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Esta história da linha de “muito alta tensão” de Vale Fuzeiros tem-me posto a pensar sobre a realidade da freguesia de Messines e, porque não, do próprio concelho de Silves. Quem ontem ligou a televisão e viu a “manifestação” à porta da REN ficou com a sensação de que o concelho de Silves se situa algures em Trás dos Montes, encravado entre quilómetros e quilómetros de coisa nenhuma.

 

Somos um concelho de gente mesquinha, egoísta e medrosa (não merdosa, mas quase). Basta dizer que estavam na manifestação apenas os “muito directamente” afectados. É bom não esquecer que metade daquelas pessoas eram de São Marcos, no concelho da Sintra, e estavam lá pela mesma razão… a “muito alta tensão”.

 

Nesta, como em todas as outras questões, as pessoas de Messines só participam quando lhes “dói no coiro”. Quando a “fava” sai aos outros ficam tranquilamente nos cafés a especular e maldizer. Todos temos os nossos pontos fracos e Messines explora-os até à exaustão. Existem obviamente excepções, mas são apenas para confirmar a regra.

 

Desta vez nem podem usar a esfarrapada desculpa de que não foram porque tinham medo de represálias por parte da “Rainha Santa Isabel”. Por muitos defeitos que possa ter não há-de ser estúpida a esse ponto. Não quer isso dizer que a “monarca” não tenha aproveitado a oportunidade de aparecer na televisão a “carpir” a triste sina dos manifestantes e a deixar claro, perante o país e o mundo, que há 15 dias não dorme a pensar numa solução para o problema (pelo menos aspecto disso tem).

 

Falta solidariedade nesta freguesia. Faltam causas comuns e vontade de fazer alguma coisa pelo futuro dos nossos filhos. Na verdade não podemos acusar os políticos de todo o mal do mundo e nesta questão é evidente que a esmagadora maioria dos Messinenses está-se “cagando” para o problema de Vale Fuzeiros. Neste momento é muito mais importante “especular” sobre de onde virá o dinheiro que pagou a casa de X ou o carro de Y.

 

Bem pode o Zé Vitor organizar exposições… Bem pode a Paula Bravo expor os assuntos que realmente importam… Bem pode o Zé Piasca abdicar de uns bons anos de vida em favor dos putos da vila… Bem pode o Francisco Martins dormir 4 horas por noite em favor de mil causas… Desempenham papeis importantes e fazem-no com gosto e convicção, mas também eles devem questionar-se vezes sem conta se valerá a pena! Quem sabe se não se lembrarão deles quando uma linha de “mais que altíssima tensão” passar mesmo pelo meio do vale onde “floresceu” a vila.

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