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As listas dos principais partidos ao Distrito de Faro já são totalmente conhecidas. Novidades são muito poucas e no que diz respeito aos lugares elegíveis nada de surpresas.

Digno de registo apenas o facto de o concelho de Silves ter, nas listas do PS, uma representante. Os órgãos distritais do partido apostaram em Ana Sofia Belchior, advogada e messinense, para as listas finais que irão ser apresentadas a votos. Sem dúvida uma refrescante novidade que pode trazer em si uma “subliminar” mensagem…

Pela minha parte, e agora enquanto espectador, dou os meus parabéns à Ana Sofia Belchior e espero que este importante reconhecimento tenha eco no seu futuro político. É sem qualquer pudor que digo que se trata de uma das 2 opções sérias (leia-se capazes de trazer verdadeira mudança e capacidade mobilizadora) do PS para Silves em 2013. Esta nomeação pode, como de resto já afirma o Jornal Barlavento, não ser “inocente” e significar um empurrão de Miguel Freitas a uma candidatura nas próximas autárquicas. Espero que sim. Aqui fica a notícia:


João Soares volta a ser cabeça de lista do PS às Legislativas pelo Algarve

 
Foto  

João Soares volta a ser o cabeça-de-lista pelo PS Algarve nas Eleições Legislativas de 5 de junho, tendo o seu nome sido anunciado hoje pelo Secretário-Geral do partido José Sócrates, no fim da reunião da Comissão Nacional do PS.

TEMAS: Legislativas 2011

Em segundo lugar, de acordo com a lista aprovada pela Comissão Política da Federação do PS Algarve na sexta-feira, volta a surgir Miguel Freitas (presidente da Federação e atual deputado do PS eleito pelo círculo de Faro), seguido de Isilda Gomes (governadora civil), Jamila Madeira (também atual deputada), Rui Lourenço (presidente da ARS), Filipe Ramires, Jovita Ladeira, Dália Paulo (diretora regional de Cultura) e Márcio Viegas.

A Comissão Política Distrital aprovou ainda como candidatos Célia Brito, Sónia Melo, Eduardo Dias, Ana Sofia Belchior e Fernando Anastácio.

Esta lista irá ser submetida à aprovação da Comissão Política Nacional do PS na próxima quarta-feira.

Segundo o PS Algarve, a lista de candidatos traduz «uma aposta clara na continuidade do projeto que tem sido desenvolvido pelos parlamentares socialistas na Assembleia da República».

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A 5 de Abril deste ano todas as forças políticas do nosso concelho, e várias personalidades da vida pública local, foram informadas, por correio electrónico, das graves dificuldades que a Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines atravessava, que culminavam agora com a notificação para a Execução de uma Penhora no valor de meio milhão de euros a favor da empresa BEMPOSTA – Investimentos Turísticos, LDA. Todos os notificados já saberiam, ou pelo menos tinham a obrigação de saber, que a instituição navegava em águas agitadas há demasiado tempo.

A partir desse momento, em que também eu fui avisado, procurei informar-me melhor e estar atento ao problema. Soube que o primeiro partido a responder ao apelo foi o PS, que solicitou uma reunião com o presidente da instituição. Todos os outros partidos, ao que julgo saber, tomaram igual iniciativa. Fiquei mais descansado por saber que todos estariam a trabalhar no sentido de resolver o imbróglio. Fiquei até satisfeito por saber que existiam conversas e movimentos de bastidores que agregavam vários interesses no interesse único de salvar a instituição.

 

Não interessa para nada nesta altura procurar culpados para a situação nem tão pouco fazer alarido público em seu redor. Estão em jogo centenas de crianças, centenas de famílias e dezenas de postos de trabalho. Por isso mesmo julguei que ninguém procuraria tirar proveitos políticos disto enquanto a situação não estivesse resolvida, ou pelo menos bem encaminhada. Enganei-me porque apareceu logo alguém a agitar a bandeira em seu proveito. Utilizar este assunto para clivagens políticas é pouco inteligente e apenas serve aos interesses do próprio. Fica aliás patente no seu discurso que, se hoje existe uma Casa do Povo em Messines, o mérito é “dele” e que, de forma que considera surpreendente, teremos que voltar a chamá-lo para resolver toda esta embrulhada.

Eu fui um dos que colaborou com a Casa do Povo durante largos anos, estava por perto quando as obras foram sonhadas e aprovadas, e nunca me lembro de ter visto por lá tal pessoa. Aliás, estou certo de que, quando o assunto passar a ser o apurar de responsabilidades sobre o que de facto aconteceu para que a Casa do Povo chegasse a este ponto, ele será o primeiro a dizer … que não teve nada a ver com “aquilo” e que sempre foi contra o que se estava ali a passar. Vão ver!

Espero bem que os outros intervenientes ajam de forma mais responsável. Espero que o discurso demagógico não tenha neste caso o mesmo resultado que teve na Alicoop, onde se enganaram pessoas e se insistiu na negação do óbvio, o que agravou ainda mais a situação envolvendo em prejuízos pessoas que poderiam ter escapado, tudo em nome da ambição política e da auto-promoção.

É bom que fique claro que, a ser necessário pedir o envolvimento da comunidade, esse pedido de ajuda deverá partir da direcção da Casa do Povo e não de um vereador que fala em nome próprio dentro de um partido político. Tal situação apenas contribuiria para afastar muitos cidadãos e forças vivas preocupadas com a Casa do Povo mas pouco disponíveis para ajudar à auto-promoção de políticos.

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Se eu fosse um daqueles boshes, da afamada troika de negociadores, que aterrou em Lisboa para analisar a real situação económica de Portugal, estaria por esta hora a pensar: “Estes tipos são verdadeiramente loucos!!!”

As cenas sucederam-se a um ritmo alucinante até hoje. Primeiro ninguém queria ser responsável por ter chamado os homens, depois ninguém queria dialogar com os homens, depois veio a discussão em torno de como o PSD foi avisado do PEC IV (pessoalmente ou por telefone), depois os boshes foram perseguidos por jornalistas como se fossem o casal Beckham, depois dois partidos com assento parlamentar recusaram-se a reunir com eles… e o corolário de tudo isto vem com a Páscoa. A tolerância de ponto numa altura em que o país está de tanga, o Algarve cheio de gente mesmo com previsão de tempo cinzento e uma manifestação a favor da legalização da cannabis em frente da Assembleia da República!!! A cereja no topo do bolo!

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Há duas coisas que não mudam nunca neste país… o terrível medo da mudança que nos leva a preferir continuar no fundo do poço a arriscar o desconhecido e a curta memória das pessoas em relação aos vigaristas e aldrabões.

Por aqui se começa a escrever a vitória de Pirro que Sócrates terá no dia 5 de Junho. Campos e Cunha, Freitas do Amaral, Luís Amado, Mário Soares e até mesmo Teixeira dos Santos são nomes insuspeitos que já perceberam bem (uns de forma mais exposta que outros) que estamos entregues nas mãos de um louco e de todo o seu séquito, sequito esse que não arrisca ir para o “fundo de desemprego” nos tempos que correm e por isso se agarra com unhas e dentes ao “tacho”.

Existe ainda outra característica dos portugueses que é a de não pactuarem com oportunistas. Passo Coelho irá sofrer uma derrota histórica e será colocado na prateleira de ex-líderes do PSD ao lado de tantos outros, mas com uma nuance… de todos foi o mais imbecil! Cada gesto, cada discurso, cada opção tomada apenas com as eleições em vista foi um erro grosseiro. Os 12% que desceu nas sondagens têm um nome: Fernando Nobre. Os votos que Nobre teve nas presidências não são dele, tal como não eram de Manuel Alegre antes! Esses votos não são de ninguém… são o reflexo de pessoas que estão fartas de oportunismos e jogadas políticas… só mesmo um imbecil pensaria que essas pessoas iriam votar num candidato que entra sem pingo de vergonha nesses esquemas.

 

Mas voltemos a quem ainda nos governa e se tem concentrado em sacudir a água do capote… Ainda ontem o Jornal de Negócios demonstrava claramente mais uma mentira gravíssima deste Governo, verdadeiramente disposto a tudo para conservar algum controlo sobre o aparelho do Estado. Dizia o título “Governo anula défice com atrasos nos pagamentos e serviços em ruptura”… para os mais desatentos a propaganda que assistimos recentemente e que nos dava conta de um “superávit” no primeiro trimestre foi conseguida contabilizando as receitas todas e empurrando grande parte das despesas para o trimestre seguinte… ou seja, se eu este mês não contabilizar a conta da água, da electricidade, a renda da casa, a tv cabo, a escola dos miúdos, etc… fico com um saldo bancário porreiro… o problema é que no mês que vem não tomo banho, ando às escuras, o senhorio quer pôr-me na rua, não vejo televisão e os miúdos voltam para casa. É este o calibre da gente que nos governa, da mesma gente que conhecendo o estado em que estava o país aumentou os ordenados da função pública, negou os pagamentos nas SCUT e avançou para o aeroporto, o TGV, a 3ª auto-estrada Lisboa-Porto e a a 3ª ponte sobre o Tejo. IRRESPONSÁVEIS!!!! Esta gente deveria responder em tribunal por isto.

Completamente borrado de medo Cavaco assiste a tudo sem ser capaz de dizer mais do que acrónimos tipo “fê-ê-ê-fê”… não admira pois que 37% dos portugueses, de acordo com o barómetro Marketest, não saibam o que fazer!!! Eu não sei o que vou fazer! Votar em branco ou abster-me está fora de questão… acho aliás que os portugueses irão em massa votar porque têm consciência da importância destas eleições. Contribuir para a continuação deste modelo económico assente na protecção da banca, da especulação financeira e das privatizações de empresas que não devem sair das mãos do Estado também não posso… resta-me talvez algum consolo ideológico nas soluções de esquerda e terei apenas que decidir qual é mais fácil de digerir e útil para o país.

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 É já uma certeza a imposição, por parte do FMI (ou do fê éé éé fê, como diz Cavaco), de uma profunda revisão do mapa autárquico português. Existe entre praticamente todas as forças políticas nacionais a consciência de que este é um campo onde podemos "cortar a valer" e beneficiar em muito os cidadãos na qualidade dos serviços recebidos.

Evidentemente falar é fácil, mas quando nos virmos confrontados com as propostas concretas haverão de surgir os movimentos contra a extinção da freguesia “Y” e do concelho “X”... tudo será mais complicado.

Tomemos como exemplo o Algarve. Neste momento temos 16 concelhos para cerca de 400.000 habitantes, o que dá uma média de 25.000 habitantes por concelho. Existem concelhos “esquisitos” que foram criados com base em pressupostos que hoje já não existem, como Vila Real de Santo António, Castro Marim, Lagoa ou São Brás de Alportel.

Para fomentar o debate deixo aqui a contribuição do Penedo Grande para um Algarve com 5 concelhos que assenta numa fusão dos actuais 16, respeitando as fronteiras actuais:

Concelho de Lagos: que agregaria os concelhos de Vila do Bispo, Aljezur e Monchique. No total teria cerca de 45.000 habitantes

Concelho de Portimão: que agregaria os concelhos de Lagoa e Silves. No total teria pouco mais de 100.000 habitantes.

Concelho de Loulé: que absorveria o concelho de Albufeira. No total teria quase 100.000 habitantes.

Concelho de Faro: que agregaria os concelhos de Olhão e São Brás de Alportel. Teria cerca de 100.000 habitantes

Concelho de Tavira: que agregaria os concelhos de Alcoutim, Vila Real de Santo António e Castro Marim. Totalizaria pouco mais de 50.000 habitantes.

 

Entre as vantagens temos que todos os concelhos teriam uma larga faixa de costa, todos (à excepção de Faro) teriam uma vasta área de serra para preservar e dinamizar, todos teriam acesso às principais vias viárias e ferroviárias.

Com a eleminação de 11 concelhos iríamos fortalecer, com pessoas verdadeiramente capazes  e competentes, os 5 novos "grandes concelhos"  e o próprio Algarve, tornando-o mais "pequeno" e ágil.

É certo que uma coisa destas seria acabar com alguns “caciques” e com uma série de ambições pessoais de políticos rascas… coisa difícil de conseguir sem empenho, convicção e forte apoio popular.

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Fátima apanha um ano e oito meses por pagar a advogado que ajudou fuga

 

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Fátima Felgueiras, ex-presidente da Câmara de Felgueiras e actual vereadora, foi condenada, esta quinta-feira, a um ano e oito meses de prisão, com pena suspensa, por ter usado dinheiros públicos para pagar a Paulo Ramalho, o advogado brasileiro que ajudou a evitar a extradição da autarca, quando fugiu para o Brasil, em Maio de 2003.

 
foto Leonel de Castro/Global Imagens
Fátima apanha um ano e oito meses por pagar a advogado que ajudou fuga
Fátima Felgueiras, à saída do tribunal
 

A actual vereadora e o ex-vice-presidente, João Garção, vão ter de pagar 16 mil euros ao Estado, como condição de suspensão da pena. O Tribunal de Felgueiras aplicou a Garção uma pena, igualmente suspensa, de um ano e seis meses de cadeia, por crime de participação económica em negócio. Ambos foram absolvidos do crime de abuso de poder.

"Estou convencida de que não cometi nenhuma ilegalidade. Todo o processo decorre do caso saco azul", disse Fátima Felgueiras, ao saber da condenação por crime de participação económica em negócio, anunciando que irá recorrer para o Tribunal da Relação de Guimarães.

O mesmo tribunal que, recentemente, deu razão ao recurso da autarca e anulou a condenação a três anos e três meses de prisão, com pena suspensa, no caso "saco azul", decretando a prescrição de mais dois crimes e obrigando à repetição parcial do julgamento.

O caso que resultou agora em condenação tem a ver - recorde-se - com a fuga para o Brasil, a fim de escapar à prisão preventiva, e o facto de ter levado os cofres públicos a pagar honorários ao advogado que impediu a detenção.

O Ministério Público considera que Fátima elaborou um plano para não pagar do seu bolso despesas judiciais. E, logo que regressou de uma temporada de mais de dois anos (desde Maio de 2003) no Brasil e foi reeleita, levou a Câmara de Felgueiras , através de um despacho assinado por João Garção, a pagar cerca de 16 mil euros ao advogado brasileiro Paulo Ramalho que, no Supremo Tribunal Federal do Brasil, intentou uma providência para impedir a extradição da então autarca, indiciada por corrupção e outros crimes.


Daqui se conclui que tudo estaria bem se a autarca tivesse contratado uma firma de advogados portugueses. Ou seja... se os advogados forem portugueses é legítimo que se usem dinheiros públicos para defender autarcas das consequências de actos de gestão danosa e crime económico. Se forem brasileiros... ai a coisa muda de figura e os advogados já não podem ser pagos pelo nosso bolso.

 

Caros autarcas, se por via das vossas alarvidades tiverem que fugir para o Brasil... levem o vosso advogado daqui. Assim podem usar o nosso dinheiro para pagar a estadia em hoteis de 5 estrelas e as custas do processo e ainda evitam cometer alguma ilegalidade.

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É absolutamente ridículo o Estado não ter dinheiro neste momento para pagar ordenados no exército, nas polícias, nos transportes públicos… não ter dinheiro para pagar consumíveis para tribunais e hospitais… não ter dinheiro para abastecer de combustível as frotas da polícia, do INEM… não ter dinheiro para pagar bolsas de estudo a estudantes carenciados… e ainda assim o Governo insistir em que a culpa disto é da oposição que os mandou abaixo!

Será que alguém acredita que se não tivesse rebentado uma crise política haveria dinheiro para isto tudo? Será que a culpa de termos chegado a isto é da crise internacional e do Passos Coelho? Ou será que é o resultado de anos e anos de “festa” e de irresponsáveis a conduzir os destinos do país, gastando e enchendo os bolsos na esperança de que quem viesse a seguir pagasse a conta?

No meu entender a crise internacional veio antecipar em 2 ou 3 anos o inevitável estoiro do sistema e a crise política veio antecipar em 2 ou 3 meses o que já tinha sido antecipado. E a ver vamos se o resultado de tudo isto não será uma antecipação da convulsão social que se afigura cada vez mais grave.

José Gomes Ferreira, o director de economia da SIC, fazia ontem uma metáfora bem ilustrativa do que temos neste momento a acontecer. Dizia ele que Portugal parece um barco a afundar no qual, alheios a tudo e sem se preocuparem em evitar o afundamento, os almirantes (leia-se políticos) lutam entre si para ver quem chegará ao leme. Coisa inútil chegar ao leme de um navio que se afunda… mas ilustrativo da nossa capacidade de nos destruirmos.

Fazia-se, na TVI24, o rescaldo do congresso do PS. Surpresa… parece que muitos socialistas acham que se tratou de propaganda e não de um congresso (Daniel Oliveira diz no seu blog que já assistiu a congressos do PCP com mais pluralismo). Será possível que entre 1.200 congressistas ninguém fosse capaz de questionar as políticas deste Governo? Eu compreendo que no final deveria haver consenso e unanimidade, que todos deveriam remar para o mesmo lado. Não consigo é compreender que se percam 3 dias, que poderiam ser úteis para mudar o rumo e a estratégia COMPROVADAMENTE ERRADA do maior partido português, a massajar o ego do líder convencendo-o de que ele é que está certo. Um dos comentadores dizia que era natural que se assumisse aquela postura, afinal de contas aqueles 1.200 congressistas são os Deputados, os Presidentes de Câmara, os Chefes de Secção do Sector Público e os boys do sistema.

Antes de ontem também Medina Carreira fazia considerações na SIC Notícias. Faziam-se piadas com Medina Carreira e com o seu pessimismo… mas agora está à vista que tinha razão. Dizia ele que os políticos deveriam ser responsabilizados criminalmente pela má gestão que fazem dos dinheiros públicos. Falava na inutilidade de 3 auto-estradas Lisboa-Porto, no novo aeroporto, no facto de mais de 5.000.000 de portugueses dependerem do Estado, na alimentação das clientelas dos partidos… também ele usou uma metáfora: se nas nossas casas durante um ano o rendimento disponível sobe 2% e os gastos sobem 5% é inevitável que, passados alguns anos, o sistema entre em ruptura. Esse é o problema dos nossos políticos profissionais… são profissionais da estratégia, da demagogia, da ciência política e diplomacia mas não sabem, ou não querem, fazer contas simples.

Fui almoçar ontem e no restaurante um grupo de homens de uma empresa ligada à construção debatia a situação do país. Nunca como agora tinha ouvido tanta gente indignada e revoltada com os políticos. Sócrates, Cavaco, Passos Coelho, Portas e até Mário Soares ficaram com as orelhas a arder seguramente. Hoje de manhã, no café, mais um grupo de homens e mulheres e na conversa o mesmo desdém e ódio pela classe política e pelo que fizeram a este país. Parece-me que os nossos protagonistas políticos ainda não perceberam o que se passa nas ruas, esperamos que não venham a perceber da pior maneira.

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Tomei ontem a decisão, que remeti por carta ao PS Silves e comuniquei ao seu responsável máximo, de entregar o meu cartão de militante socialista e de renunciar ao lugar na Comissão Política Concelhia.

Fi-lo porque compreendo que no actual contexto partidário em Portugal, nomeadamente no PS, quem tem por hábito discordar de posições unanimistas e não alinha nas disciplinas de voto apenas prejudica a imensa maioria dos militantes, já habituados ao consenso e à resignação. Como não é minha intenção causar má imagem ou desconforto às pessoas que dirigem o PS Silves e que compõem a sua Comissão Política, optei pela solução mais lógica, a do “estás mal, muda-te”.

Fi-lo também porque ser militante do Partido Socialista hoje já não significa o mesmo que significava quando aos 16 anos me fiz militante pela primeira vez. O Partido Socialista é hoje mais uma “agência de empregos” onde o interesse próprio prevalece sempre sobre o interesse do país e da população. Quando entrei haviam sonhos, objectivos, ideias a defender… mas havia também a forte consciência de que todos éramos poucos e que gente nova, novas ideias, novos desafios eram o combustível que movia o partido. Tudo isso acabou e o partido funciona agora em regime fechado, afastando todos os que possam querer mudar alguma coisa ou colocar em dúvida o clientelismo instituído.

Fi-lo porque acredito que a cola que mantêm este partido unido deixou de ser a ideologia ou o país e passou a ser só o poder… o poder a qualquer custo. Assim se explica que grande parte dos socialistas fiquem quietos e calados enquanto assistem a mentiras diárias, a estratégias políticas orientadas apenas para permanecer no poder, à irresponsabilidade e demagogia (quase delirante) de querer gastar o que nunca iremos ter, às constantes descobertas de escândalos envolvendo boys ou gestão danosa de dinheiros públicos, à impunidade que gozam quase todos esses boys (alguns deles manifestamente culpados) e aos sistemáticos atropelos ideológicos que representam as políticas seguidas.

Fi-lo porque jamais serei capaz de agarrar numa bandeira e sair para a rua a gritar PS quando é notório que este PS faz parte do problema e não da solução.

Fi-lo porque, se como penso, o PS ganhar as eleições no próximo dia 5 de Junho eu não encontrarei nenhum motivo para festejar, nem me consola saber que se ganhasse o PSD seria bem pior.

Fi-lo porque me sinto enganado mas essencialmente porque quero poder dizer livremente que me enganei sem dever fidelidade a ninguém. Gosto de, na insignificância deste espaço, escrever o que me vem à cabeça sem me preocupar com o que pensam outros sobre isso… essa é a melhor forma que conheço de vir realmente a saber o que pensam.

Como é evidente continuarei a defender as minhas ideias e continuarei a ser alguém que está algures na esquerda do espectro político. Não preciso ser do PS para ser socialista. Continuarei a postar os meus textos e opiniões. Continuarei, enquanto me deixarem, a escrever no Jornal Terra Ruiva. Continuarei a desejar para a minha terra uma liderança e um projecto de desenvolvimento e de criação de riqueza, que aposte nas pessoas e nos imensos recursos que temos.

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Foi brilhante a estratégia de José Sócrates para “apear” Passos Coelho da perspectiva da maioria absoluta, que os barões do PSD pareciam já celebrar. A forma como apresentou - de surpresa, consumado e inegociável – o PEC4 obrigou Passos Coelho a tomar, também ele, uma posição firme (em muito motivada pela pressão dos tais barões que já não conseguiam resistir ao cheiro de poder). Após a declaração de que o PSD chumbaria o PEC apareceram os Ministros do costume a dizer que afinal tudo foi um lapso, que estavam dispostos a negociar, que tudo não passava de um conjunto de intenções. A coisa funcionou como o previsto e toda a oposição, com o PSD em destaque, passou a carregar o peso de derrubar um Governo numa altura tão crítica como esta para o país.

Não haverá português que não tenha chegado já à conclusão que a oposição fez exactamente o que o Primeiro-ministro queria que fizesse. Que tudo foi planeado. Tudo à excepção do volte-face dos banqueiros, “borrados” de medo com os sucessivos cortes de rating. Isso Sócrates não tinha previsto e, como diz hoje Miguel Sousa Tavares no seu artigo semanal no Expresso, foram esses mesmos banqueiros o seu “pelotão de fuzilamento”. Obrigado a vergar e pedir a intervenção do FEEF, Sócrates terá dado à oposição um “brinde” com que não contavam e que lhes permitirá tentar recuperar nas sondagens.

Estrategicamente, como disse, Sócrates foi perfeito. Não só agora, mas durante todo o tempo em que Governou. De facto a “realpolitik” – política prática e estratégica desprovida de qualquer base ideológica e de verdade - parece ser o seu forte. Golpe atrás de golpe, encenação atrás de encenação, o “homem” lá vai conseguindo “colar” o Partido e fazendo muitos militantes engolir “sapos” ou baixar a cabeça envergonhadamente quando confrontados com os factos nus e crus. Factos que todos conhecemos e que a actual encenação tenta fazer esquecer, passando a ideia de que tudo ia bem até à oposição se ter “coligado” contra o Governo.

No próprio dia em que anunciou que Portugal iria solicitar a ajuda do FEEF, José Sócrates ensaiou a comunicação ao país. Em mangas de camisa preparou o comunicado, ensaiou o teleponto, perguntou aos seus assessores para que câmara deveria olhar… qual o favoreceria mais e daria o efeito “vítima” que desejava passar. Esta é a imagem perfeita do Primeiro-ministro. Um homem frio, calculista, que não hesita em mentir, manipular e iludir os portugueses para obter vantagens políticas. Dias antes tinha chegado ao ponto de dizer que na reunião do Conselho de Estado, convocada por Cavaco Silva e onde Sócrates tem assento por inerência de funções, a hipótese de um pedido de ajuda externa não foi sequer discutida!!! Todos os outros conselheiros disseram que tal tema esteve sobre a mesa (seria até obrigatório que estivesse, uma vez que era a única saída visível para a situação do país). O que Sócrates quis dizer foi que pessoas da esquerda, da direita, antigos Presidentes da República, notáveis… todos ouviram mal ou tentaram mentir-nos?! Apenas ele disse a verdade?!!! Não admira que recentemente um jornal europeu tenha caricaturado José Sócrates como um condutor em contra-mão numa auto-estrada cheia de carros.

Eu odeio estratégias políticas. Odeio que me mintam. Odeio que me tentem manipular. Não me recordo de nenhum líder socialista que tenha tratado os militantes e os portugueses desta forma. Ao ver as imagens do congresso do PS e a farsa que tudo aquilo é apetece-me sair, entregar o meu cartão de militante e demarcar-me “deste” Partido Socialista que nada tem a ver com o PS no qual me filei há cerca de 15 anos. O que sobra a estes dirigentes em sobranceria, vaidade e oportunismo falta-lhes em ética, moral e idealismo. Deveria mesmo sair daqui (até porque muito mais são os que desejam que saia do que os que gostariam que ficasse) mas lembro-me depois das palavras de Mário Soares quando diz que a única forma de os partidos se reestruturarem é através da pressão e da crítica interna de militantes descontentes. Diz ele que não havendo pressão nem critica interna um partido entra em modo letárgico e com isso começa a afastar-se da realidade e acaba por definhar.

Até compreendo que quem tem aspirações ou ambição política tem o dever de apoiar se quiser vir a ser apoiado. Até compreendo que não havendo alternativa dentro do PS é preferível continuar com Sócrates do que ter o “troca-tintas” Passos Coelho e os seus “glutões do Presto” à frente do país. Mas é bom que alguém diga ao homem: “Porra pá! Se é para ficares faz alguma coisa bem feita, e por favor diz a verdade!”

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Gestão danosa

06.04.11

Silves: Presidente da Câmara admite perder sete casas

Cooperativa tem buraco de 6,5 M €

 

A Cooperativa de Habitação Económica (CHE) União Silvense afundou-se em 6,5 milhões de euros em dívidas. Devido a um processo aberto pelo maior credor, o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), o Tribunal de Silves decretou a insolvência da cooperativa, pelo que a Câmara poderá perder sete casas a que tem direito no Enxerim.

 

Inicialmente foi avançado um total em dívida de 1,9 milhões de euros, mas esse seria o balanço positivo da cooperativa caso o segundo núcleo habitacional do Enxerim, iniciado em 2000, corresse bem. Mas não correu. O presidente da cooperativa, José Manuel Grave, admitiu ontem ao CM que a dívida "ascende a 6,5 milhões", incluindo juros até Dezembro de 2006.

A presidente da Câmara de Silves, Isabel Soares, avançou ao CM os pormenores da dívida da cooperativa, excluindo juros: IHRU (2 384 498 euros), Edifer (1 764 716 euros), Fisco (36 737,98 euros), Segurança Social (17 794,26 euros), credores diversos (922 468 euros).

A CHE Silvense deve ainda sete casas à Câmara, como contrapartida pela cedência do terreno. "Vamos lutar [pelas casas] mas tenho dúvidas" em consegui-las, admite Isabel Soares. A edil explicou ainda que a demora de um mês para informar a vereação sobre a insolvência "foi uma falha, os papéis ficaram esquecidos".

 

João Marcelino - In Correio da Manhã de hoje


 

Ora se isto não é crime de gestão danosa então é o quê?! Dinheiros públicos "torrados" por força da incompetência e o património desbaratado (oferecido neste caso) por negligência é grave... muito grave. Tudo bem mais simples de provar, ao que parece, que outros "casos"... vamos ver se a "super empresa" de advogados também pega neste caso!!

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