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Uma das coisas que mais me chocou na sondagem que nos trouxe a “fava”- enquadrando a coisa no espírito natalício - para candidata do PS a Silves foi o facto de metade dos inquiridos ter respondido que achava a gestão autárquica de Isabel Soares “razoável”. Uma minoria achava “boa” e “alguns” achavam “má”, essa mesma gestão.

 
Quando me transmitiram aqueles dados fiquei a pensar se eu não seria louco!! Se não seria o caso de Silves (o concelho) estar no bom caminho e eu nem me dar conta… Se não seria eu um “Dom Quixote” a lutar contra “moinhos” que só eu via.
 
Como é óbvio este estado “letárgico” passou depressa porque a realidade é dura e está aos olhos de todos. O problema de Silves não sou eu, é o baixíssimo nível de exigência e expectativa que as pessoas deste concelho colocam na gestão da Câmara que está errado. Desde as coisas mais importantes, até aos detalhes, os silvenses deviam ser mais exigentes. Não deviam aceitar resignados aos “atropelos” sistemáticos de que são alvo todos os dias.
 
Hoje, por exemplo, estive em vários concelhos do Algarve e em todos gostei do que vi no que diz respeito à iluminação e decoração de natal. Em Silves é uma vergonha aquilo que está nas ruas. Mas, na certa, quando questionadas, as pessoas dirão que “é razoável” a iluminação que temos… Outro exemplo é a passagem de ano, a grande maioria dos silvenses rumará a Albufeira ou a Portimão para ver os “fogos” e celebrar nas ruas as primeiras horas de 2009, se depois lhes perguntarem como foi a passagem de ano em Silves na certa dirão que “foi razoável”…
 
Que podemos nós fazer perante isto?!! Que podemos nós fazer quando as pessoas “aceitam” o que vem sem ousar pedir mais!!! Até entendo que os “habitantes da cidade de Silves” considerem o trabalho de Isabel Soares “razoável”… Silves está, indiscutivelmente, com melhor aspecto do que tinha há 10 anos (o pior é o que está por trás desse melhor aspecto). Agora não consigo conceber que alguém do Algoz, de Messines ou de Armação de Pêra diga o mesmo.
 
Quero aproveitar para desejar um Feliz Natal a todos os “bloggers” e visitantes deste espaço, sem excepção porque acredito que todos dão o melhor de si nesta época. Estou certo que até uma “má” presidente de Câmara será uma excelente mãe de família e fará um “bacalhau” divinal…

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Recentemente um amigo disse-me: “Perdeste pá! O PS não vai apoiar Carneiro Jacinto e isso quer dizer que ele sozinho não vai ganhar e que Isabel Soares vai ficar mais 4 anos à frente da Câmara.” Respondi-lhe que sim, perdi. Perdi a motivação para continuar a acreditar neste concelho… apenas isso, porque quem ficou realmente a perder com esta situação foi o concelho de Silves e as suas gentes.

 
Pessoalmente, e correndo o risco de parecer egoísta, nada perdi. Vivo em Albufeira há quase 4 anos e por lá vou continuar muitos mais. Lá há empregos, oportunidades, competitividade, dinâmica, justiça e gente séria em quantidade. O meu filho tem bons jardins-de-infância e terá boas escolas no futuro (onde não falta papel higiénico, água e materiais escolares). Tem parques para brincar em segurança, infra-estruturas de toda a espécie, locais para praticar desporto e uma rede de transportes eficiente e moderna. Lá os clubes e associações são apoiados pela Câmara e cumprem o seu importante papel junto da sociedade. Lá a Câmara não persegue as empresas e demonstra que o seu compromisso é ajudá-las a crescer. Lá as estradas são de qualidade e a câmara faz as “rotundas” que tem que fazer para poupar as vidas dos seus cidadãos. Lá o planeamento urbanístico existe e a vontade de reparar erros do passado também. Lá sentimos que fazemos parte do Mundo e que avançamos ao seu ritmo. Lá ouvem-se as pessoas independentemente da sua cor política.
 
Quando olho para o estado em que está Messines (e Armação de Pêra… e Algoz… e Tunes… e Alcantarilha… e Pêra…) apetece-me chorar. A terra onde se nasce, que é mãe também segundo João de Deus, fica-nos nos coração e neste caso quem mais perde são os que nela vivem… perdem mais 4 anos, e 4 anos são muito tempo quando somados aos que já se perderam. Grande parte dos messinenses concorda que esta tem sido uma gestão camarária madrasta para a freguesia, uma gestão que serve “selectivamente” os munícipes, que impõe as suas regras sem ouvir as pessoas e que conseguiu “boicotar” toda e qualquer iniciativa de desenvolvimento da vila. Essa mesma grande parte dos messinenses não irá votar nas próximas autárquicas porque também sabe que escolher entre a Dra. Isabel Soares e a Dra. Lisete Romão é uma tarefa no mínimo ingrata. Muitos pensarão que “sai mais barato” e faz menos estragos manter quem “já tem a barriga cheia”. Apenas os ingénuos acreditarão que alguma coisa mudará.
 
Carneiro Jacinto, durante muito tempo tido como a alternativa à Dra. Lisete Romão, foi afastado por uma sondagem. Uma sondagem que na prática, tendo em conta o nível de confiança e a margem de erro, dava um empate técnico entre ele e a Dra. Lisete Romão e que levou, com base numas décimas, os sempre “argutos” dirigentes da concelhia a concluir que os “silvenses queriam” a Dra. Lisete Romão para candidata. Uma conclusão que demonstra a “dedicação” ao partido e ao concelho dos ditos dirigentes ao considerarem que quando um candidato que vive em Silves há mais de 50 anos (e que já por duas vezes se apresentou a escrutínio pelas listas do PS) empata tecnicamente com outro que, apesar de cá ter raízes, vive em Silves há somente dois anos (e ainda não teve a oportunidade de se dar a conhecer decentemente às massas) avança para a corrida autárquica o primeiro, ou a primeira neste caso. Coisas que só não me espantam por virem de onde vêm.
 
A diferença real das “duas candidaturas a candidatos” é bastante maior e favorecia claramente Carneiro Jacinto. Enquanto no núcleo da Dra. Lisete Romão se discutia a forma de manter o “tacho” e de assegurar que nada mudava, na candidatura de Carneiro Jacinto discutiam-se os problemas das pessoas e ideias para trazer este concelho à “tona”. Enquanto no PS Silves se faziam contactos no sentido de influenciar as decisões das estruturas superiores do partido a manter tudo na mesma, na candidatura de Carneiro Jacinto formava-se uma equipa de pessoas desinteressadas – muitas delas apartidárias – com o ponto comum de “Servir Silves”. Tudo isto esbarrou no “fraquinho” líder do PS Algarve, um politico amorfo e conservador para quem o mais importante é não fazer ondas, de modo a manter imaculadas as suas hipóteses de sair daqui, de se ver livre da província, e ir para Lisboa procurar um cargo de administrador de qualquer coisa. A forma como este senhor lidou com este caso é prova disso, prometendo simultaneamente a Carneiro Jacinto e a Lisete Romão o lugar de candidato e conseguindo no entretanto reeleger-se responsável máximo do PS Algarve sem “ondas” nem inconvenientes… um político de “mão cheia”, no pior sentido do termo.
 
Estou absolutamente convencido de que aquelas pessoas e aquele líder (falo de Carneiro Jacinto e da sua equipa) estariam à altura do desafio e iriam mudar o panorama de Silves, só que a vontade de mudar era muita e a experiência nos “imundos” jogos políticos locais era pouca e assim sendo fica tudo na mesma. Daqui a menos de um ano contem comigo aqui para “pedir a cabeça” dos derrotados e responsabilizá-los por mais 4 de anos de atraso. Comigo – que sempre acreditei que esta presidente era “derrotável” pelas pessoas certas - e com mais umas dezenas que andam por ai escondidos e resignados. Não podemos esquecer que depois deste mandato a Dra. Isabel Soares sairá de cena e com isso aparecerão candidatos a líderes partidários do PS e do PCP “às resmas”, convencidos de que o PSD local anda a “dormir” e não apresentará em 2013 gente capaz e séria (que tem nos “bastidores” da concelhia, ao contrário dos outros partidos, em quantidade e em juventude) para fazer esquecer esta verdadeira “enciclopédia” negra da nossa história.
 
Resta-me desejar um bom natal a todos os leitores do “Terra Ruiva”, esquecendo “cores”, “credos” e “gostos”… lembrando apenas que somos todos “filhos deste concelho” e queremos o melhor para ele, mesmo que às vezes não pareça ou que as técnicas utilizadas não resultem. Feliz Natal!
 
In: Jornal "Terra Ruiva" - Dezembro de 2008

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Parece-me que algumas pessoas andam a confundir-se a meu respeito. Quero apenas lembrar que, ainda a candidatura de Carneiro Jacinto estava só na sua cabeça, já eu protestava contra esta liderança do PS/Silves. A prova é a edição de Outubro de 2005 do Jornal “Terra Ruiva”, onde pela primeira vez disse o que achava do estado do partido em Silves e das capacidades daquelas pessoas. Não sou portanto contra aquela liderança por influência de Carneiro Jacinto nem por vingança ou ódio de estimação.

 
Também não será o facto de ser militante do Partido Socialista que me fará engolir o “sapo” e vir para aqui dizer que temos que respeitar a decisão do partido, até porque eu mudei a minha militância para Albufeira e lá o líder foi muito bem escolhido. Eu sei “o que” é o partido e “quantos são” o partido em Silves e uma coisa vos garanto: a maioria dos socialistas deste concelho preferiria outro líder e outras pessoas. Aqueles “senhores” têm um feudo onde ninguém pode tocar, tudo o que fuja ao normal arrastar de processos é imediatamente rejeitado pelos responsáveis e seus “capachos”.
 
Há 10 anos atrás tentei criar uma secção da JS em Messines, reuni cerca de 30 jovens que assinaram propostas mas a acção esbarrou nos “senhores” de Silves… queriam controlar as coisas. Não sabiam quem eu, era nem que senhores servia e assim sendo tudo fizeram para abortar a ideia… conseguiram mas não descobriram quem é que eu servia, e é aqui que reside o “busílis” da questão: EU NÃO SIRVO NINGUÉM, nem ambiciono qualquer cargo político. O que eu acho é que tenho o dever (e a ele se juntou a oportunidade) de exprimir a minha opinião, de criticar o “sistema” e de ser contra as pessoas que dizem partilhar um ideal mas agem de forma diferente. Ou será que esses senhores apenas querem “jovens” a falar de política quando esses jovens beijam o chão que eles pisam?!
 
Em suma: Sou socialista mas não “papo” esquemas destes e vou continuar a falar e a exprimir a minha opinião sempre que me apetecer. Não vou apoiar (nem nada que se pareça) esta candidatura e não concordo (mas compreendo) com a retirada de Carneiro Jacinto de cena a pretexto da unidade do partido e da necessidade de lutar contra Isabel Soares. Vou mesmo mais longe e afirmo que estas eleições autárquicas serão uma palhaçada no seu verdadeiro significado: cómicas, ridículas, cheias de truques, máscaras e narizes vermelhos. O circo vem ai...

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A decisão da “dúzia” de militantes do PS/Silves, que reuniu na passada sexta-feira, foi lançar, de novo, a Dra. Lisete Romão na corrida autárquica em 2009. A lógica terá sido: “se fizeres tudo igual, provavelmente obterás um resultado igual” e, obtendo um resultado igual, ainda controlaremos o partido quando a Dra. Isabel Soares não poder concorrer de novo e no seu lugar o PSD apresentar o “Emplastro”, já com a nova dentadura.

 
O nosso concelho é um reflexo ampliado do país: mudança só à “lei da bala” porque, já se sabe, os que cá estão “já têm a barriga cheia” e os que querem vir “ainda vão ter que enche-la”… sai-nos mais barato manter as “barrigas inchadas”.
 
Quando aparece alguém cujo objectivo é, pasme-se, prestar um bom serviço ao concelho e aos munícipes… tocam as sirenes no “poleiro” e na “oposição”. “Que é lá isto?! Mudança?! Era o que faltava? E depois com quem é que falo quando quiser dar palpites?! Não pode ser!”
 
Juntam-se todos nesse desígnio comum de excomungar o “infiel”, é como se de repente uma raça “extraterrestre” aparecesse para nos “dizimar” e por “força das circunstancias excepcionais” americanos/iranianos, indianos/paquistaneses e georgianos/russos dessem as mãos para expulsar o invasor “verde e com antenas”. Deve ter sido mais ou menos assim que se sentiu Carneiro Jacinto quando viu Isabel Soares, Lisete Romão, Artur Linha!!!!... e outros que tais unidos pela primeira vez desde que existem. Era importante manter tudo como estava. Parabéns, conseguiram.
 
Uma sondagem que dava um empate técnico entre Carneiro Jacinto e Lisete Romão foi a justificação que os “pategos” encontraram. É preciso ser-se “patego” para concluir que quem está por cá há dois anos deveria ganhar em notoriedade a quem cá vive há 50 anos e já foi a duas eleições como “cabeça de cartaz”. Já que JJJ lançou a comparação com Obama eu agarro na “deixa”... e comparo isto que aconteceu à seguinte situação: imagine que Obama, em vez de se candidatar a Presidente dos EUA, decide ir para o Quénia (a terra das suas raízes), com dois anos de antecedência, preparar uma candidatura à presidência daquele país. Movida tão só pelo sentido de dever e pelo querer fazer bem (que ainda existe, quase sempre longe da política). Qualquer sondagem realizada, a um ano das eleições, excluiria o candidato Obama da corrida eleitoral mas todos sabemos que, se tivesse a oportunidade de “ser visto” e ouvido, seria o melhor presidente que o Quénia alguma vez teria.
 
Para já sabemos que o destino do PS é uma derrota histórica com esta candidata, arrisco mesmo dizer que o resultado será pior do que aquele que conseguiu António Guerreiro (com a nuance de que, no valor real e humano, António Guerreiro dar 10 a 0 à Dra. Lisete). Deixemos passar o tempo a ver no que isto dá, com a certeza de que este blog apoiará sempre Carneiro Jacinto… a não ser que o seu nome não conste nos boletins de voto, e, nessas circunstâncias, será um “baluarte” da campanha eleitoral alternativa: “SE ESTÁS FARTO DESTA MERDA, VOTA EM BRANCO!” A ver vamos se o “Sr. Branco” não terá um “vereador” no próximo mandato.

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