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Viva o "Tó"...

16.10.08

Há uns tempos atrás o meu amigo “Tó” – e “Tó” é nome fictício porque o verdadeiro nome dele é José Manuel - chega a casa depois de uma noite de copos e depara-se com dois “artistas”, munidos de latas de tinta e gorros de bandido, a fazer “graffities” na parede exterior da casa dos seus pais. De imediato o “Tó” grita: “O que é que estás a fazer palhaço?!”

 
Um dos “artistas” pirou-se sem deixar rasto e o outro foi apanhado pelo casaco. A pergunta era obrigatória: “Quem é que te deu autorização para fazeres este trabalho na parede da minha casa?!”. A resposta foi surpreendente: “Ouve lá meu, eu estou a espalhar a minha arte no exterior. Preocupa-te com o interior da parede, o exterior é público!”
 
Se há coisa que eu sempre admirei no “Tó” foi o seu “pragmatismo”. Quase sem pensar fechou a mão e assentou dois belos socos na “fuça do artista”. Antes mesmo que ele dissesse alguma coisa o “Tó” rematou: “E está calado! Preocupa-te com o interior. Eu bati-te no exterior e, como tu próprio dizes, o exterior é público!”
 
Por muito que custe aos “libertinos” deste país a lição do “Tó” foi excelente. Não contem comigo para essa “palhaçada” de, por ser de esquerda, ter que defender fulanos que vandalizam a propriedade pública e privada abrigados na demagogia de que “estamos perante uma nova forma de arte”, “uma arte urbana e contemporânea”. Por mim eram presos, a começar pelos vendedores das tintas.
 
É vergonhoso ver o estado em que está o Algarve, com pontes, autocarros, comboios, garagens, prédios, lojas, moradias, hospitais, esquadras de policia… etc… vandalizados sem que ninguém faça nada. Quem defende esta “estranha forma de arte” deveria colocar um autocolante na parede a dizer “piche aqui”, do género “publicidade aqui não” na versão para apreciadores de “arte urbana”.
 
Estamos a falar de grupos organizados que viajam centenas de quilómetros, noite dentro, em busca dos locais mais visíveis para “pichar” (desculpem lá o termo brasileiro mas adequa-se que nem “ginjas”). Tal como um Rafeiro Alentejano, um Labrador Retrievier ou um mero “vira latas”, estes jovens tem a estranha necessidade de deixar a sua marca. Acontece que os cães fazem a “mijinha” por instinto e depois de uma boa chuvada tudo fica bem, enquanto estes “marginais” deixam nas paredes e veículos um rasto que sai caro a quem, não partilhando a mesma concepção de arte, se vê forçado a ter que pagar para limpar a “porcaria”.
 
Refugiam-se os “graffiters” na estúpida analogia com os homens das cavernas, que desenhavam bisontes e dinossauros nas paredes das grutas como forma de se expressarem e, quiçá, de ultrapassarem as longas noites de inverno. Para eles é instintivo e por eles seria perfeitamente normal que, movido pelo mesmo instinto hominídeo, alguém desatasse a perseguir canídeos, galináceos ou bovinos munido de setas em “talisca” amarradas na ponta de um pau de esteva. O que é curioso é que, regra geral, estes seguidores do Homem-de-Neandertal são jovens que apregoam a defesa dos animais e dos direitos humanos.
 
 
Se há direito humano, que deveria ser consagrado na constituição portuguesa, é o de um cidadão querer manter a sua casa branca, querer viajar num autocarro limpo, querer ser assistido num hospital exemplar ou querer conduzir sem que as pontes e viadutos lhe firam a vista. Chamem-me antiquado, fascista ou insensível às artes… estou-me “borrifando” para isso. O que eu não sou é “parvo” o suficiente para ficar a ver um “bando de putos” delapidarem a propriedade alheia escudados em correntes “Hip-Hop” ou “alegorias das cavernas”.
 
 
Aproveito a onda para deixar o meu protesto duplo na questão do outdoor contra a emigração colocado em Entercampos, bem no centro de Lisboa. Duplo porque é contra o PNR, que insiste em ver nos emigrantes o mal do país quando muito provavelmente o país é o mal dos emigrantes, e contra o “indivíduo” que o mandou retirar apoiado numa teoria muito conveniente para os seus ideais mas que deita por terra o essencial: este é um país livre no qual o PNR e o Bloco de Esquerda deveriam ter os mesmos direitos.
 
 

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3 comentários

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De Flip a 25.03.2009 às 14:51

É assim, depende.
Deves estar a confundir TAGS com Graffiti / Street Art

Isto são tags:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b9/Graffiti_tags_2.JPG

Isto é street art:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b9/Graffiti_tags_2.JPG
http://www.nyctaco.com/wp-content/uploads/2007/12/confederate-north-6th-st.jpg

se sabes a diferença entre isto, tudo bem. Se não sabes, não faças comentários..
A seguir fazes o que, um post contra o skate?
Sem imagem de perfil

De Zé da Burra o Alentejano a 01.06.2009 às 16:30

Há que distinguir entre graffities " de graffities ": Existem autênticas obras de arte que são formas de afirmação que embelezam alguns espaços vazios e monótonos, como muros, tapumes, e até, por vezes, o chão de algumas ruas pedonais; dos autênticos "abortos", apenas fruto de mentes psico-atormentadas que conspurcam paredes monumentos, fachadas de habitações e tudo quanto é espaço plano (ou não) onde consigam colocar o "sinal", como qualquer animal a demarcar o seu território (cão, gato ou outro bicho). Seria melhor que não gastassem tempo e dinheiro a sujar aquilo que nem sequer foram capazes de ajudar a fazer... Deus lhes perdoe a estupidez!
A nossa sociedade de extremos, quando estiver saturada destes últimos, incapaz de fazer a distinção entre uns e outros, deverá punir todos eles por igual forma, pelo menos é assim que se costuma fazer, infelizmente.
Sem imagem de perfil

De Flip a 22.06.2009 às 14:03

Exacto.
Portugal é triste

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