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Os gémeos

20.03.13

Uma vez que o este mês o meu texto não chegou a tempo à redacção do Terra Ruiva, aqui vos deixo a crónica e o cartoon:


Começo por fazer uma declaração de interesses: pertenço ao grupo de fundadores do MMS – Movimento Mais Silves. Não quero que me acusem de ser como a “outra senhora”, que desempenhava à vez, e consoante melhor lhe convinha, o papel de candidata e de Delegada de Saúde. Não será novidade para muitos, mas faço questão de deixar claro para todos.

Pressupondo-se que um artigo de opinião deve reflectir a opinião de quem o escreve, coisa que não é tão redundante assim (nos tempos que correm há quem escreva artigos de opinião que reflectem a opinião de quem paga), parece-me meu dever explicar porque considero este Movimento um importante passo na mudança que tarda em chegar ao nosso concelho. Começando justamente por dizer que a minha envolvência neste projecto se deve à falta de alternativas, ou, sendo mais directo, às fracas alternativas que se vislumbram para Silves.

Estamos a 6 meses das autárquicas. Estamos a 6 meses de ter que escolher entre os “gémeos” que PSD e PS apresentarão a eleições. E digo gémeos porque, tal como os bebés, tiveram a mesma “mãe política” e “alimentaram-se da mesma tetina”, embora um seja destro e outro alegue ser “canhoto”. Aos meus olhos, estes dois, representam claramente aquilo que não convêm a Silves. Um será a “garantia” da protecção de interesses instalados, o outro a “garantia” da transferência desses interesses sem nenhuma vantagem evidente para a comunidade. Os dois serão claramente candidatos por razões que nada têm a ver com Silves, mas antes com a sua ambição política e, quiçá, com o sonho de administrar uma empresa pública… ou “privada em regime de monopólio”.

Algo vai mal na lógica partidária quando a convicção na vitória de um candidato parte de pressupostos como a “visibilidade e protagonismo” que uma catástrofe natural lhe trouxe; ou como a penalização eleitoral esperada para o candidato adversário, que representa o partido do Governo. Algo vai mal na lógica partidária quando um candidato é escolhido por uma só pessoa e o outro se escolhe a si próprio. Algo vai mal na lógica partidária quando, ao abrigo do código protocolar interno, os seus militantes apoiam com o mesmo entusiasmo e convicção um “Sá Carneiro” ou o “Pato Donald”, sem questionar, sem raciocinar.

José Miguel Júdice fez as contas e disse há tempos que “o número de militantes que elege os representantes sujeitos a sufrágio é praticamente igual ao número de eleitos em eleições autárquicas pelos partidos”, coisa que diz muito sobre o sistema político que temos. Fazer parte de um partido garante um cargo político, por mais modesto que seja, mas nem assim as pessoas parecem estar dispostas a filiar-se e a debater política. Pelo contrário, o alheamento é cada vez maior, a confiança nos partidos é cada vez menor e eu, enquanto cidadão, não fujo à regra. Não é aceitável colocar o ónus desta situação nas pessoas, se a política não as consegue atrair a falha tem que ser dos políticos.

Pessoalmente não acredito que a ideologia política vencedora numa autarquia tenha relação com o modelo de desenvolvimento que será seguido. O modelo a seguir é definido pelo projecto que se candidata a eleições. Não compete a uma autarquia legislar, supervisionar ou fazer cumprir orientações e leis. Compete-lhe sim gerir o território e os recursos da forma mais eficiente e a prova disso é que duas autarquias geridas há 16 anos pelos mesmos partidos, como são Silves e as Caldas da Rainha, estão nos antípodas da eficiência autárquica.

Faltará falar do papel da CDU e do BE no processo eleitoral que se aproxima. A primeira tem um histórico de responsabilidade e gestão acertada neste concelho, mas continua a faltar-lhe, na minha opinião, o pragmatismo necessário para poder ser encarada como uma forte alternativa. O segundo não tem capital humano nem força para poder ser sequer essa alternativa. A entrada do MMS neste cenário terá o mérito de transformar a tradicional luta a 2 numa mais acesa luta a 4, onde se incluirá a CDU, com evidentes vantagens para todos os silvenses. Só por isso o MMS já merece o meu apoio. 

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Tenho sempre alguma dificuldade em “engolir” uma certa esquerda… aquela esquerda que se esgota na ideologia, sem pingo de realidade, e que muitas vezes me parece mais falsa do que a religião. Respeito as pessoas, até gosto de muitas delas e da sua nobreza de espírito… mas era bom que parassem para pensar a ver se chegam à conclusão lógica: se querem ser levados a sério, têm que começar a falar de coisas que façam sentido.

 

Eu dou-vos um exemplo: Dizia-me “fulano”, há tempos, que “era inaceitável a CMS ter dobrado o número de funcionários durante os mandatos de Isabel Soares, que – palavras do fulano – enquanto o orçamento fosse canalizado para custos com pessoal o concelho não haveria de avançar”. Concordando com tudo o que dissera, sugeri que seria acertado dispensar aquelas pessoas que estão na CMS por razões que a própria razão desconhece… a conversa prosseguiu…

Dias depois, uma terceira pessoa disse-me que “fulano” estava indignadíssimo comigo e colocaria em causa todo o movimento cívico de que faço parte porque “não pactuaria com políticas de direita que visam destruir emprego.” Ora m****!!! Como querem ser levados a sério assim?!

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2M: Portimão

02.03.13

Estive hoje à tarde em Portimão, na Manifestação do Movimento “Que se Lixe a Troika” e senti que desta vez o ambiente foi diferente. Comparada com a anterior, a 15 de Setembro, esta seguramente envolveu mais gente, facto bem visível no Algarve… mas sentia-se no ar uma “politização” desconfortável.

Talvez pelo aproximar das autárquicas, talvez porque seja cada vez mais evidente a fragilidade deste Governo, talvez porque a alguns já “cheire” a poder… o certo é que alguns “figurões” da política local “prestaram-se” a ir para junto do povo clamar por mudança. No fundo eram “perus numa manifestação contra o fim do Natal”.

O balanço é no entanto positivo. Sente-se que os portugueses estão a perder o medo, sente-se que grandes mudanças espreitam… sente-se que cada manifestação que passa é mais um passo em direcção a um novo paradigma. 

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Não conheço a autora da carta, mas concordo plenamente com ela. A mim as caravanas sem controlo incomodam-me, tal como a discriminação de que qualquer silvense seria alvo se quisesse fazer coisa parecida. Para mim o concelho deve ser óptimo para quem lá vive antes de ser bom para quem o visita. Texto original publicado no Jornal O Barlavento.


 

«Parques de caravanas gratuito em Silves (só para estrangeiros) ou bairro da lata de luxo»
 
Foto
d.r. Ver Fotos »
Autocaravanas
 

Carta ao diretor Exmos Senhores Agora que a cidade de Silves ficou famosa pela célebre visita de um tornado, cujo abençoado vento trouxe uns milhões de euros à Câmara, como uma lufada de ar fresco num tórrido dia de Sol do nosso Verão algarvio, quando tiverem tempo, visitem os Parques de Caravanas de Silves, porque vale realmente a pena.

TEMAS: Cartas ao diretor

Um deles até apareceu na televisão (não sei em que canal porque raramente vejo Tv), via-se uma caravana muito mal tratada pelo vento e um estrangeiro com uma ligadura na cabeça a queixar-se da sua desventura. Coitado!

Os dois parques são totalmente gratuitos, podendo os visitantes permanecer até um ano no mesmo estacionamento. Cada caravana tem direito ao espaço envolvente da mesma. Onde se podem ter mesa e cadeiras, estendal, parqueamento para bicicletas ou motorizadas, painel solar, espaço para o cão e tudo o mais que necessitar. Onde despeja o lixo é indiferente, onde se abastece de água também não importa e onde se despejam as latrinas também só Deus sabe. Mas tudo isto é GRATUITO. 

Silves oferece o Sol, o Espaço e o acolhimento caloroso dos seus habitantes. Tudo o que um estrangeiro munido de caravana tem de fazer é escolher entre a Vista Rio e a Vista Castelo. Depois é só abancar e deixar-se estar... uma semana ou um ano, o que interessa? É de borla!!!

Em Lisboa, ao pé do rio é proibido estacionar caravanas, tem um sinal e vem logo a polícia. Em Silves pode-se viver! E no concelho de Silves há um Parque de Caravanas legal, em Armação de Pêra, só que tem as infraestruturas todas e é pago. Eu não sou dona do Parque legal nem conheço o dono, acredito que tem despesas e paga pelo espaço de que dispõe. O que me choca é que se um habitante de Silves, ou vários, quisessem viver em caravanas em Silves ou na terra dos que aqui habitam nelas, isso não seria permitido, porque é ilegal. Além de ser ilegal, é assim que o concelho de Silves contribui para que o Turismo no Algarve seja lucrativo? As duas centenas de caravanistas fazem despesa, vão ao Continente às compras. E o dono do Continente agradece mas o senhor não tem nada a ver com Silves.

E o mais engraçado é que os caravanistas estão num jardim à beira-rio, com bancos para os habitantes de Silves, mas se os habitantes não tiverem o bom aspeto que os estrangeiros exigem, chamam a Guarda e as pessoas são convidadas a afastar-se porque em primeiro lugar vem o bem-estar dos caravanistas ilegais.
Onde é que está o Paraíso do caravanista? Em Silves! GRÁTIS.

Melhores cumprimentos
Ana Féria

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