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27 Horas por dia

29.09.08

Presidir a uma autarquia?! Oh, isso é fácil! Eu se me candidatasse punha isto na ordem em menos de nada.” – são comentários como estes que me apoquentam. Saberão estes senhores o trabalho que dá ser o “símbolo” maior de um concelho! Ser, ao mesmo tempo, exemplo para as “criancinhas”, referência para os adultos e motivo de orgulho para os idosos… Ah pois! Fácil, meus amigos, é fazer linguiças. Basta tirar a tripa de dentro do porco e depois meter o porco dentro da tripa.

 
Movido por esta minha ânsia de provar que é árduo o trabalho de edil camarário mergulhei nas malhas da “World Wide Web” e encontrei material que sustenta a minha tese. Depois do que vão ler a seguir espero nunca mais ouvir comentários “foleiros” sobre a “boa vida” dessas verdadeiras instituições nacionais que são os presidentes de câmara.
 
Pensei eu que não havia melhor forma de aferir o desempenho de um autarca do que analisar as suas responsabilidades. Em boa verdade eles são os responsáveis por tudo o que, directa ou indirectamente, diga respeito à autarquia mas, dizem alguns especialistas, a delegação de poderes alivia-lhes a “carga” ao mesmo tempo que garante aos munícipes maior celeridade e disponibilidade para a resolução dos seus problemas.
 
Analisar essa distribuição de poderes pode ser um exercício interessante e como o que se pretende analisar são os presidentes de Câmara iremos focar as atenções sobre os pelouros que acumulam. O método é simples: cada pelouro corresponde a uma hora de trabalho no dia-a-dia de cada autarca. Olhamos para o exemplo do Algarve e concluímos que, por exemplo, o Presidente Desidério Silva ocupa toda a manhã e duas horas da tarde com os seus seis pelouros (talvez assim se explique o tempo que lhe sobra para dinamizar a cidade e o concelho). Olhando para Portimão e Lagoa descobrimos que tanto o Presidente Manuel da Luz como o seu homólogo José Inácio Eduardo gastam mais uma hora por dia que o anterior com os seus sete pelouros. Se pularmos para Loulé encontramos o Presidente Seruca Emídio que paga o “preço” de liderar o concelho mais “pujante” do Algarve e dedica aos seus pelouros 8 horas por dia. Diga-se que, das mais de 60 câmaras municipais que analisei, o número oito é o mais comum no que diz respeito a pelouros acumulados pelos presidentes.
 
E eis que chegamos a Silves, o concelho que demonstra a todos os outros o que é ter um presidente que “trabalha”. A uma hora diária por pelouro, de acordo com o Web-site da Câmara Municipal de Silves, a Presidente Isabel Soares dedica “27 horas por dia” aos seus “deveres”. Isto sim é esforço e dedicação, isto sim é “esfolar o coiro” pelo concelho. Já sei que vão aparecer por ai uns “energúmenos” a dizer que “Ah e tal, e coiso… quer controlar tudo… e tal, e coiso… açambarca os pelouros todos… e tal… tem os Vereadores a “part-time”… e coiso… o dia só tem 24 horas… e blá, e blá…”. Balelas! O dia tem as horas que o “presidente” quiser e a prová-lo temos Hugo Chavez que, ainda não faz um ano, criou um novo fuso horário.
 
Modernices! Noutros tempos, que não conheci mas que investiguei, o “Dr. Oliveira” dava conta de tudo, ressalvando que nessa altura ainda tínhamos as províncias ultramarinas. Desde a farda da mulher-a-dias às relações com os EUA, desde a adjudicação das obras da casa de banho à renúncia do Plano Marshall… tudo era assinado pelo “mesmo punho”, como convinha à manutenção das “coisas no sítio”. O que este país precisa é de “malta” assim – “rija e tesa” – que tome as decisões e que ponha e disponha deixando de lado essas “mariquices” de reuniões para aqui, reuniões para ali, este diz que sim, aquele diz que não, o ambiente isto, o ecossistema aquilo, este faz mais caro, este faz mais barato… coisas que só nos fazem perder tempo… tempo que quem tem 27 pelouros não pode, obviamente, desperdiçar.
 
Hoje fico-me por aqui. Para que não digam que não aprenderam nada aqui fica uma boa definição de “Ironia”: A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos.
 
In. Terra Ruiva - Setembro de 2008

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Sou a favor do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, na medida em que esse casamento nada mais é que um contrato civil em que dois seres humanos – indiscriminados – assumem um compromisso com consequências nos seus direitos enquanto cidadãos. Se me perguntarem o que acho disso enquanto membro de uma comunidade católica sou obrigado a dizer que concordo com a posição da igreja em não permitir esse mesmo casamento.
 
Acontece que o estado é laico e nós temos que pôr de lado a imagem romântica do casamento no altar, com a noiva vestida de branco, sempre que o assunto diz respeito a duas pessoas do mesmo sexo. Em última análise o “vamos casar” entre iguais deveria significar “olha, bora lá fazer o IRS juntos e ter os mesmos direitos e deveres que a lei consagra aos outros casais, ditos normais”.
 
Sou a favor da regionalização, desde o primeiro dia. Primeiro porque acredito na região Algarve e depois porque me parece que a actual divisão administrativa do país está ultrapassada. Lembro-me bem da “ladainha” que foi quando se votou a regionalização. Toda a gente dizia “coitados dos alentejanos”, uma “estúpida” preocupação própria do português à qual os alentejanos responderam nas urnas… foram a única região onde o Sim ganhou.
 
Sou contra os “grafitties” e contra todas as “artes urbanas” que delapidem em nome de nada o património de privados ou do Estado. Sou contra todas as políticas culturais que não surjam na sequência de uma politica educativa e de um plano que garanta a satisfação das necessidades básicas de uma comunidade.
 
Sou a favor do Obama porque me inspira e porque deixa nas suas palavras a certeza de que com ele as coisas serão diferentes. Não sei se serão melhores, não sei se não passará de um “flop”… o que eu sei é que de McCain e de Palin só podemos esperar mais do mesmo: mais guerras, mais capitalismo selvagem (e eu que não gosto deste termo), mais “Georgias” e “Kosovos”, mais conservadorismo “bacoco”.
 
Sou contra presidentes de câmara que usam em proveito próprio os recursos da comunidade e que mantêm um regime assente no populismo, na demagogia e na falsidade. Pessoas que “abanam o rabo” de frente e que “rosnam” nas costas. Pessoas que querem controlar tudo, que não confiam nem delegam responsabilidades em ninguém.
 
Sou a favor de um Código de Trabalho flexível. Mais flexível que este do PS. Acredito que a mudança trás sempre benefícios, mesmo quando não são visíveis de imediato. Acho redutor que alguém se resigne a fazer a mesma coisa, todos os dias, sem mutações, durante 40 anos para depois viver de uma reforma de miséria.
 
Sou contra o rendimento mínimo nos moldes em que existe.
 
Sou contra a tolerância para com certas etnias. Acredito que quem vive em Portugal tem que aceitar, antes de mais nada, as regras, leis, direitos e deveres que são comuns a todos os portugueses… direito de escolha e se não gostam é uma escolha com consequências. Aceito todas as raças, credos e comunidades… desde que cumpram como todos os outros as obrigações e deveres deste país.
 
Sou contra os "gajos" que aparecem nos blogs pessoais de pessoas identificadas a dizer "o que é que eu tenho a ver com isso?!".

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