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Voltei de férias (as primeiras na qualidade de papá e como tal as mais cansativas de sempre e ao mesmo tempo as melhores)  e ainda não sei se o Terra Ruiva deste mês já saiu. Em todo o caso julgo que a Paula Bravo não se vai aborrecer por postar já o artigo de Junho.

 

VELHOS… PESADELOS… COM ESTÁDIOS

“Velhos” - Uma das características de qualquer organização militar que se preze é a disciplina rigorosa que é necessário adoptar para que tudo funcione na perfeição. Essa disciplina, como tudo na vida, trás coisas muito boas e coisas, passe a expressão, “do arco da velha”. Uma dessas coisas esquisitas é o facto de os militares se limitarem a cumprir ordens sem poderem perguntar o porquê de determinadas tarefas ou objectivos. Há tempos descobriu-se que um dos procedimentos ensinados pelo exército americano, no manuseamento de morteiros, envolvia 2 homens porque um teria que segurar no cavalo e acalmá-lo após o “estoiro” provocado pelo lançamento do engenho. O problema é que há mais de 60 anos que o exército americano não utiliza cavalos neste ramo das forças armadas e ninguém nunca ousou perguntar “porque raio” teriam que estar 2 homens a fazer aquela tarefa. Ordens são ordens, e ponto.

 

O sistema autárquico português segue na mesma linha. Apesar do actual modelo “só ter” 30 anos, penso que já há demasiados procedimentos enraizados de forma tal que a maioria das pessoas julga tratarem-se, não de ordens, mas de imposições do próprio sistema e da Constituição Portuguesa. Seria talvez tempo de abandonar a veia militarista, começar a fazer perguntas pertinentes, a por em causa certos procedimentos e a pensar naquilo que andamos a fazer de mal.

 

É recorrente dizer-se que os cidadãos não cumprem o seu dever cívico de votar e que isso se deve ao baixo interesse que os políticos e os partidos despertam na opinião pública. É um facto que assim é. Mas porque razão isso acontece? Não será porque sistematicamente nós pedem para votar num partido quando deveríamos ser chamados a votar num projecto de desenvolvimento da nossa região?

 

Os partidos são importantes aglutinadores de pessoas e funcionam como orientadores na vida autárquica. Devem assumir os projectos que defendem e levá-los a sufrágio. O que se passa em Silves – e em muitos outros lados – é que grande parte dos responsáveis partidários entende que o que vai a sufrágio é o partido. Assim se explica que, ano após ano, as eleições autárquicas arrastem para a cena política os “discípulos partidários” e deixem a grande maioria da população indiferente.

 

Que me perdoem a expressão mas há “velhos” – e não falo de idade biológica -  a mais na cena politica silvense e, já se sabe, os “velhos” por sua vontade não se levantam da cadeira… ficam sentados até cair ou até que alguém os empurre para o chão.

 

Pesadelos - Ainda hoje tenho pesadelos com Isabel Soares e Mendes Bota a “escrafunchar” no lodo do Arade de T-Shirt branca e “pazinha” de praia. Marcou-me aquela imagem. Pela sua carga demagógica e hipócrita, mas também pelo ridículo de toda a cena.

 

Segundo o comunicado que foi distribuído à imprensa a ideia era “provocar” José Sócrates pelo “incumprimento” da promessa de desassorear o Arade. Numa altura em que a Câmara era alvo das mais variadas investigações e a sua presidente passava por uma exposição pública pouco abonatória, temos que concordar que foi inteligente em “desviar” a atenção dos munícipes e dos média com a “encenação dos baldes e das pazinhas”. O que talvez a senhora presidente não tivesse previsto era que a sua ideia pudesse ser usada contra si!

 

Imagine, caro leitor, que os messinenses decidiam agarrar na “pazinha de praia” e nuns quilos de plasticina para “simular” que construíam o Jardim Municipal?! Ou então que saíam para a rua munidos de peças da “Lego” e desatavam a “simular” que estavam construir um acesso digno à Estação dos Comboios ou um terminal rodoviário?! Apenas para “provocar”, claro!

 

E os “serrenhos”?! Imagine que pegavam em cola branca e serradura e fingiam reparar as pontes da freguesia! Havia de ser giro…

 

 

Estádio - Li com toda a atenção o artigo do Dr. Francisco Martins acerca dos meandros do futebol e quando ele fala na necessidade de o Messinense vir a ter um campo de treinos ocorre-me que, quem sabe, se abre aqui uma derradeira oportunidade de dinamizar a vila.

 

Porque não tentar encontrar uma solução que permitisse a venda dos actuais terrenos do Estádio Municipal para construção obtendo dessa forma as verbas necessárias para adquirir um terreno que permitisse construir um complexo desportivo?! Campo principal, campos de treino, pista de atletismo e, quiçá, espaços para a prática de Basket, Andebol e outros desportos? Tanto quanto sei o maior investimento no actual estádio foi a relva sintética que pode ser aproveitada, pelo menos parcialmente.

 

No actual local do estádio nasceria, além do tal projecto imobiliário necessário para viabilizar tudo isto, uma Avenida a sério que ligasse Messines nascente e Messines poente e que possibilitasse aos idosos do Lar e às crianças do Jardim de Infância e da Casa do Povo visitar o “futuro” Jardim Municipal sem grandes problemas.

 

Vamos sonhar, porque o sonho comanda a vida e permite-nos saber que decisões tomar para poder alcançá-lo.

In: Terra Ruiva - Junho de 2007

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