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Já está!!

Entrei no clube dos papás! No dia 22 de Setembro nasceu o Rodrigo, um “rapagão” lindo e simpático que veio ao Mundo com a certeza de que era mais do que desejado pelo pai e pela mãe.

Para mim estas últimas semanas foram intensas em sentimentos e pensamentos. O orgulho e o prazer de pegar ao colo o meu filho misturam-se com o sentido de responsabilidade e a preocupação constante de que - agora compreendo - falavam os meus pais.

Quando olho para ele penso no futuro… No que o espera e naquilo que posso fazer para que ele e a sua geração “fintem” os prognósticos “reservados” que diariamente nos fazem nos jornais e nas televisões Mundo fora.

Já aqui disse e repeti que sou um tipo optimista por natureza. Prefiro ver sempre “o copo meio cheio” e, apesar de algumas vezes a minha veia sensacionalista levar vantagem sobre a racional, raramente embarco em contos fatalistas e em dramatismos exacerbados. Não quero com isto por em causa estudos e teses de afamados cientistas, nem tão pouco insinuar que a conversa alarmista de ecologistas e políticos deve ser encarada de ânimo leve.

Aquilo que vos quero dizer é que confio plenamente na minha geração. Não que seja melhor… É diferente! Daqui a 10 – 15 anos esta geração irá assumir os destinos do Mundo. Até lá uma outra geração, que agora começa a afirmar-se, preparará o terreno de forma exemplar e heróica.

Antes que me acusem de “difamar” todos aqueles que tem agora idade para ser meus pais, deixem-me explicar: Quem foi criança nos anos 50 e 60 ganhou a sua personalidade, os seus ideais e crenças num clima muito pouco saudável. O pós-guerra, a guerra-fria e – em Portugal – a ditadura e as guerras coloniais marcaram, inevitavelmente, o seu futuro. Foram momentos difíceis em que muitos passaram necessidades e desesperaram quando, tal como eu agora, pegavam os filhos nos braços.

A minha geração viveu melhores momentos, que devemos agradecer em grande parte ao esforço e sacrifício que fizeram os nossos pais. Vimos cair o muro de Berlim, vimos a guerra-fria esfumar-se no tempo, vimos a Europa unir-se e despertar para uma consciência comunitária notável, vimos o esforço contínuo da comunidade internacional em manter e fomentar a paz no Mundo. Quando chegaram os ataques terroristas e as guerras modernas esta geração já sabia para onde queria ir e já tinha bem clara a rota a seguir para lá chegar…

Quando nascem, homens e mulheres trazem um “chip” com instintos e orientações básicas de sobrevivência, mas é nos anos seguintes que desenvolvem a sua personalidade e aprendem a definir as suas prioridades. Por razões históricas acho que a geração das crianças dos anos 50 e 60 tinha como prioridade o bem-estar pessoal – quando muito familiar – e a minha geração tem como prioridade o bem-estar comum.

Evidentemente que em todas as gerações existem pessoas boas e pessoas más… mas quem cresce no meio da “fome” olhará sempre para a “comida” como o bem mais precioso.

Nada disto é errado nem tão pouco condenável. Pelo contrário, devemos agradecer aos nosso pais as nossas prioridades actuais… afinal de contas foram eles que fizeram dos seus filhos a Geração Fantástica que ai vem.

Artigo não publicado - Setembro de 2006

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1 comentário

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De Admiradora recente a 11.01.2007 às 22:04

Parabéns pelo filho (as crianças continuam a ser o melhor do mundo!), pelo blogue, pelo seu conteúdo, pela sua compreensão!...

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