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Li a "Voz de Silves" e hoje vou para a cama muito mais tranquilo! Afinal vivemos num concelho perfeito e nem nos tinhamos dado conta.

 

Quando muito ficamos com a sensação de "que está tudo controlado" e não precisamos de nos preocupar com nada... abençoado Arthur Ligne que nos tirou um peso de cima e nos demonstrou quem manda aqui... e os blogs que "se ponham a pau"!

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Ando a ler um livro sobre a vida de D. Afonso Henriques e devo confessar que é arrepiante “sentir” o nascer de uma nação. Afonso Henriques foi provavelmente o primeiro “militarista” português. Naqueles tempos essa era condição essencial para o sucesso.

 
Acontece que os tempos mudaram e nas sociedades de hoje o lugar dos “militaristas” é no quartel, ou pelo menos deveria ser. Cito-vos 3 casos – 2 comprovados e um palpite – que comprovam a minha teoria que os militares não fazem falta em tempo de paz:
 
- As massagens nas praias algarvias. Passo a citar Reis Ágoas (este nome cheira a mariquice de novo rico que não quis ser Águas), capitão-de-mar-e-guerra e Comandante da Autoridade Marítima do Sul: “Toda a gente sabe como é que começa uma massagem e ninguém sabe como é que ela acaba.” É verdade, em pleno século XXI temos um “cromo” destes a mandar nas nossas praias e, mais grave, na nossa costa. Este senhor proibiu as massagens nas praias do Algarve com o único argumento que tinha: o moralismo levado ao extremo. Este é apenas um dos exemplos das proibições e politicas do homem… mas muitos outros existem.
 
- A “caça à multa da GNR-BT. A atitude dos homens da GNR-BT face aos cidadãos é a mesma de um soldado americano face a um “taliban”, estão orientados para isso. Até as tácticas são parecidas: as “emboscadas” em que o tanque é substituído pelo radar, os cercos em que as metralhadoras são substituídas pelos alcoolímetros, etc… Só mesmo um militar conseguiria incutir nos seus homens – também eles militares – que “somos” o inimigo, nós os cidadãos. Noutros países, onde as forças da ordem são dirigidas por civis, os cidadãos são quem interessa proteger e as ditas brigadas estão onde podem ser vistas e onde a sua presença pode prevenir acidentes… por cá encontramo-los nas rectas intermináveis e nas rotundas, à espera dos incautos.
 
- O “espaço aéreo de Cavaco Silva”. Só um militar poderia ter uma ideia destas. Confesso que ando com o Cavaco “atravessado” mas não estou a vê-lo com estas atitudes. Isto é obra de um militar de carreira, de alta patente. Cancelar um Festival Aéreo que duraria 4 horas e que atrairia milhares de turistas para um fim-de-semana diferente em nome das férias do presidente é obra de “peixe graúdo”. Se fosse um civil a mandar optaria por pedir a Cavaco Silva que fosse a Lisboa abrir a correspondência e com esse pequeno gesto salvaria o fim-de-semana que tanto tempo levou a organizar e tanta expectativa estava a criar. Já foi demais obrigar todos os aviões das empresas de publicidade a contornar o espaço aéreo da “vivenda Cavaco”, esta do Festival Aéreo só lembraria a um militar de carreira. Ainda pergunto: quem estaria interessado em atacar Cavaco Silva??!! Certo é que já muitos defendem que Cavaco deveria comprar casa de férias em Marraqueche... assim não tinhamos que levar com ele 12 meses por ano. Acrescento, à posteriori, que o bom senso imperou e o Festival Aéreo de Albufeira vai mesmo realizar-se... por certo algum civíl resolveu tomar a atitude correcta. (13/08)
 
É por estas e por outras que sou dos que acha que o lugar dos militares em tempo de paz é no quartel…

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Costumo ser um gajo “mais ou menos” sensível ao estado de “espírito” geral. Quero com isto dizer que geralmente estou do lado da maioria. Não sou benfiquista, não votei Isabel Soares nos últimos 2 mandatos e fui favorável à regionalização… de resto as minhas posições têm sido “vencedoras” e é por isso que adivinho grandes dificuldades para Cavaco nas próximas presidenciais (*).
 
Se Cavaco fosse um “robot” teria sido construído pela Mitsubishi. Isso quer dizer que seria fiável (duraria até è extinção da humanidade) mas extremamente aborrecido, previsível e, a curto prazo, inútil e ultrapassado.
 
Enquanto cidadão tenho duas imagens gravadas na “caixa pensante” sobre Cavaco Silva, e curiosamente as duas dizem respeito aos arquipélagos. Falo da “farra” que foi a visita à Madeira, da cumplicidade com o “caudilho” e do elogio permanente ao uso que o “dito bandido” fez dos dinheiros que nunca devia ter recebido se fosse sério. Falo também do recente comunicado à nação, em que, tal qual “puto da primária”, Cavaco faz as suas “queixinhas” ao país sobre os “meninos maus” que lhe queriam mexer nos poderes.
 
Quando soube que Sua Excelência o Presidente da República iria fazer um comunicado à nação fiquei em “pulgas”. Devo dizer que ando a ler “A Conspiração” de Dan Brown e que, talvez por isso, imaginei que o nosso presidente iria fazer um daqueles discursos “à Obama”… inspiradores e unificadores. Bem sei que não iria “declarar guerra a Espanha” mas esperava algo do género.
 
É claro que sou realista e no fundo pensava que o Presidente iria tentar sossegar os portugueses quanto ao estado da economia nacional ou, no limite, anunciar a independência da Madeira por troca com 1.000 héctares na Gronelândia… nunca esperei que o “homem” colasse o país à televisão para vir dizer: “Portugueses, os gajos do PS Açores querem tirar-me o botão vermelho que controla a politica da ilha. Apesar de não parecer grave à maioria, devo lembrar-vos que existem outros botões vermelhos cá no continente que podem encravar por falta do primeiro.” – no fundo foi isto que ele disse.
 
Eu nunca mais votarei Cavaco… defraudou as minhas expectativas e não é, nem de perto nem de longe, aquilo que eu espero de um Presidente da República. Tomara que seja o primeiro presidente a perder uma reeleição.
 
(*) Sim é verdade. Votei Isabel Soares na primeira vez que se candidatou, votei Marcelo na segunda ronda do Guterres e não votei Ferro Rodrigues a seguir. Também votei Cavaco nas últimas presidências por achar que Mário Soares nunca deveria ter voltado da “reforma” e que Manuel Alegre seria um Presidente “alucinado” de mais para o país.

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