquilo é o "museu dos costumes" e a envolvente é a merda do costume! tem tudo a ver!
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De Ailéh a 25.03.2007 às 18:59

PRONTOS!!! vou ser má... Quem disse que em messines se vive mal?eu como serrenha gosto da paz e da traquilidade da vila...
tem falta de todas as infraestruturas que dizes e nisso concordo pelnamente contigo e porquê já os messinenses as reeivindicaram a quem de direito?quem disse que os messinenses querem evnetos culturais, baseaste em quê?

e porque falas da massa humana , eu respondo am essines realmente falat massa humana, massa humana activa participativa nunca vejo ninguem reeivindicar seja o que for em reunião de junta ou de câmara, so vejo lá cada um a pedir para o seu umbigo ou quendo sente os cxalinhos apertados, nunca vi os messinesses , pedirem um parque industrial , nunca vi os messinesses lutarem por um jardim, falamos todos mas para dentro ouvindo os nossos umbigos. que participação activa tens tu ou eu na sociedade messinense? mandar uns bitaites aqui e acolá.
por isso temos o que merecemos e não vimos as qualidades da nossa freguesia e vamo.nos embora, nunca vi ninguem conseguir o que quer que seja voltando as costas ao Touro.
A nossa freguesia tem qualidades e é nessas em que temos de apostar e vende-las com o mesmo entusiasmo que os espnhois vendem o pata negra.não é nos lamentando, quando nunca as reeivindicamos.( e neste aspecto não me refiro a ti, mas sim aos messinenses em geral.

Muitos de nós e não excluo não passamos de usn intelectuais de café, e nos mocitos das mil e uma ideias Luminosas.
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De Gupy a 26.03.2007 às 22:00

Finalmente cara Ailéh! Finalmente alguém com objectividade dá uma opinião real e sincera sobre o que se passa com Messines ... É que com esta acomodação por parte de população os políticos responsáveis pelo concelho até gozam com isto!!! Ou de facto se cria um movimento sério e unido para lutar pelos direitos de Messines na Cãmara de Silves , ou então não passamos disto... mandamos aqui uns bitaites e numas conversas de café , enquanto deixamos os responsáveis á vontade para não fazer rigorosamente nada por Messines .
O sr. Tonny também tem sentido de humor !! Eu já percebi que ele diz umas verdades a brincar... mas enquanto formos brincando eles vão nos lixando!!!
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De Paulo Silva a 26.03.2007 às 22:38

Ailèh e Gupy;

Deixem-se lá dessas tretas de que somos todos uns subservientes, sedentários e inoperantes. Não acredito em nada disso. A prova é que em vez de estarmos a assistir à Bela e o Mestre estamos aqui a queimar pestanas. Acham que toda esta gente vem aqui porque não tem mais nada que fazer??!

Sejamos sérios. A participação na vida pública faz-se de várias formas e nem sempre pegar na inchada para trabalhar no terreno é a acção mais eficaz.

Peço-vos também, porque já são crescidinhas, que deixem essa coisa de os "responsáveis", os "politícos", os "senhores do poder", os "que deixaram o concelho assim" e todos os seres abstractos e obscuros que nos dificultam a vida... Isso não existe. A autarquia de Silves tem um só responsável (que curiosamente passa a maior parte do tempo a tentar não o ser) e, posso-vos garantir, começa a olhar esta comunidade virtual com alguma apreensão.

A ailèh acha que Messines está bem assim porque gosta de sossego e pacatez. Óptimo, isso quer dizer que tem umas largas dezenas de quilómetros a norte onde pode fixar residência. Messines tem, digam o que disserem, alma de terra importante e não pode cair no marasmo vivido nas aldeias e vilas serranas. Será muito mais difícil aos messinenses adaptarem-se à pacatez do que à azáfama que já caracterizou esta terra.

Eu vivo em Albufeira mas guardo a esperança de poder ver a minha terra (dos meus pais, dos meus avós e bisavôs) novamente como um importante pólo comercial do Algarve. É por isso que tenho este trabalho e é por isso que fico lixado quando vem com a história do falam, falam, falam…. Esta é, para já, a forma que encontrei de participar. Vou continuar enquanto valer a pena. Se for caso disso encontrarei outra…
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De Ailéh a 27.03.2007 às 18:24

Lá chegarei caro Paulo, um dia estarei no Funcho de tras ou de diante , junto com os escalavardos e com as raposas, continuo a afirmar, messines tem o que tem e está no marasmo que está porque nós messinenses permitimos.
Saia a a rua e pergunte quantos pais e quantos crianças reeivindicaram um Jardim público, quantos pais reeivindicaram uma escola melhor e mais acompanhada pra os seus filhos, uma escola com cantina?
pergunte
e a resposta será mísera.
.
tome lá uma beijoca que ainda pertendo cá vir mandar bitaites sobre este assunto. Somos uma vila de adormecida ,onde os principes e as princesas picaram os dedos na ROCA, e os que não adormeceram foram a banhos como V.Excia
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De Paulo Silva a 27.03.2007 às 22:38

Xiça... Tava a ver que levava porrada.

Tenho recebido os teus mails e estão "marcados como não lidos para resposta"... Acontece que ando à muito tempo a reivindicar 1 jardim e não tenho tido vagar de responder aos cidadãos... mais passivos....

Calma. Tou só a picar.

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