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Made in Portugal

19.10.10

 

O segredo para que o país sinta menos os largos meses que se seguem passa por este símbolo e pelos códigos de barras começados em 560(quase todos os produtos portugueses começam com esse número). Passa por comprar produtos portugueses sempre que seja possível.

De facto na maioria das vezes os produtos portugueses são competitivos em termos de preço e mesmo quando não são, feitas as contas, acabam por nos custar menos.

Um cidadão comum levanta-se pela manhã e depois do banho barbeia-se com produtos made in UK e perfuma-se com uma colónia made in França. De seguida veste umas calças made in Taiwan, uma camisa made in Paquistão, um casaco made in Marrocos e calça uns sapatos made in Vietname. Dirige-se à cozinha onde bebe um café made in Angola, com leite made in Suiça. Agarra no telemóvel made in Canadá e dirige-se para o automóvel made in Alemanha e sai para trabalhar.

Ao almoço come um bife made in Argentina, com uma salada made in Espanha e termina com uma laranja made in Chile. Toma mais um café made in Colombia e volta para rua. No final do dia regressa a casa e liga o televisor made in Coreia do Sul, tira uma cerveja made in Dinamarca, do frigorifico made in Japão, e deita-se no sofá made in Suécia a comer uns amendoins made in México enquanto vê o seu programa de cabo made in EUA. Entretanto na cozinha a esposa prepara o jantar. Umas postas de pescada made in Costa do Marfim acompanhadas por batata made in Brasil e legumes made in Holanda. Antes de ir dormir toma um chá made in Turquia e liga o computador made in Indonesia para verificar os emails e dar uma vista de olhos nos jornais online… fica indignado com o estado a que chegou a economia do país e adormece na sua cama made in India, sobre o seu colchão made in Áustria… sonha com as suas férias que estão a chegar… em Cuba.

Esta breve história é, passe o exagero, um bocadinho das nossas vidas diárias. Se tivéssemos o cuidado de procurar alternativas portuguesas cada vez que compramos alguma coisa todo o país estaria melhor. Haveria mais emprego, mais investimento, menos exportações, menos carga fiscal e teríamos, enquanto povo, a auto-estima em alta.

Scolari conseguiu unir os portugueses em trono de uma coisa tão pouco importante como o futebol, é agora tempo de os portugueses se unirem num desígnio muito mais importante: o próprio país! Compre produtos portugueses! Esteja atento aos códigos de barras quando não conseguir identificar a origem do produto.

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6 comentários

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De José Paulo de Sousa a 19.10.2010 às 12:34

Meu bom amigo,

não sabes como estou de acordo contigo, por isso as vezes passo furias tremendas e perco tempo imenso nos hipermercados..., encontrar fruta Portuguesa , não não é a do Pinto da Costa, é tarefa pouco mais que homérica, este fim de semana lá consegui uma bananitas da Madeira e uma Pera Rocha, já as castanhas com grande pena minha ficaram por trazer só havia alí dos nossos irmãos espanhois, ha um aparte a banana do equaador era mais barata assim como a outra qualidade de pera que lá estava ...
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De Anónimo a 19.10.2010 às 14:23

Compre o que é nosso!Mas não faça como o cidadão comum desta “estória”, quando chegar a casa, prime pela diferença e deixe a sua mulher calçar as pantufas(de preferência daquelas da Serra da Estrela), e sirva-lhe um copo de vinho (de preferência tinto, recomendo um Cabeça de Burro :)) e... para variar vá para a cozinha. ;)
MS
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De Corre Costas a 19.10.2010 às 17:18

Viva o Nacionalismo! A globalização e o chico-espertismo, dão a volta a tudo. Não é que não esteja de acordo com a ideia...mas.. a capacidade de desenrascanço leva-nos a situações bem caricatas.
Recordam-se, com certeza, da campanha da laranja algarvia? pelas suas qualidades extraordinárias, fruto do micro-clima, e outras características próprias, deveriam ser identificadas e promovidas! passaram a ser identificadas com um selo dizendo "Algarve". Sabem que alguns centros de recolha e tratamento de citrinos, sobretudo na zona de sotavento, adquiriam os frutos em Espanha, já limpos e encerados, a mais baixo preço, e depois era só colar o rótulo "Algarve" centros esses, subsidiados pelo erário público e pela UE, e dirigidos por eminentes políticos da nossa praça!
O mesmo se passa com o "Nacionalismo" das carnes de bovino e suíno, que consumimos diariamente, para não falar dos produtos transformados, sobretudo do porco dito "caseiro" e nacional. Sei do que falo! Por isso desconfio sempre destes arroubos nacionalistas......trazem sempre por detrás, alguma corporação que tenta esconder os lucros, que é o objectivo imediato, com os apelos ao sentimento
patriótico!
ótico
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De tuga a 19.10.2010 às 17:30

A utilização do selo "compre o que é nosso" exige o cumprimento de inúmeros requisitos. Além disso é preferível comprar um produto transformado em Portugal (correndo o risco de a matéria prima não ser nossa) do que gastar o mesmo em algo que chega cá pronto para as prateleiras dos hiper-mercados. Soluções perfeitas não há.
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De Corre Costas a 20.10.2010 às 07:45

Oh Paulo! deixemos os lirismos para outra ocasião, quando o consumidor faz a sua opção de escolha, é sempre no equilíbrio qualidade/preço - ainda por cima com a crise que por ai vai/vem - O cabaz de compras tem de traz o máximo, com o menor dispêndio, o resto são harpejos celestiais!
O proteccionismo é o maior inimigo do desenvolvimento! e sobretudo do sector exportador, que queremos que seja o motor do nosso desenvolvimento!!! - Se todos os italianos só consumissem calçado nacional, o que iria lá fazer tão grande representação de exportadores nacionais? para já não falar do azeite "Galo" que só por si é 14% das exportações para o Brasil, o qual, para vender carne para UE paga mais de 50% de taxas, para proteger a política agrícola comum - França - que fica com cerca de 35% do orçamento comunitário, para vender produtos - nacionais! - subsidiados por todos nós, quando poderíamos consumir carne bovina do Brasil a menos de metade do preço!
Temos é que produzir com qualidade e sermos competitivos nos mercados internacionais, para termos produtos bons e baratos cá, e os podermos exportar com rentabilidade e sem subsídios encapotados, que só servem para enganar os consumidores e engordar uns quantos nababos experts nessa manigância da subsídio dependência.
Corre Costas
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De PINTO a 20.10.2010 às 16:15

Sr. Corre Costas, concordo com quase tudo o que diz, informo no entanto que a atitude de Portugal relativamente ao "proteccionismo" é a via da certificação, onde um determinado produto é certificado na sua produção, adoptando politicas e atitudes de acordo com todas as regras de ambiente, segurança, higiene e saude no trabalho. É atribuido aos produtos um selo de conformidade.

Um desses produtos que utilizamos e somos dos maiores exportadores mundiais é no papel branco ou em pasta, estando várias entidades a tentar a certificação da cortiça, alfarroba, etc!!
Outro "produto" certificado são as empresas de construção cívil...

Porquê a certificação? - Bom, desde que aderimos à UE é estritamente proibido o proteccionismo do estado a produtos desse mesmo estado membro!! A certificação é um selo de garantia, de qualidade...

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