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Amarga receita

21.12.10

Se me pedissem para resumir numa só frase os grandes problemas que todos enfrentamos nesta altura eu escolheria esta: Não há açúcar para tantos gulosos! 

É um retrato interessante e actual do Mundo, numa altura em que o doce alimento escasseia nas prateleiras dos hipermercados, levando mesmo a que alguns optassem por racionar as quantidades que cada cliente leva. A globalização é assim mesmo, é como um cobertor demasiado curto em noite de Inverno…. tapa-se pescoço e logo ficamos com os pés gelados. Com os mercados a absorver quantidades cada vez maiores de cana-de-açúcar para fabrico de bio-diesel era de prever que, mais tarde ou mais cedo, bebêssemos o café amargo. Por certo não chegaremos a tanto, mas não escaparemos de mais um forte aumento numa série de produtos que todos os dias consumimos.

A metáfora do açúcar aplica-se como uma luva ao nosso país mas as páginas de 10 jornais não seriam suficientes para enunciar tantos “gulosos”. As linhas que me cabem dão quando muito para tecer algumas considerações sobre a “amarga” gestão da nossa Câmara Municipal. Vejamos o “estafado” tema do orçamento municipal para 2011:

No corrente ano as receitas da CMS irão ultrapassar em pouco os 30.000.000 de euros. Sabemos que as transferências para as autarquias por parte do Estado sofrerão uma redução de 10%, sabemos que o IMI irá manter a taxa deste ano, sabemos que as restantes receitas tendem a reduzir ainda mais em 2011… mas a gestão da Dra. Isabel Soares prevê para o ano uma subida de 50% nas receitas!! É mesmo. São 48.000.000 de euros que provavelmente contam com o primeiro prémio do Euromilhões e com a taluda de Natal.

Temos depois o lado da despesa, e é aqui que a falta de açúcar nos afecta mais directamente. As dívidas a fornecedores aumentam a um ritmo fulminante, os quadros de pessoal estão mais “gordinhos” e mais “gulosos”, os eventos despesistas continuam na agenda, as horas extraordinárias continuam a ser pagas a rodos… tudo isto seria comportável com o tal aumento de 50% nas receitas. Mas, como o aumento é falso, há que cortar. E corta-se onde?! Nas Juntas de Freguesia, em primeiro, nas Associações e Colectividades, em segundo lugar. A “facada” é em média 35% de redução nas transferências para as juntas. O lógico seria um corte de 10%, igual ao corte das transferência do Estado, mas há que sustentar os “gulosos”.

Não ficamos por aqui. Se olharmos para o corte que cada junta leva podemos constatar que Messines e Silves, as 2 maiores freguesias que juntas têm 2/3 da população do concelho, verão os seus orçamentos reduzidos em 50%. Mas que raio?!!! Que sentido faz isto, pensei eu! Fui ver os cortes das restantes freguesias para tentar perceber que critério havia sido usado para determinar as verbas que cada junta receberia. Primeiro vi habitante por quilómetro quadrado, não batia certo. Depois vi a contribuição para a receita fiscal de cada freguesia, também não batia certo. Procurei encontrar o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, também não dava. Vi todos os dados disponíveis no INE – Instituto Nacional de Estatística – das freguesias silvenses e, adivinhem… também não havia justificação plausível para os cortes!

Finalmente acabei por encontrar um indicador que encaixa perfeitamente nos cortes quando pesquisei  no site da Administração Interna os resultados das últimas Eleições Autárquicas. Está lá claro como a água que o critério utilizado para determinar os cortes foi a votação no PSD das últimas eleições. As freguesias onde o PSD não ganhou foram as mais penalizadas com cortes na ordem dos 50%. As outras, onde os fregueses foram fiéis, tiveram cortes na ordem dos 20%... tudo perfeitamente justificado e de acordo com a cartilha do Dr. Alberto João Jardim que tão bons resultados têm dado na Madeira. E o pior de tudo é que não adianta queixarmo-nos. Fomos nós que votamos nisto e nem podemos dizer que não sabíamos ao que íamos.

Vai ser um ano complicado para todos nós, em Silves. O despesismo e má gestão vai continuar lá pelos Paços do Concelho e daqui a 3 anos quem apanhar com o concelho nas mãos terá que adoptar uma gestão “diabética” à força… a ressaca, se lá chegarmos, será complicada! Aproveitemos pois a quadra natalícia para comer muitos doces, enquanto ainda há açúcar que chegue para todos. Desejo-vos um óptimo Natal e espero que o ano 2011 seja menos mau do que este.

 

In. "Terra Ruiva" - Dezembro de 2010

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2 comentários

Sem imagem de perfil

De lb a 22.12.2010 às 12:52

e que interessa tudo isso? a sra dona isabel já me mandou um sms a desejar feliz natal.
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De INFARMED a 23.12.2010 às 00:33

E de certeza que já distribuiram os presentes de natal aos amigos e os belos cabazes de natal aos funcionários no jantar de natal pago por todos nós. É o costume.

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