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Em lume brando

15.01.10

 

2009 ficou para trás como o ano da crise generalizada no nosso país. Um ano maldito que deixou o país a braços com uma das maiores taxas de desemprego de que há memória e fez o défice disparar para valores impensáveis. A esta distância não resisto a dizer que, se não fosse a tão criticada “obsessão” pelo défice que o primeiro governo de Sócrates revelou, hoje estaríamos pior que a Grécia.
Daniel Bessa, um dos maiores Economistas deste país, apresentou recentemente um exercício curioso que pretende demonstrar o “atoleiro” em que estamos. Para repor o défice público em valores aceitáveis estima-se que tenha que haver uma redução da dívida pública anual na ordem dos 10.000.000.000 Euros (são dez mil milhões de euros, meus amigos). Ora para isso acontecer existem várias soluções, que terão que acontecer combinadas, e que requerem coragem e determinação política.
Para se ter uma ideia do que significa esta redução Daniel Bessa exemplifica com o que seria necessário fazer caso se optasse por uma solução apenas: Subir a taxa de IVA para 35% (e as restantes proporcionalmente), subir a taxa máxima de IRS para 87% (e todas as outras proporcionalmente), baixar os salários da função pública em 47% ou privatizar 35% de todos os serviços públicos! Todas são hipóteses que, isoladamente, resolveriam o problema e todas elas são impensáveis. Mesmo uma combinação das 4 será praticamente impossível de realizar por um governo sem maioria absoluta. É em cima deste “barril de pólvora” que estamos todos sentados a fingir que os tipos da televisão e dos jornais são uns exagerados e que tudo há-de passar sem que seja preciso “lágrimas e sangue”.
Sabemos que o espectro político nacional não deixará que o Governo PS faça nada do que é necessário para repor as coisas na ordem, pelo contrário já vimos que têm feito de tudo para boicotar as acções de consolidação orçamental do Governo. Na realidade o PSD anda preocupado em garantir que, quando for governo, serão os “seus amigos” a construir as auto-estradas, o TGV, o novo aeroporto e tudo o mais que agora contesta. O PCP tem como preocupação não perder expressão e utiliza a táctica do Bloco de Esquerda, que já se provou eficaz: diz-se que se baixam os impostos todos, sobem-se as pensões, aumenta-se o período de benefício do subsídio de desemprego e proíbe-se as empresas de despedir pessoas e para os “tolos” basta! Temos ainda os sindicatos (principalmente da função pública) que lutam por aumentos quando deveriam estar a lutar por garantir que daqui a 5 anos as pessoas ainda tem emprego…
A juntar a isto tudo temos um primeiro-ministro demasiado desgastado, por tantos casos na praça pública, e uma equipa de ministros escolhida a pensar em não fazer ondas quando era preciso um maremoto! Espero que o futuro nos reserve apenas a queda deste governo e que ainda seja possível remediar as coisas, mas temo que nos esteja a acontecer o mesmo que acontece a uma rã dentro da panela. Lentamente a água vai aquecendo e a rã vai-se habituando à temperatura e ficando na panela até ser tarde demais. Esta situação do país está a “cozer-nos” em lume brando… é preciso fazer qualquer coisa.
Termino com uma citação: “Quando os factos mudam eu mudo de opinião. E o senhor, faz o quê?” – Jonh Keynes

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3 comentários

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De Helia Coelho a 15.01.2010 às 12:59

Pior será quando nos sentirmos colados ao fundo do tacho... que faremos aí, Paulo?
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De lb a 15.01.2010 às 23:12

hoje em dia, os economistas, principalmente os bessas que por aí andam, são tão ou menos fiáveis que o professor bambo.
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De manuelfernandes9 a 16.01.2010 às 01:35

Crise...Qual crise!
As taxas de juro baixaram!
Sonhe mais alto!

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