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Fico impressionado com a aceitação que este movimento - ainda experimental - tem na comunidade messinense. Aqui fica o primeiro logo e a certeza de que vamos começar a trabalhar....

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Silves hoje...

26.03.08
A revista Única – parte integrante do Jornal Expresso – do passado fim-de-semana trazia, na rubrica “Portugal a pé”, um relato de Silves que arrepia pela forma como relata a realidade da cidade e do concelho. Da cidade apenas a estória da história, contada em menos de um parágrafo, não nos leva para a crua realidade.
 
O resto do artigo fala em barbearias degradadas, tascas perdidas, nas cavalariças da GNR e no telhado da Sé. Seria um artigo cheio de interesse e nostalgia se, como acontece noutras cidades, estas fossem as excepções. Fossem apenas bocados da história que resistiam ao avanço da civilização. Mas não, esta é a realidade da cidade. É com isto que os silvenses convivem todos os dias.
 
Há poucos meses um importante gestor da nossa praça, administrador de uma empresa com sucursais em todo o país e habituado a calcar Portugal de lés-a-lés, dizia-me ao passar por Messines: “Não sei por quê mas a impressão que tenho quando entro neste concelho é que está sujo e velho.” – fui obrigado a acenar com a cabeça, concordando. Junto a estas as palavras de um Arquitecto da capital que me disse dias após assistir a uma Assembleia Municipal da Câmara de Silves: “Aquela senhora na minha terra nem ganharia uma Junta de Freguesia.” – Julgo que os dois juntos apontaram o problema e a causa de forma bastante clara.
 
Tirando Alcoutim, que ainda tem um “tesouro” imenso e quase virgem chamado Guadiana a dar-lhe esperanças de vencer a desertificação, não conheço nenhum outro concelho do Algarve que tenha, em tão pouco tempo, dado cabo de tanta riqueza, de tanto património natural e histórico ao mesmo tempo que descaracterizava a jóia da coroa de forma irreversível. Somos um concelho de “barbeiros” rezingões e de “taberneiros” resignados, é preciso admiti-lo. Mas é também preciso saber quem nos conduziu até aqui, quem traçou este plano de desenvolvimento e quem assistiu impávido a tudo sem nada fazer. Temos que procurar saber como estavam à 10 anos essas pessoas e como estão agora. O que terá mudado para essa gente nesta década e o que mudou para nós?!

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Viagens...

23.03.08

Salvador da Bahia – Desconfio que serei o primeiro “correspondente” do “Terra Ruiva” em paragens tão distantes. Estou de férias com a família e escrevo-vos, a 2 dias de regressar, de um hotel que representa o pouco que resta do “imperialismo” português. Para vos dizer tenho pouca coisa. Que o Brasil é um país fantástico, em dimensão e em recursos, já todos sabiam. O estado da Bahia, por exemplo, tem uns incríveis 1.300 Km de costa e está encravado a “meio” do país, sendo mais um dos 27 estados que compõem o Brasil, com uns 500.000 km², ou seja 5 vezes maior que Portugal. A cidade de Salvador tem “apenas” 3.500.000 de habitantes – dos 9.800.000 do estado da Bahia - e cresce a um ritmo de 12% ao ano. Teve também o melhor “Prefeito” (a versão local do Presidente da Câmara) do Brasil, eleito por todos os brasileiros contra o previsível “duo” Rio de Janeiro – São Paulo, durante 7 anos consecutivos.

 

O “Prefeito António Imbassahy” é uma lenda viva por cá. Apenas a legislação brasileira, que limita os mandatos dos “prefeitos”, conseguiu “vencê-lo” e no seu lugar ficou outro homem do mesmo partido. Imbassahy tem carisma, força e determinação. Imbassahy não é homem de perder tempo com “mariquices” porque as “mariquices” dizem sempre respeito aos interesses de muito poucos e afastam muitos do que realmente importa.

 

Vivemos num mundo estranho, um mundo em que as “mariquices” parecem contar mais que tudo o resto. Já apostei com amigos que ainda vamos ver um “gajo” a reclamar porque o seu “Actimel” só tem 9.999.887 “l-casei-imunitass”, em vez dos anunciados 10.000.000, ou que o ecrã plasma tem “apenas” 15.999.987 cores, contra os 16 milhões do anúncio. As pessoas adoram isto, adoram prender-se com estes rigores “estúpidos”. Como se viesse mal ao mundo por em vez de 100.000 professores em greve algum desocupado tivesse contado 99.999.

 

Há 5 anos estava eu nos Estados Unidos, em San Diego, estado da Califórnia, num restaurante que tinha como co-proprietário um português, quando veio à conversa um tema que me ficara na retina: a quantidade de comida que voltava para trás. Perguntei se aproveitavam a comida para animais ou para os mais necessitados e resposta foi inacreditável. Disse-me o fulano que por ali não arriscavam a deixar os restos ao alcance de animais ou pessoas, não fosse alguém ter uma dor de barriga e processar o restaurante. Conclusão: o medo de ajudar é maior que a vontade de o fazer. Que tipo de politico deixa que isto aconteça?! Imbassahy não embarcava nesta… garanto-vos.

 

Infelizmente na nossa comunidade temos políticos deste “tipo”.Do tipo que deixa construir um empreendimento num “leito de cheia”, aniquilando as legítimas esperanças de um futuro espaço público a uma vila inteira. Ou do tipo que “promete”, ainda que recorrendo a um “cenário de cheia grave”, colocar um “braço de água” na Sapeira e com isso salvar uma aldeia da extinção. Ou ainda o tipo que “oferece”, a uma outra vila, mais um museu inútil quando, 50 metros acima, pessoas morrem e arriscam a vida todos os dias. Imbassahy não deixaria que isto acontecesse, pelo menos o povo nisso acredita piamente. Não sei se é de esquerda ou de direita, sei apenas que é alguém admirado pela população e, mesmo afastado do poder, é alguém querido dos baihanos.

 

“Difícil, difícil é ver o óbvio.” – já dizia Maquievel. Pois Imbassahy vê o óbvio e compreende que os seus filhos, netos e bisnetos vão ter de habitar neste planeta. Torna-se por isso óbvio que não podemos entregar “o ouro ao bandido” e que é importante encontrar um ponto de equilíbrio entre o que “dar” aos “patos bravos” e o que pedir em troca.

 

Discute-se por cá, nesta altura, o tão controverso “Acordo Ortográfico”. Eu pessoalmente acho que é uma questão de tempo até que o “brasileiro” passe a ser uma língua própria, por muito que nos custe sempre é melhor do que chegarmos ao ponto de ser acusados de nem saber falar a nossa própria língua. Além disso, como diria Imbassahy, temos que ver o lado positivo: nós, portugueses, ficamos a saber falar, pelo menos, duas línguas. Eles, brasileiros, continuam a saber falar só uma… a deles.

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Se à coisa que eu gosto de fazer é ler. Sou daquele tipo de “gajo” que não consegue almoçar ou beber café sozinho sem ter em frente um jornal, uma revista, um folheto… qualquer coisa que se leia. Quando estou sentado na sanita é sagrada a presença de material literário… bem sei que os “especialistas” não recomendam, mas é o vicio e há vícios bem piores. Para mim férias sempre foram sinónimos de leitura… deitado na praia, na piscina ou na varanda, tanto faz… o importante é que lá esteja o “livrito”. O recorde foi em 2004: em 10 dias de férias “papei” 7 livros de peso.
 
Este ano porém as coisas foram diferentes… um filho com 17 meses e literatura definitivamente não combinam. Já me tinham dito mas só agora me dei conta. Aproveitei as 2 horitas de sesta – que ele nos concedeu - por dia para ler as revistas que levei de Portugal e, fora isso, apenas houve tempo e disposição para ler o “Primeiro as Senhoras” do Mário Zambujal (levado de propósito para as horas em que me apetece rir um bocado). Gosto de Mário Zambujal. Fala a minha “língua”(e não me refiro ao português). Tal como gosto dos “Miguéis” (o Esteves Cardoso e o Sousa Tavares), do Boaventura Sousa Santos, do Edgar Morin… etc… Para mim é essencial que o que leio se torne claro. Os restos das minhas férias foram passadas a “curtir” o meu filho e a minha “mulher”. E foi óptimo.

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