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Um dia normal

29.01.10

 

Ontem tinha tudo para ter sido um dia normal. Sai de casa à hora do costume e ao chegar ao local de trabalho deparo-me com um enorme aparato policial junto de um balcão bancário em plena EN 125. Soube depois que poucas horas antes o banco tinha sido assaltado “à americana”, com um “bulldozer” a servir de arma para arrombar a parede e arrancar o ATM.
No escritório surgem-me relatos de assaltos que me chamam a atenção por saírem um pouco fora do normal. Na Guia assaltaram um apartamento com as pessoas lá dentro, roubaram o carro e todo o recheio da casa.
Mais tarde saio do trabalho e ao chegar a casa a Brigada de Trânsito controlava, ao seu estilo (escondidos para enganar o automobilista), a velocidade. Mais à frente a barreira que ensinava todos os “bandidos” a não passar dos 70 Km/h numa recta com excelente visibilidade e sem habitações por perto… um verdadeiro crime!!
Já em casa surgem os relatos de vizinhos assustados com notícias de que mais casas foram assaltadas e vandalizadas durante a noite. Ligo a televisão e vejo um nosso conterrâneo a queixar-se de que o Ministério Público resolveu arquivar uma queixa contra uns indivíduos que abasteceram no seu posto de combustíveis e fugiram sem pagar. “Não houve crime, o combustível está à disposição das pessoas e é aceitável o pagamento… mais tarde!” já no telejornal o nosso mesmo conterrâneo volta a surgir pelas piores razões… as bombas foram assaltadas por um gang. Levaram a máquina do tabaco e o cofre com cerca de € 10.000 euros. Desligo a televisão e abro um livro… um livro técnico para que não apanhe com mais crimes e assaltos.
Antes de me deixar dormir dou comigo a pensar: Mas que Estado é este que nos “rouba” metade do que ganhamos e ainda assim não é capaz de impedir que bandidos nos roubem a outra metade?!
Alguém por favor organize uma manifestação a sério… e contem comigo. Estou farto desta merda!

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Por muito que discorde das posições políticas, e que até tenha um "ódiozinho de estimação" para com aquela malta, reconheço que os Deputados eleitos pelo Círculo da Madeira fazem bem o seu papel de defender os eleitores que neles confiaram.

 Alguém acredita ver o João Soares ou o Bacelar Gouveia (que para quem não sabe foram os primeiros eleitos por PS e PSD em Faro) a arriscar "ódiozinhos de estimação" por causa de "reles algarvios"?!! Como se diz em Messines: "Estamos todos xaringados com eles!"

 E por falar em "ódiozinhos" também tenho que reconhecer o bom trabalho que "O" vereador do PS "eleito pelo círculo de Messines" está a fazer. Espero que continue e que ninguém tenha pejo em reconhecê-lo... pelo menos para dar moral ao homem!

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Este mês deixo-os com uma conversa entre silvenses que, apesar de ficcionada, bem podia ter acontecido em qualquer café do concelho. Desejo a todos um ano 2010 cheio de sucesso e espero que, daqui a um ano, Silves seja um concelho melhor em todos os sentidos.
A cena passa-se num café perto de si quando um indivíduo entra para se encontrar com uma amiga. Diz ele:

- Olá, tas boa? Olha acabei de saber que roubaram o fio de cobre a Isabel Soares! 4 bandidos, na calada da noite… sacaram o fio à senhora e puseram-se a milhas.
- Coitada, olha como a crise está que a “pobrezita” já andava com um fio de cobre ao pescoço! Antigamente era de ouro para cima! Mas não ficou mal? Ou ficou?!
- Não pá! Era fio de cobre que estava armazenado nos estaleiros da Câmara… valia mais de 100.000 euros. Aproveitaram que o guarda estava de férias e pimba… levaram tudo em cima de um camião também ele roubado à câmara.
- Isso é que foi sorte, foram lá mesmo na altura em que o guarda estava de férias. É o que eu digo… a gatunagem tem sempre sorte e 7 vidas… como os gatos!
- Olha por falar em gatos… já foste ver o lince ibérico?! Temos um Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico em Silves… oferecido pelas Águas do Algarve.
- Não posso, sou alérgica. Mas qual é a ideia do centro?! Vão devolvê-los à natureza?
- Não. Enquanto não existirem condições naturais na serra vão apenas apostar na reprodução. Estão lá a trabalhar vários biólogos e pessoal formado que acompanha rigorosamente os animais… até ouvi dizer que só gastam carne de “primeiríssima qualidade” para alimentá-los.
- Quem? Aos biólogos?!
- Não. Aos linces.
- Ah. Então acho mal. Onde já se viu?! Os linces comem comida de primeiríssima qualidade e têm licenciados a apanhar-lhes os dejectos, enquanto o meu filhote come carne de segunda na pré-primária e o meu pai nem lar consegue! Acho mesmo mal.
- Tu não entendes pá. És uma energúmena. É preciso ter uma certa cultura para entender a importância de preservar a espécie.
- Mas a espécie não está já mais que preservada?! Li algures que os três centros do género que existem em Espanha estão a rebentar pelas costuras de linces. Cá para mim isto é mais uma mariquice que nos sai do bolso mais tarde ou mais cedo…
- Como a Fábrica do Inglês!
- A mariquice?!
- Não… Sai-nos do bolso como vai sair a Fábrica do Inglês. Não ouviste dizer que andam a ver se a Câmara compra aquilo?
- Então mas aquilo não é um prejuízo pegado?
- Pois, é por isso que querem vendê-la à Câmara… com Museu da cortiça e tudo.
- Mas não vão conseguir. A oposição não vai deixar que aconteça tamanha desgraça. Descansa que eles estão atentos.
- Como quando aprovaram o Apoio de Praia em Armação de Pêra? Ou como quando aprovaram a Central de Lamas para Messines?!
- Central de Lamas? Então não era de Resíduos Verdes?!
- Já não sei o que é. Acho que consensual é apenas o facto de trazer moscas. Parece que foi pedido alvará para Lamas e Resíduos Verdes mas a CMS abreviou para Lamas e a empresa exploradora abreviou para Resíduos Verdes.
- Isso cheira-me muito mal! E o que diz o novo Presidente da Junta de Messines?!
- Naquele lugar “jamé”… é o que ele diz. Não te lembra alguém?
- Isso era o que ele dizia antes das eleições. Eu perguntei-te o que diz ele agora?
- Acho que está confuso. Sei é que o antigo presidente está preocupado com os camiões que trazem as lamas para a Central. Tem medo que passem dentro dos limites da vila.
- Bem! Isso não será um exagero?! Não estamos a falar propriamente de urânio… a legislação obriga a grandes cuidados no transporte e fiscalização deste tipo de industria. A CCDR e o Ministério Ambiente não vão deixar que nos tramem.
- Diziam o mesmo da banca com a apertada supervisão do Banco de Portugal e do Ministério da Economia… e olha bem a trampa que eles andavam a fazer!
- Bolas pá! Não se pode falar contigo! Até parece que este concelho é um barco à deriva! Vou-me embora que estou farta de gente que só vê problemas!

 

In. Jornal "Terra Ruiva" - Janeiro de 2010

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Fazer do Algarve uma Região Autónoma deveria ser um desígnio nacional… desde sempre o Algarve foi uma “peça à parte” no puzzle que é Portugal e hoje as razões para que volte a ser autónomo são ainda maiores.
Uma Região Autónoma do Algarve (RAA) iria permitir resolver muitos dos problemas que hoje ameaçam a sustentabilidade deste nosso cantinho. Segurança, desemprego, educação, saúde, infra-estruturas, agricultura, pescas e cultura sairiam a ganhar com essa medida.
Não sou o único a contestar o facto de não existir um Ministério do Turismo… sendo esta actividade mais representativa para economia nacional que a agricultura (por exemplo) não se entende como continua a ser desprezada pelo poder central. Em França o primeiro-ministro Sarkozy apostou tudo no turismo quando se tratou de fazer investimentos públicos capazes de dinamizar as pequenas e médias empresas em plena crise económica. O dinheiro gasto será facilmente recuperado, assim que a economia melhorar, e a França reforçará os motivos de interesse que a colocam como um dos principais destinos turísticos mundiais. Por cá cortaram-se investimentos no Algarve, e em todo o sector turístico, garantindo que, em plena retoma, teremos que andar a contra-relógio para poder apanhar o “pelotão da frente”.
As já corriqueiras noticias em horário nobre sobre o aumento da criminalidade no Algarve mereceriam, se fossemos autónomos, uma resposta corajosa: fecha-se as fronteiras e, embora a entrada seja facilitada, sempre que alguém cometa um crime será impedido de voltar a pôr os pés em solo algarvio! Sou um tipo de esquerda, descendente de emigrantes honestos e trabalhadores, que respeita o direito das pessoas a uma vida melhor e à igualdade de oportunidades… mas arrepia-me ver que os mesmos “tipos” que assaltam “a tua casa hoje” assaltaram a minha “antes de ontem” e foram postos em liberdade “esta tarde” sob condição de voltarem ao seu país “imediatamente”! Reconheço que, apesar de não ter acesso às estatísticas oficiais (como todos os portugueses), não me recordo de ver um caso destes desvendado em que os assaltantes fossem nossos patrícios. Isso quererá dizer alguma coisa…
Estamos a assistir aos poucos à “morte do Algarve” e à sua transformação em mais uma zona urbana litoral igual a todas as outras, com os mesmos problemas e o mesmo inevitável destino.
O Algarve é Portugal, disso não haja dúvidas, mas a sua autonomia iria possibilitar uma actuação mais rápida, mais eficaz, mais popular e rentável… ao mesmo tempo que nos daria poderes para manter a “galinha dos ovos de ouro” intacta. A regionalização será uma solução aceitável mas apenas a autonomia resolveria os nossos problemas! Pensem nisso… e aproveitem para me chamar "maluco" enquanto não vos toca!

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Em lume brando

15.01.10

 

2009 ficou para trás como o ano da crise generalizada no nosso país. Um ano maldito que deixou o país a braços com uma das maiores taxas de desemprego de que há memória e fez o défice disparar para valores impensáveis. A esta distância não resisto a dizer que, se não fosse a tão criticada “obsessão” pelo défice que o primeiro governo de Sócrates revelou, hoje estaríamos pior que a Grécia.
Daniel Bessa, um dos maiores Economistas deste país, apresentou recentemente um exercício curioso que pretende demonstrar o “atoleiro” em que estamos. Para repor o défice público em valores aceitáveis estima-se que tenha que haver uma redução da dívida pública anual na ordem dos 10.000.000.000 Euros (são dez mil milhões de euros, meus amigos). Ora para isso acontecer existem várias soluções, que terão que acontecer combinadas, e que requerem coragem e determinação política.
Para se ter uma ideia do que significa esta redução Daniel Bessa exemplifica com o que seria necessário fazer caso se optasse por uma solução apenas: Subir a taxa de IVA para 35% (e as restantes proporcionalmente), subir a taxa máxima de IRS para 87% (e todas as outras proporcionalmente), baixar os salários da função pública em 47% ou privatizar 35% de todos os serviços públicos! Todas são hipóteses que, isoladamente, resolveriam o problema e todas elas são impensáveis. Mesmo uma combinação das 4 será praticamente impossível de realizar por um governo sem maioria absoluta. É em cima deste “barril de pólvora” que estamos todos sentados a fingir que os tipos da televisão e dos jornais são uns exagerados e que tudo há-de passar sem que seja preciso “lágrimas e sangue”.
Sabemos que o espectro político nacional não deixará que o Governo PS faça nada do que é necessário para repor as coisas na ordem, pelo contrário já vimos que têm feito de tudo para boicotar as acções de consolidação orçamental do Governo. Na realidade o PSD anda preocupado em garantir que, quando for governo, serão os “seus amigos” a construir as auto-estradas, o TGV, o novo aeroporto e tudo o mais que agora contesta. O PCP tem como preocupação não perder expressão e utiliza a táctica do Bloco de Esquerda, que já se provou eficaz: diz-se que se baixam os impostos todos, sobem-se as pensões, aumenta-se o período de benefício do subsídio de desemprego e proíbe-se as empresas de despedir pessoas e para os “tolos” basta! Temos ainda os sindicatos (principalmente da função pública) que lutam por aumentos quando deveriam estar a lutar por garantir que daqui a 5 anos as pessoas ainda tem emprego…
A juntar a isto tudo temos um primeiro-ministro demasiado desgastado, por tantos casos na praça pública, e uma equipa de ministros escolhida a pensar em não fazer ondas quando era preciso um maremoto! Espero que o futuro nos reserve apenas a queda deste governo e que ainda seja possível remediar as coisas, mas temo que nos esteja a acontecer o mesmo que acontece a uma rã dentro da panela. Lentamente a água vai aquecendo e a rã vai-se habituando à temperatura e ficando na panela até ser tarde demais. Esta situação do país está a “cozer-nos” em lume brando… é preciso fazer qualquer coisa.
Termino com uma citação: “Quando os factos mudam eu mudo de opinião. E o senhor, faz o quê?” – Jonh Keynes

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Alertado pelo “sempre-alerta” Caos Cosmos estive ontem na sessão de esclarecimento da “Biosolum”, empresa que se propõe levar avante a construção da tal Central que “era de Lamas Residuais mas passou a Resíduos Verdes”, que decorreu na Junta de Freguesia com bastantes fregueses na plateia. Assisti atento à apresentação e, devo dizer-vos, no final fiquei com a clara sensação de que aquele PowerPoint foi “feito por medida” para a ocasião.
A fase das perguntas veio confirmar a minha ideia de que ninguém iria sair dali esclarecido. O facto de o “empreendimento” ter “nascido” Central de Compostagem de Lamas de ETAR e se ter, por obra e graça do Espírito Santo, transformado em Central de Compostagem de Resíduos Verdes feriu de morte a credibilidade daquela empresa. Não sei se por responsabilidade própria ou por impotência… o certo é que agora bem podem jurar o que quiserem que a malta vai sempre desconfiar.
Desculparam-se com a Câmara Municipal e com os meios de comunicação social, que alegadamente (adoro usar esta palavra… sinto-me um Rodrigo Guedes de Carvalho) “mudaram” o nome de "baptismo" e disseram-nos que no alvará pedido constou sempre o mesmo nome, ou seja as “lamas e os resíduos verdes”. Sendo que o alvará prevê as duas situações, e conhecendo o país onde vivemos, a Biosolum há-de poder compostar só resíduos verdes, resíduos verdes e lamas ou só lamas. É aqui que a “porca torce o rabo” e bem podem os senhores engenheiros alertar para a supervisão apertada da CCDR e do Ministério do Ambiente… também o BPN dizia o mesmo em relação ao Banco de Portugal e ao Ministério da Economia e a “brincadeira” já nos custou 4.000 milhões de euros!! Gato escaldado…
Entre a plateia travaram-se algumas batalhas interessantes. Houve quem, ainda com os “cotovelos doridos”, aproveitasse esta questão para atacar politicamente o presidente da junta (a quem agradeço por esta iniciativa) teimando em não entender que essa atitude na actual conjuntura ainda o isola mais!
Pelo meio tivemos uma declamação poética e emocionante … quase um bailado harmonioso em que o “tira os óculos, põe os óculos”, conjugado com a uma entoação solene das palavras provocou arrepios na espinha a muitos presentes e até nos fez esquecer que tinha contribuído, meses antes, para a “complicada” alteração do PDM que nos trouxe este “brinde” para Messines. Provavelmente extenuado com tão profunda actuação este player (que até chegou atrasado) saiu logo de seguida deixando a sessão a meio…
Com o seu estilo irónico e certeiro, um verdadeiro “Pinto da Costa” em potência, houve de seguida quem atirasse farpas e procurasse também marcar a sua posição, tocando na ferida e extrapolando o discurso para outros assuntos capazes de “aglomerar” a plateia… cuidado “altos dirigentes”! É assim que nascem os líderes revolucionários!
Em suma… na minha opinião valeria a pena agendar uma nova sessão e convidar responsáveis pela CCDR e Ministério do Ambiente para perceber o que podem “eles” fazer com aquele alvará na mão e quem nos protege caso se “estiquem” ou não cumpram o combinado. Assim penso que ficaríamos na posse de todos os dados necessários para tomar uma boa decisão. Além disso, politicamente, a posição da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal seria inatacável. O progresso implica sempre algum risco… trata-se apenas de limitar esse risco ao máximo. Aguardo os vossos comentários.
Aproveito para vos desejar um bom ano 2010… inclusive ao “Hamlet” que bem merece um ano melhor.

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