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No editorial do Terra Ruiva de Junho chama-se a atenção para um facto curioso. A Câmara Municipal de Silves atribui a 31 associações desportivas e sociais do concelho 390.000 euros de subsídio para o ano 2010. Isto dá em média pouco mais de 1.000 euros por mês por cada associação. Dá por mês cerca de 1 euro a cada munícipe, um custo que considero bastante aceitável para os tempos que correm (sendo também legítimo que muitos o considerem muito baixo).

É sabido que estas 31 associações, mal ou bem, contribuem para o bem-estar das populações e para que aconteçam “coisas” nas freguesias do concelho. Não vou dizer que descentralizam (coisa tão na moda) porque em Silves nem tão pouco se centraliza. Também não sei ao todo quantas pessoas mobilizam estas 31 associações durante o ano… esse sim um exercício curioso de realizar. Ainda assim aposto em largos milhares de jovens, idosos, homens e mulheres.

 

Estranha a Paula Bravo no seu editorial que para as associações culturais não haja subsídio... Mais estranho ainda se torna quando ficamos a saber que o executivo PSD vai gastar para cima de 100.000 euros em mais uma luxuosa edição da “Ópera no Castelo”. Será um evento VIP, para convidados apenas, com todo o glamour que merece o maravilhoso cenário do Castelo de Silves. Há-de haver champanhe, canapés e tochas medievais para dar ambiente. A “festarola” há-de custar cerca de 3,5 euros por cada munícipe, ou o equivalente a 1 trimestre de apoio a associações desportivas e sociais, com a diferença de poucos virem a ser abençoados com o convite.

Não sou apreciador de ópera pelo que não me faz diferença não receber convite. Sou, isso sim, um apreciador de cerveja e amante do Castelo de Silves mas isso, meus caros, é algo que não se tolera… O “povão” no Castelo por causa do Festival da Cerveja?!! A beber e a divertir-se!! Era o que faltava! Vamos mas é mandá-los para a Fábrica do Inglês e obrigá-los a financiar aquilo! O castelo tem que ser apreciado por pessoas que o mereçam, por gente que não “mije” nos canhões nem atire garrafas das ameias. E, vai dai, eu, e todos os outros que irão pagar a “Ópera no Castelo”, estamos privados de passar uma bela noite a degustar cervejas de outras paragens e a rever amigos de escola que só por lá encontrávamos. Em Lisboa, que foi na passada semana considerada umas das 25 melhores cidades para viver no Mundo, faz-se um Festival da Cerveja no Castelo de S. Jorge!!

São vicissitudes da aposta numa cultura selectiva feita pelos nossos políticos. Temos que viver com elas, temos que aceitar que numa altura de crise intensa a CMS deite ao lixo 100.000 euros (é mais do que isso mas não sei ao certo quanto), que podia entregar às associações criadores de emprego e de iniciativas que tanta falta fazem às nossas freguesias, em prol de uma festa VIP que deveria ser patrocinada por alguma marca de automóveis topo de gama ou champanhe francês. “É a cultura, estúpido!”

 

PS – Fico aliviado que a CDU tenha desmentido o apoio ao PSD na compra da Fábrica do Tomate, por isso vou esperar também pelo desmentido do apoio já anunciado dessa mesma força política à realização da “Ópera no Castelo”.

 


 

PS2 - Tinha consultado a agenda do Allgarve para aferir da disponibilidade para venda ao público de bilhetes para a "Ópera no Castelo", como não encontrei deduzi que seria mais um evento para convidados, à semelhança de outros que têm a chancella Allgarve mas são destinados a públicos privados e pagos por dinheiros privados. Assim sendo torna-se menos grave a acção. No entanto gastar mais de 100.000 euros num evento que terá uma receita de bilheteira inferior a 20.000 é um mau negócio que os tempos actuais não permitem. Digo eu. (actualizado a 30/06/2010 às 14:50).

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12 comentários

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De anónimo a 29.06.2010 às 21:00

Há dias passei a Silves e vi o cartaz da ópera e pensei que seria um evento que gostaria de assistir. Mas quanto custará o bilhete ? Pensei... afinal é preciso é ter convite... aquilo é só para os importantes... Para o povo ficamos com as marchas dos velhotes e é um pau. Sem disprimor para os velhotes que se esforçam bastante, seria interessante o povo ter acesso a outras coisas e não se gastar dinheiro em show offs como o da ópera. Mas afinal só temos o que merecemos... afinal votamos nisto ...
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De Manuel Ramos a 30.06.2010 às 00:15

«PS – Fico aliviado que a CDU tenha desmentido o apoio ao PSD na compra da Fábrica do Tomate, por isso vou esperar também pelo desmentido do apoio já anunciado dessa mesma força política à realização da “Ópera no Castelo”.»

Por favor, caro Paulo Silva, vire o disco. Parece o vereador Serpa! É esta a nova estratégia do PS? Tentar marcar a agenda dos outros, para assim, das duas uma, virem depois dizer: vêem, mudaram de posição porque nós levantámos a voz; ou então, caso mantenham uma posição diferente daquela, mas só daquela que o PS defende, porque é aquela, a única defensável, estão aliados com os outros, em "pagã aliança", esquecendo que só há duas opções. Agora é a ópera? Mas não foram os ideólogos do PS que inventaram esta coisa do ALLGARVE? Não são os "boys" do PS algarvios que tratam destas coisas, da programação e dos convites obrigando-nos a pagar duas vezes, pela Câmara e pelo que vem do Orçamento de Estado, as suas festas "à Sasha"?
Não brinquemos com coisas sérias. Quanto ao festival da cerveja, o que diz é muito pobre, "voz populi", e não sabe da missa metade. Já agora informo, porque era muito novo: foi o Carrilho que o proibiu!
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De Anónimo a 30.06.2010 às 09:25

Ui....
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De Paulo Silva a 30.06.2010 às 12:56

Estimado Manuel Ramos,
Estranho o seu estilo agressivo! Por certo terá ficado incomodado com as escolhas do Queiróz. Mas vamos por partes, como dizia o Estripador:
- Não faço parte de nenhuma estratégia contra a CDU. Posso, quando muito, ser tal como a CDU alvo dessa estratégia na medida em que opino com base na informação que tenho. Quando era você o Vereador todos sabíamos, com a devida antecedência, quais eram as posições da CDU sobre as diversas matérias. Nessa altura o PS não tinha voz na net e muitas vezes também era injustamente retratado na opinião pública. O Dr. Ramos é um homem que sabe a importância das tecnologias na formação de opinião e sabe que a blogosfera, o email, o twitter e o facebook são hoje indispensáveis a qualquer partido politico. Pelos vistos os responsáveis actuais pela CDU não sabem disso e põem-se a jeito. É um erro esperar que as pessoas procurem informação das formas tradicionais quando existem formas mais rápidas, mais baratas e mais eficientes de a obter. É como tentar acender uma fogueira com dois pauzinhos em vez de usar o isqueiro que se tem no bolso. Em suma, na minha opinião, cada vez que tomam uma posição sem a comunicar “ao Mundo” estão a sujeitar-se às “estratégias” montadas pelos politiqueiros do concelho… e a fazer comunicados/desmentidos.
- Quanto à “proibição” do Festival da Cerveja no Castelo devo dizer-lhe que não ignorava que o despacho de proibição fosse da autoria do socialista Manuel Maria Carrilho. Contudo quem assinou os relatórios que “mataram” de vez o festival no castelo foram o responsável da altura pelo IPAR (Raul Lima) e a actual directora do CELAS, na época responsável pela Associação de Estudos e Defesa do Património Histórico-Cultural de Silves (Ana Maria Mira) que, corrija-me se estiver errado não são socialistas. Se o Dr. Carrilho tivesse ignorado esses relatórios estava a ser irresponsável por não ouvir, como assinou é obviamente responsável por acreditar. Posso ainda lembrar-lhe que um dos homens que sempre lutou para que o festival permanecesse no castelo foi o seu camarada José Viola.
- Em relação ao Allgarve, sou da opinião que este ano deveria existir numa versão adaptada à crise, apenas com artistas portugueses e apenas destinado ao grande público. Chame-me populista se quiser, não me compare é com indivíduos que orientam a opinião consoante o número de votos em disputa.
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De Manuel Ramos a 30.06.2010 às 20:38

Não pretendi ser agressivo, e peço desculpa se passei esse sentido.
Passo frequentemente, eu sei, por estilo de escrita e forma de ser, ou entusiasmo na controvérsia. Mas talvez seja esse estilo sincero e impulsivo que me ajuda a muito poucas vezes guardar rancores. Enfim, o que me aborreceu foi vê-lo a si, alguém que prezo bastante, "parecer" embarcar neste número que se tem vindo a repetir continuamente, e desde logo após eleições. O que levou mesmo à demissão de uma dirigente máxima do PS local, honra lhe seja feita. Fui da CDU (é uma coligação eleitoral de conjuntura), não sou nada actualmente. Sou livre-pensador, como sempre fui. Não tenho camaradas, e não levanto o punho quando oiço a Internacional... Penso pela minha cabeça, e no caso da Fábrica do Tomate limitei-me a expressar o que entendia. Foi logo isso interpretado como a posição oficial da CDU (caso do blog Cidadania) e lá fiz eu mais um desmentido.
Quanto ao Festival da Cerveja continuo na minha. Fui dos que lutei para que saísse do castelo. Aliás, fazia parte da direcção da Associação de Património no ano em que isso ocorreu, participei em reuniões com as autoridades tutelares (IPPAR) e dessa vitória contra o populismo presente nas várias forças políticas me orgulho. Hoje faria exactamente o mesmo, com ou sem Fábrica do Inglês.
Finalmente, quanto à importância da partilha e discussão de posições dos políticos com os seus eleitores, concordo plenamente e, claro, sou um adepto do uso das novas tecnologias por parte daqueles, o que não acontece em Silves de forma generalizada, antes conjuntural (basta realizar o pequeno exercício de testar as ligações dos blogs políticos oficiais do concelho presentes na sua página). Mas o facto de alguns não comunicarem de forma actual e correcta, também não dá o direito a outros que esses meios usam de especularem antecipadamente sobre posições que publicamente nunca assumiram. Ou dá? Eu, pelo menos, não me lembro de o fazer.
Um abraço.
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De Paulo Silva a 30.06.2010 às 13:02

Esqueci-me... em relação às festas "à Sasha": sou absolutamente contra tal aberração e acho que todos os presidentes de câmara que financiam coisas daquelas com dinheiros públicos deveriam responder em tribunal por isso! Estamos por isso de acordo em alguma coisa!
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De ccor a 30.06.2010 às 13:58

Caro Paulo e restantes bloguistas....


Porra penedo, fizeste-me escrever um comentário inteiro a malhar na Manela, por alinhar nesta treta de ópera só por convite, quando há cartazes a anunciar o evento ao público.

E depois quando fui ver ao site, afinal há bilhetes à venda.

Explica lá bem isso que assim não tá certo. Estava eu a ficar desiludido com a rapariga e afinal não tinha razão.

http://www.cm-silves.pt/portal_autarquico/silves/v_pt-PT/pagina_inicial/noticias/ópera+no+castelo+2010.htm
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De Paulo Silva a 30.06.2010 às 14:55

Actualizei o post. Obrigado pela tua atenção!
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De Polar Paul a 30.06.2010 às 17:57

é giro ler-te quando o assunto é a cultura....
lembro-te o texto em que referiste a importância, ou a falta dela, do Centro Cultural de Belém para a vivência dos portugueses, o que me causou alguma perplexidade, atenta a inquestionável importância que efectivamente tem no panorama cultural português,
só pecou por tardio, já que praticamente todas capitais e cidades de referência europeias têm obras similares há bastante tempo... e vale pena ter..... porque congregam uma multiplicidade de iniciativas culturais de natureza diversa e referindo-me ao CCB é talvez o único elemento na cidade que traduz a ideia duma Lisboa cosmopolita que importa manter e sobretudo dinamizar.
Agora temos a "ópera no castelo" não julgo que tal iniciativa possa ser criticável de per si, apenas porque não se insere na chamada cultura popular, sob pena do exercício realizado parecer ele próprio bastante "populista" ou até mesmo "popularucho".
Quanto ao local do evento, deve apenas ser considerada a sua adequabilidade no âmbito de tal realização, pelo que comparações com outros eventos de outros tempos em registo nostalgico, são de todo irrelevantes.
Quanto ao custo a dispender com a realização desse evento cultural, deverá ser enquadrado no âmbito dum plano cultural necessáriamente adequado a dar resposta às necessidades culturais dos municipes na sua multiplicidade e diversidade.
Venham de lá a ópera...o teatro...os concertos...e as cervejas
Agora resta saber se Silves rima ou não com planeamento ...



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De INFARMED a 30.06.2010 às 18:54

Somos todos uns labregos porque não gostamos de ópera. Temos o frigorífico vazio, as propinas dos putos para pagar, o seguro do carro em atraso, a conta do talho a crescer, o fundo de desemprego a acabar, o telemóvel sem saldo, os sapatos quase rotos, a casa quase no prego! Fazia-nos falta era uma óperazita para desanuviar.
Eu entendo-te Paulo. Não entendo é estes senhores que falam de barriga cheia e a mamar à conta do orçamento. É estranho este comunismo de hoje em dia que reclama tudo do Estado sem dar nada em troca. Agora também te digo que os teus amigos socialistas não valem nada. Esse vereador aqui de Messines é do mais baixo que pode haver em política, desvia-te dessa gente. Continua labrego como eu.
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De ccor a 01.07.2010 às 19:54

Paulo,

só para dizer que o Messines-Alte já voltou a bombar.
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De MIGUEL DA SILVA a 16.07.2010 às 00:53

Boas,
Será que a Zabelinha me deixa aproveitar o palco da opera pra fazer uma festarola com as moças da passerelle.
Isto sim é que é cultura que faz crescer o ego.
Rapaziada, olhem que sei bem o que digo faz crecer o ego e de que maneira.

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