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À DERIVA...

24.02.10

 

No fundo, no fundo não deve haver um único português que acredite no que disse Sócrates antes de ontem na SIC. Mesmo os “seguidistas”, os que tentam salvar o “tacho” e os “fundamentalistas” do PS sabem, no seu íntimo, que não há coincidências… Ora os casos “Figo” e TVI são “coincidências muito grandes” e inconvenientes. Agora, por arrasto, até aqueles que acreditavam na tese da “cabala” contra o primeiro-ministro começam a ver com outros olhos o “Freeport”, a “licenciatura”, as “moradias da Covilhã” e as pressões aos jornalistas.
Sobre Figo nem vou falar... independentemente da qualidade enquanto jogador é bom que se lembrem que nunca foi conhecido por dar um "chouriço" sem que recebesse um "porco". Falem com os adeptos do Barcelona, eles explicam... Sobre Sócrates apenas digo que demonstra muito sobre o carácter de uma pessoa aceitar um apoio público pelo qual pagou (ainda por cima com dinheiro que não era seu)!!
Este primeiro-ministro e este Governo deixaram de ter condições para governar. Digo isto com a mesma convicção que me fez apoiar Sócrates em duas eleições seguidas. Como diz Keynes “Quando os factos mudam, eu mudo de opinião.” Pois, os factos mudaram e muitos daqueles que eram a base de sustentação (dentro e fora do PS) de Sócrates junto das massas retiram-lhe agora o tapete de forma irreversível.
Mas o pior nem é isso. O pior é que aquilo que agora “mata” Sócrates é no fundo aquilo que todos sabemos ser o dia-a-dia da nossa política. “Jobs for the boys”, aeroportos e auto-estradas para os amigos (e financiadores dos partidos), empresas com capital público a intrometer-se de forma pouco ética na iniciativa privada, etc… Tudo isto com uma Justiça anedótica onde apenas os “Bibis” são punidos e na qual ninguém acredita.
Que ninguém julgue que com o PSD será diferente pois o mal do país reside exactamente na forma como funcionam os partidos políticos. Desde as questões do financiamento partidário até à arreliante tendência para colocar os interesses dos partidos acima dos do país… tudo funciona mal.
O barómetro ideal para esta questão será a candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República. Tenho para mim que provocará estragos e será capaz de reunir os descontentes, que sistematicamente se viam sem alternativas, de forma a provocar o debate interno e urgente nas esferas partidárias. No entanto não creio que seja Fernando Nobre a solução que procuramos, até porque é bem possível que esta sua candidatura seja mais uma das manobras de diversão de uma qualquer força política. A solução poderá passar pelo surgimento de uma nova força política, capaz de agregar todos os que não se revêem nos extremos nem nesta “monarquia em rotatividade” em que se transformaram PS e PSD, ou, no limite, por uma nova revolução…

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