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Numa altura em que começam a aparecer os primeiros candidatos a “candidato” às Autárquicas 2013 achei interessante agarrar na “bola de cristal”, a que chamamos imaginação, e traçar cenários. Depois de reflectir durante algum tempo cheguei à conclusão que temos em Silves todas as condições reunidas para uma “batalha épica” nas urnas, ao estilo mouros contra cristãos, bastando para isso que surja um Movimento capaz de cativar os descontentes com um partido, com todos os partidos ou com a política em geral.

No final do ano 2013, altura em que se realizarão as eleições, Portugal estará num clima de “desitoxicação” socialista. O PSD estará no Governo (muito provavelmente com o CDS como parceiro) e beneficiará ainda do estado de graça que geralmente acompanha os novos governos até meio do mandato. Isto, apesar de nacionalmente configurar um cenário pouco favorável ao PS, pode ser um bom “terreno” a nível autárquico. Ou seja o PS poderá conseguir um bom resultado em 2013 fazendo jus à máxima de que os portugueses tendem a castigar o Governo nas autárquicas.

Mas olhemos para o nosso concelho e tomemos em conta os dados disponíveis (e algumas crenças pessoais) para prever aquilo que serão as autárquicas em Silves:

- Pelo PSD teremos como candidato o actual vice, Dr. Rogério Pinto. Apesar de no interior do partido haver quem queira caras novas e um novo projecto, até os mais optimistas afiançam que o mais provável é termos a continuidade “mascarada” por um discurso de ruptura.

- Pelo PS teremos como candidato o Dr. Fernando Serpa (para já é o único, mas espero bem enganar-me). Tal como tem sido tradição dentro do PS esta não será uma candidatura consensual. Os 20 anos que leva de vereação, pela oposição, dão-lhe muita experiência mas também muitos motivos para não esperarmos muito de um executivo por si liderado. Apesar de tudo a candidatura será teoricamente mais forte que a anterior por duas razões. Primeiro porque seguramente, o Dr. Serpa não cairá no erro de “outros candidatos socialistas” fomentando divisões partidárias após ter sido nomeado como candidato. Depois porque o entusiasmo crescerá nas hostes socialistas com Isabel Soares fora de cena.

- Pela CDU teremos o Dr. Manuel Ramos (esta é a minha aposta pessoal, apesar de se afigurar igualmente provável a continuação da Dra. Rosa Palma) o que configura uma candidatura politicamente mais capaz mas publicamente menos apelativa aos jovens e abstencionistas crónicos que nas últimas eleições engrossaram os resultados do partido, somando-se aos seus sempre fiéis eleitores ditos “camaradas”.

- Pelo BE teremos novamente Carlos Cabrita, um outsider que pouco pesará na altura de contar os votos mas com importância vital na forma como decorrerá a campanha.

- Não arrisco dizer se haverá candidatura do CDS em Silves. Parece-me que as sondagens locais forçarão o PSD em Silves a pedir “reforços” e a propor também por cá a coligação que por essa altura terá o país, acrescentando assim alguns votos da direita mais “vincada” ao seu score.

Ora, resumindo temos:

- Uma franja considerável do eleitorado PSD descontente com a continuidade. Esses eleitores dificilmente votarão PS ou CDU… já nem falo BE

- Uma franja considerável do eleitorado do PS descontente com uma lista que, aposto, será a sombra do líder com as mesmas caras de sempre…

- Um apetecível eleitorado CDU em 2009 que, não sendo comunista, votou na diferença, na juventude e na “inocência”… coisas que agora já não são valores da candidatura…

- Um considerável número de abstencionistas e votantes em branco, que apesar de desejarem acção e mudança, ganharam já uma aversão a partidos políticos e a projectos partidários que lhes impede de votar em qualquer destes “concorrentes”…

Se a tudo isto somarmos tudo o que temos visto a nível nacional, e que configura um desdém crescente dos portugueses em relação ao sistema político-partidário (a votação de Fernando Nobre, a Manifestação da “Geração à Rasca”, os Homens da Luta na Eurovisão, etc…), a mim parece-me, e que me ajudem os especialistas, que uma lista independente, de gente desvinculada dos partidos iria buscar o seu “quinhão” a todos os lados e tornar-se-ia na principal favorita a chegar ao poder em Silves. Estarei enganado ou o leitor também acha que faz sentido?

 

In Jornal "Terra Ruiva" - Março de 2011

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Reflectindo um pouco sobre aquilo que vi ontem à noite nos telejornais, a propósito do anúncio da subida do IVA no dia a seguir à queda do Governo, devo concluir que estamos perante uma de duas coisas:

Hipótese A – Ou estamos perante um líder social-democrata imbecil e que definitivamente nada irá acrescentar ao país;

Hipótese B – Ou estamos perante um líder social-democrata cobarde que após conseguir o que queria de imediato pensou “que raio vou eu fazer para o Governo com o país neste estado?! O melhor é arranjar maneira de que sejam outros a resolver isto!” Parece-me que esta posição do Passos Coelho é o mesmo que dizer: “nós não temos solução melhor, não esperem nada de novo… por favor senhor Presidente da República tome conta disto urgentemente.”

Temos depois a questão do PS que comprova que ainda não mudou nada na politíca nacional. De facto durante os últimos 2 dias a sensação geral é de que o PS é a pobre vitima disto tudo. É verdade. Mas infelizmente os últimos 2 dias não apagam os últimos 6 anos… nem os últimos 30 nos quais, durante a maior parte do tempo, o PS foi Governo. Já aqui disse e volto a dizer: se o PS tivesse feito o que era certo no Governo o país não estava como está. A crise internacional não explica tudo e quanto mais tempo levarmos  a assumir as nossas responsabilidades, e a negar o estado deplorável em que a ambição e interesse próprio emanados do Largo do Rato e da Rua de São Caetano à Lapa levaram o país, mais fundo cavaremos o buraco onde estamos metidos.

Dizia um “anónimo”, no conforto desse cobarde anonimato, que lhe enjoavam socialistas como eu. Pois, acredito que sim. Quem está no PS por interesse pessoal ou por tradição familiar não deve achar piada a que se abanem as estruturas, porque afinal isto é como na função pública… a malta vai ficando e acaba sempre por pingar qualquer coisa. Quem está no PS porque acredita na ideologia (e depois vê que o partido é movido pelo poder e não pela ideologia), porque acredita poder mudar alguma coisa neste país e nesta região sem esperar tachos ou lugares privilegiados tem alguma dificuldade em engolir estas coisas.

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Isto dá vontade de rir… o PSD que dizia não tolerar qualquer novo aumento de impostos diz hoje que “admite subir o IVA para 24 ou 25%” quando for Governo! Bem diz a Maria Gaivota que deste Passos Coelho não podemos esperar nada… esta posição tem o dom de começar desde já a contribuir para uma elevada abstenção e para um crescimento das votações nos partidos das extremas.

A melhor solução para isto era um Governo de salvação nacional, apartidário e nomeado pelo Presidente da República, com gente disposta a “sujar as mãos” e com suporte alargado na Assembleia que metesse isto em ordem para depois se marcar eleições. Se assim não for não vamos sair disto. Ganhe quem ganhar não haverão condições para fazer o que precisa ser feito.

Quanto ao PS, e pensando a frio, será tempo de união certamente. Mas é bom que seja também tempo de reflexão. Essa reflexão pode ficar para cada um, ou pode ser partilhada e debatida (como faço aqui neste blog)... o que não pode é ser censurada apenas porque coloca em causa o rumo que o Partido e o Governo têm tido. É que até a pluralidade de opiniões que sempre existiu no seio do PS parece ter sido “abafada” por esta direcção.

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Parece que ainda esta semana iremos ter a tão propalada crise política com a demissão do Governo imediatamente a seguir ao chumbo do PEC 4 na Assembleia da República. A acontecer teremos um Congresso Socialista mais “quente” do que o inicialmente previsto com as vozes de descontentamento a subirem de tom na inversa proporção em que o Partido descerá nas sondagens.

Ora sobre estas matérias tenho algumas considerações a fazer:

- Parece-me que uma nova ida a votos de Sócrates será de todo evitável, apesar de se apresentar como o cenário mais provável. Estas caras (Sócrates, Silva Pereira, Assis e Teixeira dos Santos) estão mais do que gastas. Muitos socialistas com memória (entre os quais eu me incluo) vão certamente olhar para tudo o que Sócrates disser em campanha como mais um “chorrilho” de mentiras. Quem não se lembra das promessas da primeira eleição em que dizia subir impostos “jamais”, Scuts com portagem “jamais”, diminiução do aparelho de Estado para já, etc… E quem não se lembra das segundas eleições em que anunciou o final da crise, derramou o nosso dinheiro no BPN, baixou o IVA, aumentou os funcionários públicos e manipulou todos os números que já então apontavam para a tragédia. E quem não se lembra da negociata escandalosa que comprou o apoio do “pesetero” Luís Figo com dinheiros públicos vindos do Tagus Park ou do balúrdio que a EDP pagou para que Manuel Pinho fosse “convidado” a dar aulas em Nova Iorque. Além disso neste último mandato Sócrates aprofundou a sua boa relação com Chávez e Kadhafi e vincou a sua personalidade de “ditadorzinho” arrogante e autoritário.

- Concordo com um “dinossauro” socialista que diz que não há qualquer vantagem em ser Governo minoritário nesta altura. É necessário um Governo forte e legitimado de “fresco” para jogar a “foice” logo nos primeiros meses às “ervas daninhas” do sistema. É preciso tornar o Estado mais magro, acabar com os ordenados escandalosos dos boys, acabar com os “Mercedes topo de gama com chauffer”, extinguir empresas municipais e fundações, acabar com a “boa vida” dos professores e dos juízes, acabar com o clientelismo das Câmaras Municipais, rever o mapa autárquico, estimular a criação de empresas e tributar os lucros absurdos da banca e das empresas em regime de monopólio do mercado. O que mais revolta as pessoas, e está bem patente nas ruas, é o facto de se pedir sacrifícios ao povo sem que os “empregos dourados” sejam tocados (como se pode ver pelo vergonhoso quadro já desactualizado de vencimentos acima do PM e PR).

 

 boys ps

 

- Havendo eleições até ao Verão aposto numa vitória clara do PSD e num brilharete do CDS. Por isso não acredito no propalado Governo a 3 de que se fala. Primeiro porque a maioria será clara e depois porque Sócrates nunca será capaz de governar a 3.

- Logo após as eleições o PS necessitará de novo Congresso para eleger novo Secretário-geral. Dificilmente o eleito nessa altura será candidato ao que quer que seja mas terá um papel decisivo no futuro deste partido. Há que devolver o PS às bases, por isso faço o apelo a que todos os socialistas subscrevam a “Petição para Adopção de Eleições Primárias no PS”. Essa simples alteração será suficiente para acabar com o “reinado” dos figurões do costume. Acabará com os candidatos autárquicos impostos, acabará com situações como João Soares a ocupar o lugar de um algarvio no Parlamento e muitas outras que apenas transmitem aos militantes a inutilidade da sua participação na vida do Partido.

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Censos 2011

18.03.11

 

Mais uma “jornada” de Censos em Portugal e mais 10 anos pela frente sem se saber a resposta à pergunta que realmente interessa aos portugueses!

É verdade meus amigos. Acabei de ler todos os questionários dos Censos 2011 e confirma-se que teremos que viver até 2021 na angústia e na incerteza que nos tem assolado desde o início dos anos 90… os recenseadores voltaram a esquecer-se da pergunta fundamental: Qual o seu clube de futebol?

Uma coisa tão simples!!! Ocupava apenas duas linhas do questionário mas retirava dos ombros dos portugueses um enorme peso. No total seriam biliões de horas gastas a discutir se os benfiquistas são, ou não são, 6 milhões convertidas em horas de trabalho ou em conversas mais produtivas.

Fica para a próxima.

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Já sei que as reacções a quente não são a “praxe” do bom politiqueiro mas dá-me ideia que o meu “camarada” José Sócrates se prepara para traduzir os seus actos naquela velha máxima do “Para não morrer, matou-se!”

Parece-me inevitável que o Governo caia. Não só porque manifestamente já não tem força nem condições para governar, mas sobretudo porque se torna cada vez mais evidente que toda esta situação que o país atravessa resulta, em grande medida, da gestão que fez nos últimos anos.

Francisco Assis atacava o Presidente da República, após o seu discurso de tomada de posse, pegando na crise internacional como o principal factor que nos conduziu até aqui. E eu pergunto: será? Não terá sido a gestão ruinosa que o Governo teve nas contas públicas? Não terá sido a desenfreada sangria de salvar bancos que não mereciam ser salvos mas sim fechados, com os seus responsáveis julgados pelos crimes cometidos? Não terá sido a demagogia de descer o IVA e subir os salários da Função Pública apenas como medida eleitoralista? Não terá sido também determinante a obsessão com um Estado Social mais caro do que o que o país pode pagar?

A mim parece-me que os nossos bancos estavam melhores que os irlandeses, o nosso Estado estava melhor organizado que o grego (apesar de demasiado grande)… pelo que a única razão para nos calhar o mesmo destino é incompetência do Governo. Posso não gostar nada de Cavaco mas tenho que lhe dar a razão numa coisa: temos, em cargos determinantes, demasiados políticos que não têm a mínima noção do país real.

Bem sabemos que em política há que “jogar”, mas quando se mente por sistema às pessoas, quando se esconde o real estado do país de todos… o resultado só pode ser este. Espanta-me que no PS não existam mais vozes críticas em relação a tudo isto. Espanta-me que não exista um candidato sério a disputar a liderança com o Engº Sócrates… eu, que nele votei por duas vezes, aqui garanto que não voltarei a fazê-lo. Não é por ser socialista que lhe prestarei vassalagem enquanto nos atira para a sarjeta.

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Malvados!!!!

11.03.11

 

Os "Malvados" da oposição (leia-se PS) que obrigaram a senhora a cortar na despesa e que não colaboram nada!!!

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