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As frequentes idas e vindas a Lisboa nos últimos tempos levaram-me a pensar sobre um tema a que não dava muita atenção… a evolução automóvel.
 
Em 1980 o meu pai tinha um Datsun a gasolina com mudanças junto ao volante. Eram 1.1oo cm² que davam para, numa boa descida, chegar aos 110 km/h. A coisa mais parecida com tecnologia que havia a bordo era o isqueiro.
 
Hoje, em 2007, tenho um Peugeot 407 SW com 2.ooo cm² e 136 cv que facilmente chega aos 200 km/h. Tem airbags, direcção assistida, luzes e limpa-para-brisas automáticos, ABS e um interminável número de siglas e extras que só um fanático sabe o que querem dizer e para que servem.
 
Em boa verdade não podemos comparar os dois automóveis, a não ser no limite de velocidade. 120 km/h nas auto-estradas é dos poucos denominadores comuns que me recordo. É certo que a “auto-estrada” para Lisboa começava em Palmela… mas naquele bocadinho o meu pai tentava chegar aos 120 km/h usando toda a potência da máquina e alguns truques…
 
Hoje a auto-estrada começa em Messines e o grande problema é “obrigar” o carro a não passar dos 120 km/h. O “cruise-control” ajuda mas depressa nos sentimos uns idiotas a andar em 4ª num carro com 6 mudanças.
 

Hoje mesmo vim desde Setúbal até Castro Verde atrás de um carro da GNR (territorial) em velocidades que variavam entre os 140 km/h e os 180 km/h. Eu e mais uma dúzia, porque ninguém teve coragem de passar o dito carro verde e julgo que todos agradecemos ao bom senso daqueles agentes que não nos obrigaram a ir a 120 km/h na A2 por mais de 100 Km. É uma estupidez este limite de velocidade em 90% da nossa rede de auto-estradas e é triste ver que os responsáveis pelo país estão mais preocupados em controlar um BMW a 150 Km/h na auto-estrada do que em solucionar o problema de cruzamentos como o de Messines, que já fez 12 mortos, e centenas de outros por esse Portugal fora. Um dia hão-de acordar para a realidade… até lá preferem não ver.

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4 comentários

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De fly a 17.12.2007 às 22:59

Mas tu achas que querem efectivamente acabar com a sinistralidade nas estradas?

Se assim fosse já à muitos anos que tinham feito uma lei para obrigar todos os automobilistas, sem excepção, a andarem de médios ligados fosse de dia ou de noite.

Se tu reparares a maioria dos acidentes frontais são com veiculos de cores escuras, e isto porquê? Porque estas cores confundem-se com o alcatrão e se andassem todos de médios ligados tornavam-se mais visiveis para o outro.
E tu achas que eles não sabem disto? Claro que sabem, só que não interessa muito acabar com os acidentes e com as mortes, é melhor para a corja que nos (des)governa imputar as culpas nos automobilistas, na falta de civismo dos portugueses e sacarem milhares de euros em multas e repressão do que resolverem os problemas de uma forma muito simples.

Não digo que com esta medida acabessem todos os acidentes, mas acredito que reduziria em muito grande parte dos choques frontais.

abraço
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De Anónimo a 19.12.2007 às 22:04

Boa noite.
Queria salientar a coragem e força de vontade, que tenho encontrado neste blog, para alertar sobre os perigos que o concelho atravessa.
Só com a união de esforços podemos alterar o quotidiano do concelho.
Não desista.

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De Ailéh a 20.12.2007 às 12:41

paulo,
vai ao dar de vaia.
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De JN a 20.12.2007 às 17:05

E a falta de cumprimento pelo limite de velocidade não tem nada a ver com esses acidentes no cruzamento de Messines?

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