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Ando a ler um livro sobre a vida de D. Afonso Henriques e devo confessar que é arrepiante “sentir” o nascer de uma nação. Afonso Henriques foi provavelmente o primeiro “militarista” português. Naqueles tempos essa era condição essencial para o sucesso.

 
Acontece que os tempos mudaram e nas sociedades de hoje o lugar dos “militaristas” é no quartel, ou pelo menos deveria ser. Cito-vos 3 casos – 2 comprovados e um palpite – que comprovam a minha teoria que os militares não fazem falta em tempo de paz:
 
- As massagens nas praias algarvias. Passo a citar Reis Ágoas (este nome cheira a mariquice de novo rico que não quis ser Águas), capitão-de-mar-e-guerra e Comandante da Autoridade Marítima do Sul: “Toda a gente sabe como é que começa uma massagem e ninguém sabe como é que ela acaba.” É verdade, em pleno século XXI temos um “cromo” destes a mandar nas nossas praias e, mais grave, na nossa costa. Este senhor proibiu as massagens nas praias do Algarve com o único argumento que tinha: o moralismo levado ao extremo. Este é apenas um dos exemplos das proibições e politicas do homem… mas muitos outros existem.
 
- A “caça à multa da GNR-BT. A atitude dos homens da GNR-BT face aos cidadãos é a mesma de um soldado americano face a um “taliban”, estão orientados para isso. Até as tácticas são parecidas: as “emboscadas” em que o tanque é substituído pelo radar, os cercos em que as metralhadoras são substituídas pelos alcoolímetros, etc… Só mesmo um militar conseguiria incutir nos seus homens – também eles militares – que “somos” o inimigo, nós os cidadãos. Noutros países, onde as forças da ordem são dirigidas por civis, os cidadãos são quem interessa proteger e as ditas brigadas estão onde podem ser vistas e onde a sua presença pode prevenir acidentes… por cá encontramo-los nas rectas intermináveis e nas rotundas, à espera dos incautos.
 
- O “espaço aéreo de Cavaco Silva”. Só um militar poderia ter uma ideia destas. Confesso que ando com o Cavaco “atravessado” mas não estou a vê-lo com estas atitudes. Isto é obra de um militar de carreira, de alta patente. Cancelar um Festival Aéreo que duraria 4 horas e que atrairia milhares de turistas para um fim-de-semana diferente em nome das férias do presidente é obra de “peixe graúdo”. Se fosse um civil a mandar optaria por pedir a Cavaco Silva que fosse a Lisboa abrir a correspondência e com esse pequeno gesto salvaria o fim-de-semana que tanto tempo levou a organizar e tanta expectativa estava a criar. Já foi demais obrigar todos os aviões das empresas de publicidade a contornar o espaço aéreo da “vivenda Cavaco”, esta do Festival Aéreo só lembraria a um militar de carreira. Ainda pergunto: quem estaria interessado em atacar Cavaco Silva??!! Certo é que já muitos defendem que Cavaco deveria comprar casa de férias em Marraqueche... assim não tinhamos que levar com ele 12 meses por ano. Acrescento, à posteriori, que o bom senso imperou e o Festival Aéreo de Albufeira vai mesmo realizar-se... por certo algum civíl resolveu tomar a atitude correcta. (13/08)
 
É por estas e por outras que sou dos que acha que o lugar dos militares em tempo de paz é no quartel…

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