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Um, como diz o outro, "compagnon de route" enviou-me uma reflexão sua a propósito da mudança de poder em Silves. Trata-se de alguém que conhece como poucos o funcionamento da CMS, as suas vantagens e as suas forças de bloqueio. Apesar de parecer um texto simples, numa leitura mais atenta será possível verificar que tem uma forte mensagem. O autor ficará, a seu pedido, no anonimato.

 

REESTRUTURAÇÃO CORAJOSA É NECESSÁRIO!...

 

;(José Paulo Sousa in Blogue Caos Cosmos).

“temos, novo executivo, a trabalhar, hoje deverá ser tempo de começar a arrumar a casa, a começar pelos gabinetes de Presidente e vereação, sim e isto não é qualquer critica, deverão ter a trabalhar consigo pessoas da sua confiança, quer pessoal, quer politica. o mesmo se diga para chefe de gabinete e afins. após isto deverá começar a serem conhecidos quais são os novos eleitos quer a nível de secretarias/os , quer chefes de gabinete, quer chefes de divisão, quer directores/as de departamento.

 após isto devem chegar os assessores, que ninguém é obrigado a dominar todas as matérias e deve por isso encontrar a melhor ajuda possivel .”

 

Nunca foi minha intenção escrever qualquer palavra sobre as últimas eleições autárquicas no concelho de Silves. Porém, mais que o desafio feito por um amigo e pelo tal “bichinho” a “falar” , após ter lido o que escreveu José Paulo de Sousa, é imperativo que alguma coisa seja dita após a tomada de posse deste executivo, diria até especialmente, pelo facto do mesmo ser da CDU.

Independentemente do que conheço da personagem em causa e por incrível que pareça a muita gente, concordo palavra por palavra com tudo  que escreveu o qual transcrevo no início desta crónica. Aliás, não é de todo difícil de concordar, não só porque sempre defendi serem os procedimentos mais sensatos, naturais e inteligentes que qualquer executivo deve ter, logo após tomar posse.

E  digo que é imperativo ter esta “narrativa”, especialmente pelo facto do novo executivo ser da CDU, pois se não aprenderam a lição dos tempos de José Viola, em que o suporte dos seus apoiantes (especialmente os funcionários ), foram aqueles que ele ostracizou, rodeando-se e confiando em reconhecidos “inimigos” políticos e não só e…foi corrido; então, como disse o outro, temos o caldo entornado.

A CDU não pode ter qualquer espécie de complexo de ser acusada de que os comunistas comem criancinhas e de que fazem caça às bruxas; as mudanças e substituições dos lugares chave de chefia, repito, é do mais elementar e inteligente procedimento que qualquer executivo pode ter. E a CDU tem a tarefa bem facilitada pois tem a obrigação de saber que a competência nunca fez parte dos critérios seguidos por Isabel Soares e por Rogério Pinto, na atribuição de todos esses lugares de chefia e similares, mas sim a identificação partidária e a “amizade cúmplice”.

Poderia exemplificar facilmente  e explicar ao pormenor os porquês de todas as nomeações de chefia e afins existentes no município, mas julgo não ser necessário, pois alguns elementos da CDU têm conhecimento de todas estas situações.

Por outro lado, é do conhecimento público que os serviços prestados pela Câmara Municipal de Silves, em todas as sua vertentes e apesar das taxas por eles pagas serem escandalosas, está muito aquém dos níveis mínimos aceitáveis pela população em geral. Urge que seja feita uma reestruturação séria nos vários departamentos e secções do município, não só a nível dos recursos humanos como os demais.

Hoje em dia a justificação para  não se tomar esta ou aquela decisão é dizer-se que é muito complicado, assim como se tenta justificar a falta de vontade, de competência  ou coragem para não se pôr as coisas em ordem, alegando que é o sistema.

Não conheço Rosa Palma, não conheço Mário Godinho, não conheço Rodrigo Neves. Contudo, quando Paula Bravo, uma das maiores entendedoras da política local e certamente uma boa conhecedora dos dois principais membros do executivo  e do seu chefe de gabinete diz - “penso que o nosso futuro próximo dependerá, em primeiro lugar, da qualidade e capacidade do executivo permanente e da equipa que fôr escolhida para o apoiar”-, fico com alguma apreensão pois leio nas suas palavras uma insegurança que não esperava, no que concerne à qualidade e capacidade dos eleitos e acompanhantes. Pensava eu dar o benefício da dúvida, pelo menos até ao final do ano e consoante o andar da carruagem, afinal…

Na altura devida tive a humildade suficiente para reconhecer que errei nos meus vaticínios sobre quem sairia vitorioso nestas eleições. Hoje, deixo estas palavras que não  pretendem ser mais  do que  um contributo sério e desinteressado, para que o  desempenho dos eleitos, nos próximos 4 anos seja um sucesso, pois será também um sucesso do nosso concelho.

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6 comentários

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De Paula Bravo a 06.11.2013 às 11:49

De mau gosto, publicar um texto de um "anónimo". Eventualmente admissível em circunstâncias muito especiais, mas nada no texto me leva a crer que estamos perante uma situação desse género. Mas noto o veneno que se desprende das suas palavras. Digo-lhe: não vale a pena. E assine, homem, assine o seu nome.  E não publiques textos "anónimos", Paulo, isso retira força ao blog, penso eu.
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De O autor do texto anónimo a 06.11.2013 às 15:39

Está bem Dona Paula Bravo, eu sei que "não há almoços grátis".
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De Anónimo a 06.11.2013 às 22:56

Srª Paula Piçarra, em vez de se preocupar com o que tira ou dá força a um blog devia preocupar-se com o que dá força e tira força ao seu pasquim. Nos últimos anos tem sido decadente.
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De Templário a 07.11.2013 às 00:02

O querido Anónimo deve estar a falar da Voz de Silves, o pasquim outrora do regime Soarista, e hoje um panfleto onde o Dr. Serpa manda umas larachas para enganar parvinhos!
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De Anónimo a 07.11.2013 às 10:20

Certamente deve haver uma confusão em relação ao nome do jornal, pois o Terra Ruiva em que a D. Paula é directora, é uma referência jornalística muito positiva no nosso concelho, onde existe igualdade e isenção.
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De Tânia Mealha a 22.11.2013 às 11:23

A tomada de posse foi há um mês e ainda assim parece que anda muita gente a digerir o resultado eleitoral. Percebo, da mesma maneira que num mês não se mudam hábitos de trabalho e estruturas de funcionamento de 16 anos, também não se mudam mentalidades mais que formatadas pelo decorrer das práticas constantes dessas formas de funcionamento e actuação. 

O que me chama mais a atenção é este "E  digo que é imperativo ter esta “narrativa”, especialmente pelo facto do novo executivo ser da CDU. (...) Na altura devida tive a humildade suficiente para reconhecer que errei nos meus vaticínios sobre quem sairia vitorioso nestas eleições. Hoje, deixo estas palavras que não  pretendem ser mais  do que  um contributo sério e desinteressado, para que o  desempenho dos eleitos, nos próximos 4 anos seja um sucesso, pois será também um sucesso do nosso concelho." Ora esta narrativa é meio incongruente. A preocupação parece vestir pele de cordeiro mas o fio condutor da mensagem é mais ou menos: errei em quem sairia vitorioso mas não em quem acho que teria capacidade para gerir o concelho. Mensagem subliminar é certo, mas a que o narrador, anónimo ou não, quis deixar no ar.

Parece claro a todos que para se chegar a bom porto com um projecto este tem que ser levado a cabo com pessoas que acreditem no mesmo, que confiem umas nas outras, etc. Isso não implica necessariamente a política dos jobs for the boys e afins. Implica que as pessoas que desempenham cargos públicos, dos funcionários aos dirigentes políticos eleitos, percebam que após vários projectos serem sufragados e um deles ter expressão de vitória, que é esse projecto que a maioria da população votou que se espera seja concretizado. Logo, o mais importante é que as pessoas se perguntem o que é esperado do seu papel profissional, para quem é que trabalham, em prol de quem é que trabalham. Seja numa Câmara ou numa Junta CDU ou sem ser CDU. Caso contrário está a dizer-se que as pessoas conhecidas por serem seres humanos racionais não têm capacidade de usar em seu benefício e daqueles que são supostos servir - os cidadãos no caso dos funcionários públicos - essa mesma capacidade de raciocinar. 

Quanto aos anónimos que escrevem e comentam, à esquerda e à direita, o anonimato tira é credibilidade ao que é dito e escrito, até porque o próprio autor nem sequer reconhece publicamente o que diz ou escreve. Tal levanta várias questões, como: fá-lo porque o que diz é falso? fá-lo porque alguém lhe encomendou o recado, mas da mesma maneira que quem encomendou não quer dar a cara quem escreve também não?, entre outras.

Quanto ao Terra Ruiva: mostrem-me um jornal regional em que tanta gente de ideologias partidárias diferentes escreva a sua opinião.

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