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Quando terminar o ciclo “José Sócrates” no PS será tempo de reflectir e fazer mudanças profundas no funcionamento interno do partido. Julgo que já todos percebemos que a caminhada deste governo não irá muito mais longe… é hoje difícil encontrar alguém que assuma ter votado em Sócrates e mais difícil ainda encontrar quem admita voltar a fazê-lo. Eu apoiei e manifestei publicamente a minha confiança no projecto político que o actual Primeiro-ministro defendia mas não posso continuar, cegamente, a apoiar quem não fez nada do que prometeu, quem enganou os portugueses escondendo a real situação do país e quem nos trouxe até esta situação económica insustentável.

Começou bem a sua saga governativa com o ataque aos “lobbys” dos professores e da saúde, mas cedo se percebeu que os interesses instalados dentro do próprio aparelho partidário não deixariam que fossemos mais além. Veio depois o segundo mandato, sem maioria, numa vitória contra Manuela Ferreira Leite… a pessimista de serviço, criticada pelo seu programa de “austeridade”. Ironia do destino! Votamos no programa de Sócrates e saiu-nos, sem tirar nem por, o de… Manuela Ferreira Leite!!! O galopante endividamento do país, a fraca produção, as leis laborais obsoletas, a mentalidade “parasitária” em relação ao Estado e a situação económica mundial fizeram o resto e levaram-nos para este beco sem saída. Cada vez mais enterrados no “lodo” fomos sendo brindados com TGV’s, aeroportos, optimismos sem fundamento, adiamento de decisões e com a bandeira do Estado Social… uma verdadeira heresia demagógica.

Julgo que a esmagadora maioria dos portugueses será defensora do Estado Social. Eu pelo menos sou. Acontece que cada país apenas pode ter o Estado Social que consegue pagar, e ponto. Apenas podemos dar e distribuir aquilo que conseguimos produzir… até Fidel castro já percebeu isso. Agitar a bandeira do Estado Social, e do perigo de que alguém acabar com ele, é pura demagogia… faz-me lembrar a propaganda da Gripe A enredada pelas farmacêuticas para vender vacinas e gel desinfectante. É evidente que as pessoas se assustam no imediato, mas não levará muito tempo para que percebam que foram enganadas. Pagaremos o preço disso.

Preocupa-me o estado do país. Preocupa-me igualmente o estado do PS. Dá a ideia de que dentro do partido todos têm medo de falar, de enfrentar o líder, de discordar com políticas erradas e suicidas. Toda a copula central do PS está calada, com o “rabinho entre as pernas” à espera da inevitável queda do governo e arriscando a que o país caia também enquanto se concentram no “tacticismo político”… no não arriscar posições que possam perigar um “Job” junto do líder que se seguir. Pacheco Pereira, no meio dos seus delírios, disse ontem que o PS chegou a um ponto em que os seus militantes eram qual religiosos ortodoxos na sua relação com o poder interno. Eu acho que tem razão. Pior, acho que isso começa a ser uma característica preocupante deste partido.

Por entre as estratégias seguidas temos vários exemplos de imposições ao partido que validam a tese do autoritarismo. Ao mesmo tempo temos tido falta de convicções e iniciativa noutros aspectos, também importantes. O apoio a Manuel Alegre é disso um exemplo claro. Não me parece que a escolha tenha sido acertada, até porque foi incompreensivelmente forçada e deixa os militantes divididos. Uns porque não lhe perdoam que tenha concorrido contra o “candidato do PS” em 2006. Outros porque vêem em Manuel Alegre uma espécie de “estadista à moda da América do Sul”, demasiado colado à esquerda dura. Outros ainda vêem nele o candidato ideal para agitar as águas. Eu mantenho o que aqui escrevi em Janeiro de 2009 (revendo apenas a parte do “Gandhi”, que se pudesse trocaria por “Chavez”):

“Se me pedissem para me situar dentro daquilo que é “universo” PS eu diria que estou longe, bastante longe, da facção esquerdista e “orgulhosamente marxista” do partido. Sou dos que acha que Manuel Alegre anda a “cantar de galo” sem razão. O milhão de votos que apregoa são muito menos que isso. As circunstâncias das últimas presidenciais favoreceram Manuel Alegre, não haja dúvida. Isso aconteceu porque muitos se recusaram a votar em Cavaco Silva, um antigo primeiro-ministro sisudo e socialmente desligado (que governou no período de maior crescimento económico de que há memória na Europa, beneficiando ainda dos fundos comunitários), e em Mário Soares, um outro ex-primeiro ministro que aos olhos do povo já tinha ultrapassado o seu tempo. O “povão” encarou Manuel Alegre como uma “hipótese gira”, sem consequências… um misto de “Gandhi” e “Pai Natal”. Não acredito que Manuel Alegre, ou qualquer partido que ele resolva criar, vá fazer grande mossa no PS. Fará mais no BE e PCP… seguramente.”

Acho que era hora de se levantarem no PS vozes discordantes. Apenas Mário Soares vai, com pinças, mandando uns “recados” ao Governo… o que faz com que a opinião pública pense que no PS não existem alternativas de poder. Não existirem alternativas visíveis só tem desvantagens e a continuar assim iremos mesmo assistir a um jejum de poder nos próximos anos. Ou será que todos os socialistas, menos eu, concordam com isto que temos tido?

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1 comentário

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De Luís Ricardo a 13.11.2010 às 14:54

A mudança tem que começar em todos nós! todos os Portugueses! deixam-mo-nos de conveniências de estilo ou de momento! O que tem de mudar é o paradigma com que olhamos para o País, as suas angústias e necessidades! Termos a capacidade de raciocinar como uma nação e não como um aglomerado de interesses cooperativos ou pessoais! As referências a análises de Josés Pachecos Pereiras e quejandos, só me angustiam; porque é de gente que só pretende o conflito político, a polémica, a afirmação pessoal. Portugal deve estar acima de tudo isso e sobretudo expurgar essa gente, que vive à custa do erário público, da procura de soluções para os seus problemas.
Por favor, leiam a entrevista que Luís Amado, dá hoje 13/11 ao Expresso.
Não encontrem nos outros a razão do vosso insucesso!
Perguntem-vos o que podem fazer por este País, sem condicionarem a vossa atitude mental, aos proveitos que dai podem usufruir!!!!

Luís Ricardo

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