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O jogo da OTA

26.10.07

 

O jogo que os nossos politicos andam a jogar... Pode ainda jogar outros interessantes jogos nos cartoons do Zé.

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BTT - Não são muitas as vezes em que Messines é noticia pelas melhores razões e por isso achei por bem dedicar parte do texto deste mês a uma dessas ocasiões. Falo-vos do estrondoso êxito que foi a Maratona BTT organizada pela ExtremoSul. Numa palavra: Brilhante!

 

Raramente um evento desportivo agrada a todos. Os que ganham quase sempre gostam, os que perdem quase sempre protestam contra a má organização e os que estão a assistir dividem-se entre um “esteve muito bom” ou um “foi uma porcaria”, passando pelo “já vi melhor”. Neste caso da ExtremoSul todos os que ouvi e li foram unânimes em considerar a organização de fantástica e a prova de muito boa. É por isso caso para todos os messinenses agradecerem ao Ricardo, ao Pedro, ao Rui, ao Peixoto e a todos os outros que organizaram o evento pela óptima imagem que deram à vila e ao concelho.

 

Importa também realçar o apoio que a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia e a Caixa Agrícola deram ao evento. A presença da presidente da câmara na hora da partida justificou-se plenamente e conferiu ao evento a dimensão concelhia… Vamos ver se para o ano temos a Governadora Civil.

 

Lançando a “bicadinha” do costume: apenas resta dizer que para tudo ter sido perfeito, perfeito… só faltou o jardim municipal estar pronto a tempo de receber o evento. Já se sabe que perfeita, perfeita só mesmo a tal cerveja que o Bruno Nogueira anuncia. Vamos ver se na 4ª maratona já temos jardim…

 

REN – Seria incontornável não falar nos cabos de Muito Alta Tensão que ameaçam os telhados dos habitantes de Vale Fuzeiros. Trata-se de outro assunto na “berra” que colocou a freguesia e o concelho em destaque pelas piores razões. Pessoalmente parece-me que, à semelhança de outros casos, se tem feito muito “barulho” e avançado muito pouco. Mais uma vez transformou-se o caso numa questão política que serve para os partidos cá da terra - e os dois precoces candidatos à Câmara - se “acotovelarem” na tentativa de sair bem na fotografia.

 

Sou completamente contra o traçado apresentado. Por todas as razões que o leitor já conhece e por mais uma que, provavelmente, também já lhe terá passado pela cabeça: fará sentido desviar uma auto-estrada, ou uma ponte, por causa das alterações provocadas pelo ruído e poluição no ecossistema de espécies animais - tendo por isso custos mais elevados - e em seguida colocar 220 KV por “cima das cabeças” de homens, mulheres e crianças? Para mim não faz sentido quando, com menos lucros para os accionistas da REN, se poderia “preservar a nossa própria espécie” desviando para norte a linha de Muito Alta Tensão.

 

GNR – O Ministério da Administração Interna está a remodelar e a reequipar as forças de segurança já há algum tempo. Sendo do conhecimento geral que aos militares da GNR não assiste o direito de reivindicar seja o que for julgo que temos, na qualidade de interessados, o dever de ser nós a chamar a atenção para as evidentes carências evidenciadas pela GNR de Messines ao nível de equipamento e infra-estruturas. Olhemos por exemplo o “parque automóvel”: Supondo que a patrulha está no Mouricão e ocorre um assalto na Azilheira… tenho para mim que aqueles jipes, mesmo “prego a fundo”, chegariam ao local do assalto mais ou menos à mesma hora que os assaltantes chegavam à Cova da Moura.

 

A zona de acção da GNR de Messines abrange perto de 15.000 pessoas e duas imensas freguesias – São Marcos da Serra e Messines – sendo que muitos desses habitantes vivem isolados e perigosamente expostos a todo o tipo de “bandidos” e indivíduos sem escrúpulos. Não basta por isso uma “pistola” a cada militar e um “colete à prova de bala” por posto para dizer que se “reestruturou por completo” as forças de segurança em Portugal.

 

JFM – É, no mínimo, curioso que numa terra com 2 Museus e várias instituições dedicadas à cultura seja a Junta de Freguesia a dedicar-se à promoção e realização de eventos culturais de interesse. Não me vou pronunciar sobre o trabalho do presidente da Junta noutros domínios, mas no campo da cultura o José Vítor tem feito um trabalho notável. É caso para perguntar se em vez de museus não deveríamos construir e inaugurar… novas Juntas de Freguesia?!

In. Terrra Ruiva - Outubro de 2007

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O progresso é uma coisa fascinante! Em pouco tempo é capaz de mudar as mais profundas convicções do ser humano. Lembrar-se-á o leitor dos tempos em que a sardinha “fazia um mal terrível à saúde” por causa dos ácidos gordos (a associação das duas palavras é, por si só, intimidadora) e em que o tabaco, desde que fosse de enrolar, não “fazia mal nenhum”. Eu lembro-me e não sou assim tão velho quanto isso.

 

Vem isto a propósito das notícias que ultimamente fazem eco no nosso concelho: Milho transgénico e Muito Alta Tensão! Ainda ninguém conseguiu provar que nenhum dos dois é, ou pode vir a ser, prejudicial à saúde mas “à cautela” o pessoal manifesta-se e grita que é contra.

 

Hoje mesmo alguns agricultores “manifestaram-se” comendo umas “papinhas de milho transgénico”. Pretendem com esse acto demonstrar que podemos confiar nos transgénicos e que, afirmam, o futuro da humanidade passa por esses alimentos. O que não disseram foi se juntaram às “papinhas” uma “conquilha colonada” ou um “toucinho frito 0% de gordura”.

 

Da mesma forma o presidente da REN – apesar de igualmente suspeito – afirma que a “muito alta tensão” em nada afecta pessoas e animais (a não ser que se pendurem nos cabos, como é óbvio) tentando descansar todos aqueles que, pelo país fora, são ameaçados com os “muito altos postes” da “muito alta tensão”.

 

O mundo dá muitas voltas e sabe-se lá se, daqui a alguns anos (quando a Gillete lançar uma máquina com 14 lâminas), os putos não medem, em média, 2.10mts graças aos cereais de pequeno-almoço feitos com recurso a matéria-prima geneticamente manipulada! Ou se ainda vamos assistir a lutas entre o Sheraton e o Hyat para saber quem consegue anichar, por baixo das linhas de “muito alta tensão”, mais um hotel spa aproveitando os benefícios para a saúde dos campos electromagnéticos entretanto descobertos e provados por afamados cientistas! Que ponha as mãos no fogo quem se quiser queimar…

 

Uma coisa sei eu que não vai mudar, por muitos anos que passem: a cabeça das mulheres. Por isso termino deixando-vos uma notícia (do Correio da Manhã) que, ponho as mãos no fogo, não representa perigo de vir a tornar-se prática corrente…

 

Foi pedir namoro armado de shotgun

 

Luís Miguel Gomes, um serralheiro de 32 anos, queria declarar o seu amor à vizinha, mas em vez do habitual ramo de flores levou uma shotgun, disparando à queima roupa contra o pai da rapariga, atingindo-o na zona do abdómen (ficou ferido). Só não fez o mesmo contra a jovem, porque a arma encravou. Começa a ser julgado amanhã, no Tribunal de Vale de Cambra, acusado de dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada.”

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Esta história da linha de “muito alta tensão” de Vale Fuzeiros tem-me posto a pensar sobre a realidade da freguesia de Messines e, porque não, do próprio concelho de Silves. Quem ontem ligou a televisão e viu a “manifestação” à porta da REN ficou com a sensação de que o concelho de Silves se situa algures em Trás dos Montes, encravado entre quilómetros e quilómetros de coisa nenhuma.

 

Somos um concelho de gente mesquinha, egoísta e medrosa (não merdosa, mas quase). Basta dizer que estavam na manifestação apenas os “muito directamente” afectados. É bom não esquecer que metade daquelas pessoas eram de São Marcos, no concelho da Sintra, e estavam lá pela mesma razão… a “muito alta tensão”.

 

Nesta, como em todas as outras questões, as pessoas de Messines só participam quando lhes “dói no coiro”. Quando a “fava” sai aos outros ficam tranquilamente nos cafés a especular e maldizer. Todos temos os nossos pontos fracos e Messines explora-os até à exaustão. Existem obviamente excepções, mas são apenas para confirmar a regra.

 

Desta vez nem podem usar a esfarrapada desculpa de que não foram porque tinham medo de represálias por parte da “Rainha Santa Isabel”. Por muitos defeitos que possa ter não há-de ser estúpida a esse ponto. Não quer isso dizer que a “monarca” não tenha aproveitado a oportunidade de aparecer na televisão a “carpir” a triste sina dos manifestantes e a deixar claro, perante o país e o mundo, que há 15 dias não dorme a pensar numa solução para o problema (pelo menos aspecto disso tem).

 

Falta solidariedade nesta freguesia. Faltam causas comuns e vontade de fazer alguma coisa pelo futuro dos nossos filhos. Na verdade não podemos acusar os políticos de todo o mal do mundo e nesta questão é evidente que a esmagadora maioria dos Messinenses está-se “cagando” para o problema de Vale Fuzeiros. Neste momento é muito mais importante “especular” sobre de onde virá o dinheiro que pagou a casa de X ou o carro de Y.

 

Bem pode o Zé Vitor organizar exposições… Bem pode a Paula Bravo expor os assuntos que realmente importam… Bem pode o Zé Piasca abdicar de uns bons anos de vida em favor dos putos da vila… Bem pode o Francisco Martins dormir 4 horas por noite em favor de mil causas… Desempenham papeis importantes e fazem-no com gosto e convicção, mas também eles devem questionar-se vezes sem conta se valerá a pena! Quem sabe se não se lembrarão deles quando uma linha de “mais que altíssima tensão” passar mesmo pelo meio do vale onde “floresceu” a vila.

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