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Turistas - “Foi porreiro, pá!” – disse um armacenense para outro depois de assistir, no terraço de um prédio, ao fogo-de-artifício em “stereo” com que a autarquia silvense presenteou a sua vila “jóia da coroa” no último “reveillon”. Abençoada Câmara (e isto vale para todos os que lá estiveram) que deixou construir prédios altos o suficiente para que os habitantes pudessem assistir, em simultâneo, aos fogos de Albufeira e de Portimão, criando assim o efeito “stereo” que já referi. Podemos ainda acrescentar um “sub-woffer” materializado nos tiros de caçadeira que vinham da serra de Monchique. Tudo previsto pela sempre atenta presidente de Câmara de Silves.

Deixando de lado as brincadeiras, mas continuando no campo do ridículo, importa perceber porque razão Armação de Pêra não tem um programa de fim de ano à semelhança de todos os outros destinos turísticos do Algarve. Ainda tenho fresca na memória uma entrevista da senhora presidente que apontava o turismo como o grande “motor de desenvolvimento” do concelho para os próximos anos e prometia investimentos da autarquia na captação de turistas. Não fossem os investimentos privados, verdadeiras ilhas num oceano de erros e lapsos, e Silves seria hoje a antítese do Algarve que temos em redor.

 

Políticos – Se há coisa que me irrita são aqueles políticos que fazem questão de manter boas relações com todos os seus adversários, nem que para isso tenham que atraiçoar os seus amigos e apoiantes. Dizia Frederico II da Prússia, um dos maiores estrategas militares de sempre, que “os cobardes atacam mais depressa um amigo do que um inimigo” e Voltaire completa o raciocínio quando afirma que “É preferível não ter amigos do que não ter inimigos. Porque, quem não tem inimigos, não tem talento que faça sombra, carácter que impressione, coragem para que o temam, honra contra qual murmurem, bens que lhe cobicem, coisa alguma que invejem.”

Isto a propósito de alguns autarcas do nosso concelho que continuam a achar que o importante é “prestar vassalagem “ à Câmara Municipal para garantir umas “migalhas de pão” e uns convites para as “festarolas”. Esquecem-se que se os eleitores quisessem “boas relações” entre as juntas e a câmara o PSD tinha ganho em todas as freguesias.

 

Anfíbios – Parece que pelo menos uma das “bandeiras” eleitorais de Isabel Soares vai ser cumprida: o Arade vai voltar a ser “navegável” até Silves ainda este ano. Falta apenas dizer que tamanha proeza em nada se deve ao Governo ou à Câmara Municipal de Silves. Deve-se apenas e só à imaginação do homem e a um invento dai decorrente chamado “veículo anfíbio”. Para quem não sabe um veículo anfíbio circula na água e em terra com a mesma facilidade e resulta da aplicação civil de uma tecnologia militar.

Parece que já estou a ver a baixa ribeirinha de Silves toda “engalanada”, à espera do “barco” que vem de Portimão “carregadinho” de turistas, na viagem inaugural e a presidente da Câmara com um eloquente discurso sobre os ofícios e diligências que fez para tornar possível tamanho acontecimento. E assim vai o nosso concelho quando já estamos em 2008…

In."Jornal Terra Ruiva" - Janeiro de 2008

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