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A flor da esteva

16.03.09

Depois de um início de ano “farrusco” em todos os sentidos eis que temos a primavera à porta e tudo parece diferente. As pessoas andam mais alegres, a paisagem é mais bonita, os próprios ares que respiramos são mais perfumados e frescos, num cruzamento delicioso entre a flor de laranjeira do barrocal e a flor da esteva que vem da serra. Tenho que reconhecer: a nossa freguesia fica maravilhosa nesta época. Evidentemente nunca tão bela como Silves onde, quiçá por força do “microclima”, a primavera tem sido mais intensa. Ou é isso ou a razão para a “capital” do nosso concelho estar tão florida tem a ver com o facto de, nos últimos 10 anos, se investir em Messines 1 euro por cada 100 gastos em Silves.

 
E flores é o que menos há no novo, e ainda não oficialmente aberto, Jardim Municipal de Messines. Está quase pronto e a inauguração haverá de acontecer semanas antes das autárquicas que se avizinham, como convém. O Jardim deu para duas campanhas eleitorais: em 2005 o “outdoor” e os tapumes que lá foram colocados levaram alguns eleitores desatentos a dar o “voto ao bandido”. Volvidos 4 anos o jardim está pronto e, na certa, mais alguns incautos haverão de entender que foi um trabalho “dos diabos” e deixar a “cruzinha” no partido do poder.
 
Na minha modesta opinião o projectista daquele jardim “odeia” Messines e os messinenses. Acho que uma das primeiras medidas que um executivo camarário sério terá que tomar no futuro será “reconstruir” o espaço eliminando as quinas e arestas “afiadas” que proliferam na área. O excesso de “pedra” é a principal característica do jardim e nada tem a ver com o “esboço” que Francisco Vargas Mogo entregou à Câmara juntamente com os quase 5.000 metros de terreno onde a infra-estrutura foi construída (os restantes 1.500 foram cedidos por Hélder Tomé Vieira). Ainda assim, é preciso dizer, o espaço está bem melhor do que estava e agora só falta dar um pouco de decência aos extremos norte e sul, onde eu sugeria que se construísse um terminal rodoviário para substituir aquelas duas “vergonhosas” cabines de chapa.
 
Enquanto esperamos pela inauguração surgem boatos de que o Jardim irá ser baptizado de “Jardim 8 de Março”, em homenagem a João de Deus (essa é a sua data de nascimento) ou às “mulheres portuguesas” (esse é também o dia da mulher). Sem desprimor para o destinatário da homenagem, seja ele qual for, parece-me que o mínimo a pedir seria que fossem ouvidos os messinenses, tentando perceber que nomes sugeriam para o Jardim. Está em marcha na vila um abaixo-assinado que visa persuadir os responsáveis pelo concelho a adoptar para o espaço o nome “Jardim Francisco Vargas Mogo”. Eu próprio sou um dos apoiantes dessa iniciativa, à qual dei destaque no meu blog (http://penedogrande.blogs.sapo.pt) pela primeira vez em 2006 e que agora é retomada reunindo muitos mais apoiantes.
 
Francisco Vargas Mogos dispensa apresentações. Foi o último messinense de fibra que conheci e para descrever melhor quem foi direi apenas que amigos e “inimigos” reconhecem de forma unânime a importância que teve na sociedade messinense. Só um grande homem é lembrado com igual saudade por todos. As razões para o “Jardim Francisco Vargas Mogo” são mais que muitas. A começar pelo facto de esse homem ter sido um dos visionários do referido jardim. Depois, como já aqui disse, porque parte dos terrenos utilizados para a sua construção foram cedidos por ele, sendo que, de forma vergonhosa, a sua família ainda continua a suportar impostos municipais referentes aos terrenos doados. Finalmente porque Francisco Vargas Mogo é um nome transversal a toda a sociedade messinense: Caixa Agrícola, Casa do Povo, Columbófila, UD Messinense, Escola Agrícola, Junta de Freguesia, Bombeiros Voluntários, Messiaco… em todas essas instituições está o dedo desse grande homem. Julgo que é da mais elementar justiça que o abaixo-assinado seja levado a sério e consiga o seu objectivo.
 
Termino com a “rotunda jardim” que nasce no cruzamento Messines – Algoz. Passei por lá recentemente e reparei que algo estava diferente. Como estava a conduzir nem apercebi bem do quê. Voltei a passar dias mais tarde e voltei a ficar com uma sensação estranha, desta vez ocorria-me que a rotunda estava cheia de mato!!! Como podia uma rotunda com apenas alguns meses estar cheia de mato?! Voltei para trás, estacionei na saída para o Algoz e contemplei estupefacto aquele “trabalho”. “Plantaram” estevas na rotunda! Estevas, meus senhores!! Que “raio” de pessoa se lembra de plantar estavas numa rotunda em Messines?! Não estranho a atitude porque este executivo é pródigo em fazer pouco dos messinenses, mas acho que numa rotunda que pode ser considerada a entrada da vila - ainda para mais carregada de simbolismo pelos acontecimentos trágicos que ali se sucederam – as estevas são de muito mau gosto. Sei que as rotundas não estão acabadas, mas a julgar pelo começo vamos ter “mamarracho”.

 

 

In. Jornal "Terra Ruiva" - Março de 2009

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1 comentário

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De Silvia Goncalves a 01.05.2009 às 19:45

Não posso deixar de comentar, realmente é triste como se encontra a rotunda tendo em conta tantas vidas que este local colheu merecia algo com mais dignidade mesmo que fosse a título provisório. Nem sempre vou a Messines mas por acaso passei pela rotunda no dia em que estavam a plantar e pensei: Espero que embelezem a rotunda! Passadas semanas passei lá novamente e estava tudo seco. Eu não sou de esquerda mas cada vez mais esta coligação tem pés e cabeça. Não resido em Messines mas ainda aí vou votar não posso deixar de apoiar quem deseja um futuro melhor para nossa terra. Bem Haja Sílvia

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