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Chegar à Lua

28.08.10

 

Há 102 anos um jovem empresário americano ousou "apontar para as estrelas" e avançar com um projecto que viria a revolucionar o Mundo. Em 1 de Outubro de 1908 saia para a rua o primeiro Ford T. Hoje parece evidente que lançar um automóvel seria aposta ganha, na altura Henry Ford, assim se chamava o jovem, terá dito que esta era uma aposta ousada porque "perguntando às pessoas o que poderia fazer para as ajudar a chegar mais depressa aos seus destinos, a resposta obtida era, invariavelmente, a mesma: arranje-nos um cavalo mais rápido."

Mais de um século depois o Mundo mudou. As coisas acontecem a uma velocidade vertiginosa e todos os dias aparecem e desaparecem do mercado centenas de produtos, de ideias e de projectos que têm como ponto comum a falta de ousadia, de planeamento, de originalidade e, sobretudo, a falta de ambição... o tal "apontar para as estrelas" que já referi.

Olhando para o nosso concelho, que como já sabem é invariavelmente o tema central deste espaço, poderemos dizer que mais de uma década de vulgaridade, falta de ideias, falta de ambição, falta de planeamento e falta de coragem são as causas de todas as "nossas dores". Durante os mandatos do PSD em Silves a bitola foi sempre a mesma: fazer o que outros fazem, não arriscar nem ousar, manter as expectativas baixas e desencorajar todos os que tentaram puxar o concelho para cima. Com isso consegue-se conservar mais facilmente o poder, todo o manual do político à venda no Continente o diz.

Sem querer discriminar ninguém, e baseando-me apenas na lógica política que tem imperado neste país, parece óbvio que o PS está na "pole-position" para, daqui a 3 anos "agarrar" o poder em Silves. Demonstrou-se já vontade de mudar a orgânica e a dinâmica da concelhia local mas, na minha opinião, a mudança não basta. É preciso uma revolução.

Para ganhar as eleições em 2013 basta ao PS não fazer grandes ondas, explorar os "podres" que abundam na actual gestão e, um ano antes das eleições, começar a "juntar as tropas"... tropas essas que estarão mais motivadas que nunca. A questão é se o que queremos é uma nova gestão, capaz de travar o afastamento do nosso concelho em relação aos outros do Algarve, ou uma nova era, capaz de levar o concelho de Silves a ser de novo o melhor e mais pujante da região... ou do país. O Algarve irá crescer a um ritmo alucinante nos próximos anos, a retoma pode tardar mas não falhará e com ela muitos emergirão... porque não Silves?!

 

Manuel da Luz conseguiu em Portimão algo de extraordinário. Muitos dirão, no conforto do presente, que Portimão é diferente... o certo é que por ali ouve uma equipa que não jogou para ser quarto, terceiro ou segundo. Desde o dia 1, em 1997, o presidente Manuel da Luz "jogou" para ser primeiro. Apontou às estrelas. Sem conhecer grandes pormenores arrisco dizer que no princípio seria apenas ele a sonhar, mas aos poucos muitos outros foram sendo contagiados pelo entusiasmo e pela adrenalina que nos dá lutar por coisas grandes, lutar por ser o melhor.

Quem luta por um sonho não faz promessas vãs. Não precisa. Basta apenas que fale desse sonho, que entusiasme um de cada vez, que o melhore dia após dia. As pessoas seguem quem tem a ousadia de sonhar, mesmo que isso leve tempo.

Para que o PS seja, em 2013, a base de uma nova era e não apenas a base de um novo ciclo político é preciso pensar grande. É preciso começar já a criar um "sonho", a lançar as bases para um projecto que apaixone as pessoas, que as faça exclamar "UAU!!! Eu quero fazer parte disto." Não é "aproveitando politicamente" o sentimento da maioria da população em cada situação que se consegue uma nova era. Com isso consegue-se um "Job", visibilidade e mais do mesmo. A forma mais eficaz de mudar o paradigma é criar o tal sonho (ou a causa, ou a meta... o que lhe quiserem chamar) e entusiasmar um pequeno grupo. Esse grupo encarregar-se-á de espalhar o "vírus" e potenciar a verdadeira mudança que é a mudança das atitudes, das mentalidades... das pessoas.

Esta é a hora. Se agora "apontarmos às estrelas".... Talvez se consiga "acertar na Lua!"

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Fusão

23.08.10

Está na moda falar sobre Armação de Pêra. Ainda bem que assim é porque aquela freguesia, sendo das que mais contribui para os “devaneios reais”, tem sido espezinhada que chegue.

Sobre o “despoletar” desta moda, só me ocorre a metáfora dos “discos pedidos”, estilo radiofónico com o seu apogeu na década de 80. A malta ligava para a estação, pedia uma música e, fosse boa ou má, os outros ouvintes tinham “que mamar com ela”. A técnica ilibava o locutor de qualquer responsabilidade, uma vez que se limitava a passar aquilo que os ouvintes diziam. Foi uma boa ideia para a rádio, duvido que seja uma boa ideia para a política.

Misturando de vez o tema Armação de Pêra com a cena política local, dou os meus parabéns ao “ouvinte”, pela boa “música” que escolheu, e mais uma vez fico desiludido com o “locutor” por comprovar aquilo que já salta à vista: não há playlist… “navega-se à vista”! Pior ainda: reage-se em vez de agir e reage-se por excesso, levando as pessoas a pensar o que se terá passado para assim de repente “tocar sempre a mesma música”.

Eu como não tenho responsabilidades de criar agenda politica nem passo “discos pedidos” posso apenas dizer que, para mim, Armação de Pêra tem duas soluções possíveis no médio prazo. Ou sai do concelho para poder ter a dimensão que merece noutro mais pequeno, ou consegue “fundir-se” com Pêra e Alcantarilha ganhando assim o peso necessário para obrigar a que a respeitem. Para muitos sugerir esta “fusão” será uma heresia… pois perdoem-me que vos diga que um projecto autárquico sério neste concelho deveria contemplar a fusão de, pelo menos, Alcantarilha e Pêra. Não consigo encontrar razão para que existam 2 freguesias em cima uma da outra (menos de 100 metros em linha recta separam as povoações). As duas juntas somam cerca de 4.000 habitantes e duplicam uma série de custos desnecessários ao mesmo tempo que se enfraquecem mutuamente todos os dias por “visões estratégicas” diferentes dos seus políticos.

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Raras são as vezes em que temos o “privilégio” de ler a palavra “merda” na primeira página de um jornal… digamos que a decência e os bons costumes mandam que se evitem esse tipo de situações.

Em boa verdade a palavra “merda” nem vinha escrita na primeira página de um jornal… estava “impressa” na capa da “Voz de Silves”, o que é bastante diferente.

Eu, se fosse cronista ou colaborador de uma publicação local, nunca aceitaria escrever numa que dissesse “merda” na capa. É que já se sabe… a capa é o prenúncio do que vem lá dentro!!!

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Dilema medieval

08.08.10

A propósito da Feira Medieval, que hoje arrancou em Silves, devo confessar: assola-me desde os seus primórdios um terrível dilema.

Parte de mim acha que esta é uma forte mais-valia para o concelho, na medida em que permite divulgar de forma evidente o património da cidade de Silves e por arrasto o concelho. Ninguém parece saber ao certo quanto custa a coisa, mas mesmo que seja muito cara é preciso ver que é a única de relevo. É quase como uma família pobre que estoira tudo o que tem no casamento do filho… é pouco sensato, mas “malta” compreende.

Já para a outra parte do meu ser… direi apenas que me passa frequentemente pela cabeça que esta foi a forma que Isabel Soares encontrou de durante uma semana desempenhar sem “açaime” o papel de Rainha.

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