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“Há muita fraca memória na política e nos políticos.” – quem o dizia era Jorge Coelho no “clip” promocional da “Quadratura do Circulo”, programa de referência na SIC Notícias. Jorge Coelho sempre me pareceu insuspeito, mesmo quando usava aquela barba à “lenhador”. Por estes dias Jorge Coelho engrossa os quadros da Mota Engil e abandona a “política e os políticos”. É apenas mais um que sucumbiu aos encantos da grande economia – como diz o “camarada” Jerónimo – mas não será o último.

 

A reboque do que se passa na generalidade do Hemisfério Norte, Portugal começa também a sentir na pele os efeitos do acumular de batalhas ganhas pelo poder económico ao poder político. Não é de agora que os grandes gestores ganham 100 vezes mais que os grandes políticos e nesta linha não será de estranhar que cada vez mais e melhores políticos passem para o outro lado, quase na mesma proporção em que os maus gestores se viram para a política. Eu próprio pondero já aventurar-me na política, tantas as vezes que me disseram “falas, falas mas não dizes nada… davas mas é um bom político”.

 

Se isto dos políticos passarem para as empresas é verdade a uma escala nacional e internacional já ponho as minhas dúvidas sobre o alastrar da tendência às autarquias. Confesso que perdi a esperança da Teifil ou da Soares da Costa, por exemplo, nos livrarem de Isabel Soares. Sabe-se que as empresas buscam “indivíduos que se movimentem bem nos meandros da societé” que “abram portas” e “facilitem operações” e é por isso que estranho como é que ainda não repararam no exemplo de Silves!! Dificilmente encontrarão alguém que “abra portas” com tamanha ligeireza.

 

Gorada que está a via economicista da mudança de poder em Silves resta-nos ter fé na via politica, isto apesar de nem aí as coisas se avizinharem simpáticas para o lado daqueles que, como eu, acham que “já tem àvonde”.No final de 2005, logo após as eleições autárquicas, escrevi aqui no Terra Ruiva que o principal responsável pela vitória de Isabel Soares era o PS/Silves. A lista, na altura encabeçada por Lisete Romão, foi à luta já derrotada e isso reflectiu-se na campanha eleitoral. Foram 3 meses de “sofrimento” fosse qual fosse a perspectiva por onde se olhasse. Os comícios, os cartazes, os “outdoors”, os folhetos, as acções de campanha, as ideias… tudo sofrível. Recordei nessa altura o histórico eleitoral deste concelho, um histórico que nos diz que por cá o PS ganha todas as eleições… excepto as autárquicas. Disse na altura que existia uma evidente falta de confiança dos silvenses no Partido Socialista local.

 

Passados 3 anos, numa altura em que os partidos começam a delinear estratégias para as autárquicas que se aproximam, o PS/Silves “reúne”, debate “ideias”, “elege internamente” (!!!!)… e apresenta exactamente as mesmas pessoas que apresentou em 2005. “Lisete Romão, Fernando Serpa & CIA”…Ora perante isto eu pergunto: Estarão a gozar connosco?!! Que interesses existem por ali instalados que tornem o lugar de candidato derrotado tão apetecível?! Isto dava um óptimo “sketch” dos Gato Fedorento: “O candidato cujo objectivo era perder”. Parece que já estou a ver o Ricardo Araújo Pereira vestido de médica a dizer: “Eu sei que sou capaz de perder estas eleições. Vocês vão ver, desta vez ainda hei-de conseguir menos votos que o CDS.” Podiam também optar por um diálogo, sendo que aqui apareceria o Zé Diogo Quintela vestido de advogado de província, no qual a frase reinante, arremessada de um lado para o outro, seria: “Eu é que vou perder estas eleições, eu!”

 

Fora de cretinices, uma das principais regras do Marketing e Comunicação moderno é: “Nunca terás uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão”. Deduzo que de Marketing e Comunicação os responsáveis pela concelhia socialista não entendem “patavina”, basta relembrar aquele “outdoor” medonho, colocado à saída de Messines, durante o período eleitoral, onde uma fotografia “tipo passe” sob um fundo “azul esquisito” nos apresentava a candidata “para um futuro melhor”. Na certa ainda hoje essa imagem atormenta centenas de pessoas em pesadelos horríveis.

 

O conformismo reinante é de tal ordem que já há quem diga que a estratégia do PS/Silves é “deixar” (e reparem nos parêntesis em deixar) Isabel Soares ganhar mais este mandato para “apostar” tudo em 2013. Parece-me uma ideia, para não dizer coisa pior, no mínimo desastrosa e que nos dá desde logo uma imagem do que é este PS/Silves: um partido que não se preocupa com o concelho e com as pessoas, ao ponto de achar que mais 4 anos de Isabel Soares não nos fazem mal nenhum; um partido que considera Isabel Soares imbatível, admitindo por isso que só com a sua saída de cena poderá almejar ganhar umas eleições, nem sequer equacionando que o problema possa ser interno. Além disso provavelmente nem lhes ocorreu pensar que o próximo candidato do PSD à Câmara de Silves pode ser, e dificilmente não será, bem melhor que Isabel Soares. Não consigo ver, por mais que queime neurónios, quem possa ter a ganhar com este débil PS/Silves sem ser a actual presidente de câmara e um ou dois “membros” do partido com “tacho” assegurado. E vocês?!

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Apesar de não ser fã de Isabel Soares sempre tive o maior respeito pelo PSD, pelo seu contributo democrático à nação e pelos préstimos de grandes homens e mulheres que por lá andam… mas hoje, que me perdoem, apetece-me dizer: “Bando de Loucos!”

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Se há coisa que eu não gostava de ser era “um gajo porreiro”! Desde os meus 14 anos que decidi isso e aprendi que o “gajo porreiro”, além de totó, está sempre lixado.
 
Sei que tenho entre os leitores habituais deste blog uma série de amigos que partilham esta minha opinião e aos outros leitores sugiro que façamos um exercício: o que é afinal “um gajo porreiro”?! As respostas serão várias mas irão, indubitavelmente, confluir num perfil mais ou menos similar. O “gajo porreiro” é um tipo sem personalidade, pouco criativo, pouco atraente e incapaz de ameaçar quem quer que seja. O “gajo porreiro” é o gajo que achamos inferior a nós, o gajo que nunca na vida nos irá roubar a namorada ou ensombrar o nosso “brilho”.
 
Podemos ser hipócritas e dizer que não é bem assim, que o “gajo porreiro” é mesmo porreiro e até gostamos muito dele… ou podemos ser francos e admitir que tenho razão e que a principal qualidade do “gajo porreiro” é a sua evidente falta de qualidades. Vem isto a propósito de um cliente que hoje me disse ter votado num determinado presidente de junta porque “o gajo é um gajo porreiro”. Contestei a afirmação fazendo-lhe ver que algumas qualidades o homem deveria ter para merecer o voto de tanta gente, ao ponto de ganhar uma eleição, e ai foi o meu interlocutor que me fez ver o óbvio: a imagem que, nós portugueses, temos das juntas de freguesia e das suas competências é má ao ponto de as considerarmos o habitat natural dos “gajos porreiros”.
 
No dia das eleições, perante um boletim recheado de nomes, olhamos para todos e votamos naquele que achamos o “piorzinho”… o “gajo porreiro”. Achamos que não merece a pena incomodar os outros, os mais qualificados, para tão “inútil” cargo. Carece por isso explicar e sensibilizar as pessoas para a importância da Junta de Freguesia na vida de cada um de nós, para as suas competências e obrigações para com as comunidades. Não quero com isto generalizar, as generalizações são sempre perigosas e injustas. Bem sei que existem muitos presidentes de junta competentes e qualificados que levam a sério o seu trabalho e em muito contribuem para os seus “fregueses”. Mas, temos que reconhecer, a maioria… benza-nos Deus!!! Aliás, basta olhar para aquele que é considerado o "ícone" dos presidentes de junta... Tino de Rans, um "gajo porreiro" sem dúvida. Aposto ainda que, outro "gajo porreiro" há-de vir a ser presidente da Junta de Freguesia de Barrancos... o Zé Maria, um "gajo" que apenas intimidava as galinhas e o exemplo acabado da paixão dos portugueses pelas causas perdidas.  
Termino com o pensamento/questão/exclamação do dia: Quem sabe muitos dos problemas com que nos deparamos na esfera autárquica não têm a ver com o excesso de “gajos porreiros” no comando das freguesias?!

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Só para lembrar

18.04.08
Vim só lembrar que estamos a meio de Abril e no que diz respeito ao assunto do cruzamento Messines – Algoz está tudo na “mesma”. Coloco parêntesis porque entretanto “desenharam” no alcatrão umas linhas brancas que supostamente servem para que os automobilistas diminuam a velocidade. As linhas estão lá, os sinais também mas ainda assim os efeitos práticos são escassos e já há notícias de situações perigosas ocorridas no local.
 
Está-se mesmo a ver que a rotunda está guardada para 2009, com direito a 2 outdoors: um a anunciar a obra, outro a dizer “vota Isabel Soares”. Tomara que também cheguem uns “dinheiritos” para colocar um novo tapete na estrada Messines – Algoz… mais um Inverno como este e lá se vai a estrada de vez.
 
Entretanto estive em Messines hoje e falando com alguns conhecido apercebi-me que ninguém sabe o que é aquele “mamarracho” cor-de-laranja que nasceu por baixo da lavagem automática do Joaquim “Manél”. Expliquei que era o museu do trajo… coisa importante para economia messinense e por isso construída logo à saída, não fossem os milhares de turistas diários que se prevêem entupir as artérias da vila.

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Reflexão...

06.04.08
Passo por aqui apenas para vos deixar uma reflexão:
 
A nossa presidente da Câmara investe no futuro… no seu futuro. Só assim se explica que nas escolas primárias do concelho falte papel higiénico, papel para fotocópias, material de limpeza e, em alguns casos, até água enquanto se fretam 8 autocarros para levar os avozinhos dessas crianças a conhecer o “Alentejo”!!! Ahhhh, se as crianças votassem…

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