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Disse-me um “passarinho” que já está identificado o “autor” do Email anónimo (portanto já não é anónimo) que “desancou” o meu amigo José Carlos Araújo (Zé Piasca) numa atitude cobarde. Quando me disseram o nome do(a) “meliante” (só para baralhar o “da”) até me caiu o queixo!!! Ele há coisas!!! Gente que não tem vergonha nenhuma!!! Se soubessem também ficariam com o queixo ao pé do “gorgomilo”.

 

Como Deus escreve direito por linhas tortas, enquanto se apurava a origem do email (coisa fácil para quem percebe de informática), a Casa do Povo viu atribuída pelo Estado uma verba a rondar os € 300.000 que, juntamente com o brilhante trabalho feito pela direcção do José Carlos Araújo no saneamento da instituição, irá permitir salvar definitivamente aquela que, na minha opinião, é mais importante IPSS do concelho de Silves. Além da verba destacam-se os rasgados elogios e o reconhecimento por parte do poder central da importância vital da Casa do Povo para o tecido social do concelho. Toma e embrulha… óh “meliante”!

Não resisto ainda a recordar outro facto. É que esta direcção apanhou uma Casa do Povo de rastos… em vias de desaparecer. Com o devido respeito pelo trabalho e dedicação do também amigo Pedro Mascarenhas, é bom que se diga que trabalhar sem dinheiro, sem crédito e com a economia neste estado é muito mais complicado do que trabalhar com fundos e subsídios a “saltar debaixo de cada pedra”.

Uma palavra também para a Dra Isabel Soares que, “preocupada” com o teor do Email, não hesitou em aproveitá-lo para atingir o visado expondo a situação numa reunião de câmara, algo inimaginável em qualquer outro lado do mundo: prepare-se Dra para “engolir” as suas palavras e gestos e apresse-se a “virar a casaca” (a sua especialidade) e a “colar” o seu sucessor ao caso de sucesso que será a Casa do Povo… antes que outros “oportunistas” o façam. Para quem não tem vergonha na cara isto são peanuts.

Fico à espera que a justiça ou o injustiçado permitam tornar público o nome de quem fez tamanha cobardia (e já agora que se diga também o nome do “mandante” ou “cúmplice”)… e uma coisa vos digo já: há alguns que estão em Messines de passagem e por isso depois de partirem nunca mais serão lembrados, mas há outros que terão que olhar nos olhos os messinenses até ao fim dos seus dias. Eu não queria estar na pele destes últimos.

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Numa altura em que se discute uma hipotética venda do Edifício do Casino em Armação de Pêra (hipotética ainda é bom porque na actual conjuntura aquele valor é totalmente irrealista) parece-me oportuno dar aqui um exemplo de como a CMS trata do seu património, construído com o nosso dinheiro:

 

Na foto podem ver o Quiosque do Jardim Municipal de Messines. Quem não conhece o espaço dirá apenas que se trata de um Quiosque velho que já deu o seu contributo e aguarda agora o fim. Quem conhece sabe que o espaço nunca foi usado e está ao abandono sem que nenhuma explicação tenha sido dada à população e aos interessados em explorar comercialmente a infra-estrutura.

Podemos juntar a este exemplo mais alguns: o Museu do Azeite em São Marcos da Serra, o Museu do Traje em Messines, o Teatro Mascarenhas Gregório em Silves… e muitos outros de menor monta.

Caros armacenenses… deixem que compare isto a um cão abandonado… a melhor coisa que lhe pode acontecer é encontrar um novo dono, que o trate e estime. O vosso Casino ficaria muito melhor em mãos privadas, desde que salvaguardados alguns pontos fundamentais no uso e traça do edifício. Ganhava Armação um novo espaço; ganhava o concelho com um encaixe e menos despesa; ganhava Isabel Soares com mais uns meses de salários garantidos; ganhava o novo proprietário do espaço… todos ganhavam.

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O livro mais vendido na Grécia por estes dias ensina a fazer sopa de feijão sem feijão, a aproveitar os restos de comida para “saborosas” refeições, a criar porcos e galinhas ou até a determinar que alimentos podem ser consumidos fora do prazo de validade sem risco para a saúde. É um reflexo dos tempos e é o consumar daquilo que o meu pai sempre me disse: “Cuidado, que a fartura há-de acabar.” Na verdade quem sabe o que custa ganhar a vida nunca engoliu muito bem a loucura de crédito e consumismo da última década. Para meu mal e de muitos… estavam certos.

Aquilo que os “Medina-carreiristas” profetizavam está ai, em toda a força. Infelizmente parece que este odioso ano de 2011 é apenas um “aperitivo” para o que ai vem e nem todos aceitaram ainda que as coisas mudaram. Darwin dizia: “a espécie que sobrevive não é a mais forte nem a mais inteligente, mas sim a que se adapta melhor”. Apesar da considerável capacidade de adaptação do ser humano (e da capacidade de sofrimento invulgar) é natural que, quando se transporta essa necessidade de adaptação para as estruturas político-sociais, apareçam sempre os “inadaptados” do costume.

Em plena crise financeira Fernando José da Costa, o presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha eleito pelo PSD, anunciou que iria baixar (leu bem) o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), a derrama e o IRS (dentro da percentagem que cabe às autarquias) como forma de ajudar os munícipes a fazer face às exigências do plano de austeridade. Nas Caldas da Rainha não existe taxa de lixo, o metro cúbico de água custa metade da média nacional e apenas 20% do endividamento permitido por lei está utilizado. Ao mesmo tempo que Fernando José da Costa propunha tais medidas nas Caldas, em Silves, Isabel Soares levava a votação a passagem da Taxa de IMI para o máximo permitido pela lei (entretanto a coisa abortou por votação contra da oposição) e impunha cortes brutais nos subsídios e apoios para associações e instituições do concelho.

Por comparação com Silves as Caldas da Rainha têm 70% mais habitantes (cerca de 55.000), 3 vezes mais freguesias (16 freguesias) e metade dos funcionários(!!!)… É verdade! Ao que parece o pessoal daquela zona não é apenas bom no artesanato “maroto”… são também muito eficientes na gestão da “coisa pública”. Se olharmos para o quadro de pessoal da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, e o compararmos com Silves, iremos descobrir que em trabalhadores especializados, apoio social, auxiliares de educação, administrativos e outros funcionários, que realmente são úteis, as coisas estão equilibradas. A coisa começa a descambar quando falamos de técnicos superiores e chefes de gabinete. Silves tem 6 vezes mais chefes de gabinete do que as Caldas da Rainha e duas vezes mais técnicos superiores.

O que fazem todos estes chefes de gabinete e técnicos superiores?! Bem, muitos deles também não sabem… e poucos trabalham arduamente sem que lhes seja reconhecido o mérito e esforço. Na sua maioria são militantes, apoiantes, “jôtas” ou familiares da “nobreza” local que encontra guarida na bondosa gestão que temos por cá. Há muito que todos sabemos disto. Há muito que se fala disto no concelho e no país. No entanto os responsáveis políticos continuam a agir como se isto não fosse um problema. A senhora presidente, tal como um conhecido vereador da oposição (que até já se “proclama” futuro presidente) estão em sintonia neste campo: “Longe de nós sacrificar estas pessoas e as suas famílias!”. Os outros… nós… os contribuintes incautos… somos esventrados com impostos, perdemos o emprego, mandamos papel higiénico na mochila quando os putos vão para a escola, rebentamos com o carro nos buracos das estradas municipais e vemos associações fundamentais ao tecido social do concelho, como os Bombeiros, agonizar… mas isso não importa nada.

Afinal quem é que precisa de bombeiros, de creches, de desporto para as crianças ou de estradas circuláveis?! Isso são luxos… o que nos faz mesmo falta são linces ibéricos, circuitos pedestres, museus abandonados, teatros fechados e os respectivos “técnicos superiores” que coordenam toda esta parafernália sem a qual seríamos apenas um concelho subdesenvolvido… como as Caldas da Rainha.

Desejo um bom natal a todos os silvenses e rezo, embora sem grande esperança, para que o ano 2012 não nos coloque na posição de ter que traduzir o livro “best-seller” da Grécia.

 

In. Jornal Terra Ruiva - Dezembro de 2011

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