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Deixo-vos aqui uma recolha do que foi dito pelos candidatos a propósito da Central de Lamas. Prometo a todos que, já na próxima semana, vou começar a trabalhar para que este assunto tenha o final que deve ter: outras paragens!


Deixo "à posteriori" uma carta enviada pela Junta de Freguesia de Messines à CMS, sobre o mesmo assunto. 


Exmo(s) Senhor(es)
MUNICIPIO DE SILVES
LARGO DO MUNICÍPIO
SILVES
8300-000 SILVES
 
 
 

Sua Referência
Sua Comunicação
Nossa Referência
Data
13768
19/06/2008
405/2008
24-07-2008

 
 

ASSUNTO:
Alteração ao Plano Director Municipal de Silves - Sitio do Escolar em S. B. de Messines Consulta Pública
 

 
 
No âmbito da consulta pública vem esta Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines, informar da posição da autarquia, relativamente ao assunto em epígrafe.
 
1.    A JFSBM considera que embora seja pertinente a existência de uma unidade de tratamento e valorização de lamas provenientes de estações de tratamento de águas residuais, de modo a colmatar lacunas ainda existentes numa área tão sensível como seja a da saúde pública, que implica necessariamente a preservação de boas condições ambientais, deverá a mesma, para além das questões ambientais, sempre presentes e sempre prioritárias, sujeitar-se a uma localização que respeite outros critérios, tendo em conta aspectos quer de proximidade aos centros fornecedores das matérias a tratar, designadamente ETAR’s, quer de custos de exploração, ou outros, devendo essas questões, bem como muitas outras, ficarem salvaguardadas em estudos e análises realizados por entidades competentes e, consubstanciados com critérios valorativos do ponto de vista economicista e de custos-benefícios, para as populações directamente afectadas e/ou intervenientes no processo.
 
2.    Não cabendo a esta Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines, pronunciar-se sobre esses aspectos, resta-nos tão-sómente, chamar a atenção para alguns outros aspectos que possam, de alguma maneira, afectar a população da freguesia, mormente, a população que vive na vizinhança próxima da localização prevista para a instalação da unidade de tratamento de lamas, que se prevê para o Sítio do Escolar.
 
3.    Assim, e no âmbito da nossa competência, chama-se a atenção para o facto de virem a ser salvaguardadas questões, que consideramos como elementares, e que se prendem com os níveis de ruído, emanação de gases para a atmosfera (vulgo cheiros pestilentos ou nauseabundos), contaminação de solos, linhas de água e aquíferos, etc.
 
4.    Embora se destaque, por outro lado, a hipótese ou perspectiva de vir a ser construída uma unidade industrial que poderá criar alguns postos de trabalho directo e, o aproveitamento dos resíduos orgânicos finais, como nutrientes para aplicações na agricultura, interessa, sobretudo, preservar uma zona do território ainda livre de impactes negativos devidos ao desenfreado, especulativo e deficiente ordenamento urbanístico.
 
5.    Por outro lado, embora fora do âmbito desta Junta de Freguesia, considera-se também pertinente o facto de se tratar de uma unidade de recolha e tratamento de lamas provenientes de diversas ETAR’s instaladas, a funcionar e espalhadas pelo território do Algarve, devendo por isso, encontrar-se envolvidos todos os Municípios directamente interessados, resultando daí um projecto inter-municipal que garantisse o investimento previsto e a sustentabilidade económica, o que é totalmente omisso no estudo agora apresentado.
 
6.    Sobre a unidade de tratamento, agora em fase de avaliação ambiental, vem a propósito relembrar outras intervenções da Autarquia de Silves, que tem como exemplos negativos as estações de tratamento de águas residuais do Falacho e de Alcantarilha, não se mostrando a criação desta nova unidade com garantias de funcionamento que eliminem a totalidade dos impactes negativos, tanto mais que a avaliação ambiental, não abarca estudos pormenorizados sobre o processamento de lamas e/ou emanação de poluentes para a atmosfera, entre muitos outros aspectos não contemplados no estudo.
 
7.    Faz-se referência também à chamada de atenção de algumas entidades consultadas, como seja as Águas do Algarve, que se marginaliza deste projecto, informando que desenvolve estudos para uma solução diferente e, alerta para a implantação de medidas que deverão ser tomadas, de forma a evitar a contaminação do aquífero Querença/Silves.
 
8.    Por outro lado, também a CCDR, embora considerando que esta unidade poderá vir a constituir uma mais valia para a região, não deixa, contudo, de chamar a atenção para a ponderação necessária em relação ao aumento previsional do tráfego rodoviário de cargas pesadas, o que acarreta, consequentemente impactes negativos nas vias de acesso envolventes e na poluição do ar atmosférico, quer na proximidade da unidade industrial, quer nos corredores de movimentação dos camiões de transporte das lamas.
 
9.    Convém assinalar também as referências oriundas da Direcção Regional de Agricultura e Pescas, que releva a importância de serem apresentadas outras alternativas de localização de empreendimentos de depuração de lamas, mais distanciados das habitações envolventes, que no caso em estudo, aparecem algumas na vizinhança próxima da unidade a instalar.
 
 
 
Em conclusão;
 
10.Embora não dispondo esta Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines, de informação técnico-científica que possa sustentar uma rejeição da localização agora apresentada (a informação que se
 
encontra disponível no estudo de Avaliação Ambiental, limita-se a indicar factores críticos assinalando (-), (0) e (+) para os critérios de avaliação);
 
11.Não pode, por outro lado, perfilhar uma decisão de acolhimento acrítico a uma unidade de tratamento de lamas que terá forte impacte ambiental na região próxima do seu núcleo habitacional mais importante que é a Vila de S. Bartolomeu de Messines;
 
12.Assim, e perante uma situação de que não podemos tomar decisão abalizada, pelas razões aduzidas, resta-nos aguardar pela divulgação de critérios melhor sustentados, ou delegar a tomada de decisão a entidade melhor apetrechada para esse efeito.
 
O Presidente
 
_________________________
José Vitor das Neves Lourenço

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6 comentários

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De Tonnyy a 09.10.2009 às 15:43

Regime Político – Jamahiriya (Estado de massas): é governado pela população através do poder local, a Líbia é governada pelo único partido do país na legalidade, a União Socialista Árabe. O Congresso Geral do Povo elege o chefe de estado, o “líder revolucionário”, e seu gabinete, o Comité Geral do Povo.

Até pode ser muito bom mas não é o nosso.

Nós por cá temos uma democracia representativa:
PR, AR, CR, TC, TC, ST, SCFA, EME, PS, PSD, CDU, CDS, BE, GC, AM, CM, PEDS, PDM, CMS, DPTING, DGU, DAJ, DECTJ, DSUA, DA, DOMEA, DF, DDJAS, DECTP, CMDFCI, DFCI, DGRF, PNPOT, QREN, RAN, PU, PP, PMOTS, GODET(deve ser minha prima), RJIGT, INE, ENDS, PENT, PROT, MAOTDR, até o XPTO………..... pode experimentar qualquer combinação que existe! E ainda pode acrescentar a algumas um I que dá um instituto. SLB SLB SLB e CGD.

Na Jamahiriya é á borla, é governado pela população.
Nós cá não gostamos de coisas á borla, pagamos isto tudo mas claro o serviço é logo outro!

Lama
s. f.
1. Matérias soltas do solo ensopadas em água.
2. Lodo.
3. Fig. Insulto.
s. m.
4. Espécie de pequeno camelo sem corcova.
5. Sacerdote budista.
6. Infrm. Fig. Homem sem energia.
7. Trás-os-M. Lameiro, prado.
arrastar pela lama: difamar.
salpicar de lama: insultar; manchar.

Começa logo por aqui!
Pagamos uma fortuna a um gajo que não distingue LAMA de MERDA, descobrir o génio no emaranhado é difícil.

Mas descobrimos que afinal a democracia funciona os nossos representantes votaram duas vezes!!! Na câmara e na assembleia.
Cada povo tem o que merece.
Vamos esperar e ver se votamos nos mesmos.
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De Anónimo a 10.10.2009 às 02:02

http://www.youtube.com/watch?v=AVmkvwgPyzQ
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De Antonio Mendes a 10.10.2009 às 11:01

Interessante pá!
Os gajos da alternativa pá! Aqueles k vieram cá a Messines (não votando) nas Legislativas, só pra cumprimentar todas as mesas de voto (a ver se sacavam mais um portagonismozito). Eu sei k foi uma questão de educação, mas há mentes maliciosas k disseram k isto era mais um caso de "asfixia" democrática.. Maldosos, pá!
Até dizem k os métodos são cada vez mais parecidos com os da Zabelinha! Dizem k até o "POR Silves" foi copiado. K a Lizete acrescentou "POR Messines", "POR Algoz" e assim sucessivamente..
Esta "asfixia" e irmandade de oportunismo k a Tia Zabelelinha também utiliza a Extremo Sul (até agora isenta), para fazer uma maratona no o dia de reflexão, permita um discurso da PIS em pleno Jardim das Piscinas.
Não se faz, pá! Só espero k ao menos, os Laranjinhas aproveitem e venham a banhos nas ditas piscinas! Porque dentro de pouco tempo, a água não será a mesma, com as Lamas num sitio de águas fluviais.. não sei se será boa pra tais aventuras!
Dispeço-me, pá! Dizendo k nisso de fazer más línguas, pá, eu ABSTENHO-ME como o PS tem feito em todo o reinado da Zabelinha.
Não levem a mal, pá! Os messinenses já tão fartos de lhes jogarem “areia para a cara”.
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De Nelson Lourenço a 10.10.2009 às 20:30

Infelizmente estes indíviduos que proclamam em alta voz justiça social, desconhecem a existência da expressão "not in my backyard" e se esquecem que a empresa Arnaldo, Lda. contribui com mais emissões de GEE que todo o tráfego automóvel junto afecto à vila. E são estes os senhores que vêm diariamente no seu veículo sozinhos contribuindo para o aumento das suas pegadas ecológicas. Questiono ainda se algum dos candidatos tem acesso a projectos da ALGAR em matéria de compostagem ou até vermicompostagem? Sabem qual a definição dos mesmos e que parâmetros deverão ser monitorizados e com que frequência? Infelizmente andamos a ouvir opiniões de candidatos sem qualquer formação em matéria de sustentabilidade ambiental, uma vez que nem o resumo não técnico deverão ter lido.
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De Paula Bravo a 10.10.2009 às 21:23

Sobre esta questão, acho que há alguma precipitação em recusar a instalação desta central em Messines e anunciares que vais começar a trabalhar para que isto não aconteça.
Primeiro, devíamos começar pelo esclarecimento. Como sabes, o Terra Ruiva tem acompanhado este processo desde o início, graças ao José Vítor, que também fez o favor de me levar ao local. Do que vi, nao estou certa de tantos aspectos negativos, pareceu-me mais preocupante a passagem dos camiões junto à vila e mesmo sobre esses disseram-me depois que há formas de controlar os cheiros.
De forma que penso que temos estado todos a discutir muito uma coisa sobre a qual muito poucos sabem realmente alguma coisa. E há a notar ainda a posição da empresa proponente que depois de uma primeira declaraçao ao Correio da Manhã, fez-se completamente muda e quieta para a comunicação social, percebendo se calhar que quanto menos falasse mais se protegeria.
Se estiveres disposto, proponho uma coisa diferente: organizarmos uma sessão de esclarecimento, com os documentos disponíveis ( que são alguns) e com técnicos que nos possam realmente esclarecer e depois logo vemos.
É que a história deste concelho está cheia de projectos falhados por falta de informação e já aqui nos comentarios alguém lembrava com razão a questão do aterro sanitário, que o presidente José Viola não quis aceitar em Silves e que Portimão recebeu com inúmeras contrapartidas e colocou a escassos metros da extrema com o concelho de Silves. Ou o caso da prisão em Messines, que quando surgiu o projecto o mesmo presidente José Viola foi injuriado de todas as formas e feitios por ter dado um parecer favorável, e agora todos dizem que estão de acordo e que será muito bom para o desenvolvimento da freguesia. É pena que digam isso só agora, quando até se sabe que o governo se prepara para ir, afinal, procurar outros terrenos, como poderão ler na próxima edição do Terra Ruiva.
Messines precisa de criar emprego, precisa de desenvolvimento e não é preciso ser bruxo para adivinhar que nada de muito bom se perspectiva a partir do poder dominante. Por isso, acho que devíamos reflectir, pedir informação, ir visitar o local, e depois decidirmos.
Ah, e não te esqueças do meu convite, para a dita sessão.... E se mais alguém quiser colaborar, por favor, contacte-me.
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De Antonio Mendes a 10.10.2009 às 23:43

Paula, agora deixando a crónicas de “escárnio e maldizer”, devo dizer que eu já tinha referido k a próxima grande luta dos Messinenses vai ser essa. Temos k ter consciência ecológica para não estragarmos o futuro dos nossos filhos, e ponto final. Por todo o mundo, podemos observar a “retaliação da Natureza” ao homem que tento e de toda a forma a tem desconsiderado. Basta ler outros media que não os nossos inócuos canais televisivos.
Tenho só duas notas perante as tuas afirmações aqui proferidas.
Primeiro, existe uma grande diferença entre uma estação nos limites do concelho de Silves e numa zona de escassez populacional, e outra que processa lixos potencialmente mais danosos, localizada a 1,5 da nossa vila, numa perspectiva de facilitismo à empresa concessionária (e ainda mais quando temos tantos terrenos que sobra e que não são potencialmente danosos na 2ª maior freguesia do país). E, numa zona rica em cursos fluviais! A diferença é tão grande, como o dia da noite!
Segundo, entendes a tua posição receptiva mediante estudo, como a mais ponderada. Enquanto, a experiência deste tipo de casos, as populações que a enfrentaram com 2 pés atrás, não só ganharam mais vantagens na mediação como preveniram “agressões” por inacção, como o facto da empresa ter logo começado a trabalhar o terreno, após a alteração do PDM. Como jornalista que és, não achas que coisas feitas à socapa, tem rabo de gato escondido?
Quem me dera k todos, tenho assistido o documentário a horas tardias na SIC radical há umas semanas atrás.
Tratava-se de jornalismo de investigação, sobre a maior empresa de tratamento de carnes de porco dos EUA. Foi expulsa do seu próprio Estado, por práticas industrias altamente danosas para o ambiente. Não fez mais nada, pagou a multa, e apostou nas fabricas abandonadas da Polónia. Apostando neste país como porta de entrada para a distribuição de carne na União Europeia. Foi recebida com todas as facilidades pelo estado polaco, e como grande via de progresso pelas populações das áreas abrangidas pelo investimento.
Tão enganados k eles estavam! Passados apenas 8 anos, as práticas destrutivas da tal empresa aumentaram acoberto das falhas ambientais da lei polaca. Os pequenos suinicultores foram arrumados a um canto, a saúde das pessoas anda afectada, e grande número de lagos foram arrasados. Tudo em nome da expectativa de progresso. E por essa boa-fé das pessoas, ter sido traduzida como "parolismo" pela multinacional.
Portanto bem de Messines e dos nossos, sempre de pé atrás..
Após estes reparos, devo dizer k se precisares da minha ajuda, podes contar comigo.
Cumprimentos.

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