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Voltou o executivo Camarário a insistir no esgotado modelo económico - “tipo regabofe” - e voltou a oposição silvense a chumbar o Orçamento Municipal para 2011. Isto de governar em Democracia é uma chatice… ter que aceitar as opiniões dos outros, ter que negociar e procurar soluções que beneficiem todos é mesmo a pior coisa que pode calhar na “rifa” a quem estava habituado a não “dar cavaco” a ninguém.

 

Quando chegou ao poder, há quase 15 anos, o PSD tinha um sonho e um projecto para Silves. Hoje ficamos a saber que o sonho era fazer de Silves a “Sevilha do Algarve” e o projecto era “desassorear o Arade”… em todo este tempo não se conheceram outros sonhos ou projectos. O modelo económico seguido, que o executivo de Isabel Soares copiou dos concelhos vizinhos à letra, levou à destruição de tudo o que estava feito por José Viola e José Viseu. Passamos a apostar “todas as fichas” no turismo… a ideia era simples: não tínhamos que produzir nada, bastava atrair ingleses, alemães e irlandeses ao Castelo de Silves e aliciá-los a deixar uns “patacos” no comércio local. Estava feito.

 

O “silvense tipo” para a actual gestão é o que “caia” a casa de branco, pinta as “bordas” das janelas de azul, sai à rua vestido como se fizesse parte do “rancho folclórico” e sabe dizer “you’re very wellcome!” com o mesmo “accent” do Zêzê Camarinha. Os outros… os que querem um concelho moderno e atraente para quem cá vive, os que querem produzir e fabricar coisas, os que querem pesquisar e criar, os que ambicionam um futuro de liderança para estas terras... esses são os hereges. Trocou-se o original Festival da Cerveja pela gasta Feira Medieval, realizada em tudo o que é terra com castelo. Trocou-se a Festa da Laranja pela Ópera no Castelo, onde se contratam artistas elitistas estrangeiros e se agrava o défice da balança comercial (este ano, por exemplo, a corrida de São Silvestre no Porto só contou com atletas nacionais para garantir que o prémio ficava em Portugal). Trocou-se a terra pelo ar, trocou-se a serra pelo mar… trocou-se o progresso pelo “deixa andar”.

 

Quase 1.000 funcionários camarários e € 60.000.000,00 de passivo depois estamos, finalmente, no último mandato. Desta vez sem maioria. E à primeira a coisa falhou! A oposição, que antes era privada de informação, maltratada, ignorada, manipulada… agora tem “voto” na matéria. Essa mesma oposição tem-se encarregado de demonstrar que mais não fazia porque não podia. A actuação na questão das taxas de IMI e no Orçamento demonstrou que PS e CDU não compactuam com a “má gestão” e com os orçamentos “delirantes” que o PSD tem aprovado sozinho nos últimos 13 anos… com os resultados que estão à vista.

 

Diga-se, em abono da verdade, que pelo menos o PS sempre manifestou publicamente a disponibilidade em negociar e viabilizar um orçamento que fosse sério e apropriado aos tempos que correm. Em vez de sentar à mesa e falar sobre isso a gestão PSD preferiu apresentar um Orçamento que prevê um crescimento das receitas de 50% face a 2010, sem que a despesa sofresse qualquer revês (à excepção das Juntas de Freguesia, verdadeiros “Cristos” deste orçamento). Escusado será dizer que o documento foi chumbado. Tal como foi chumbada a segunda proposta, que previa uma redução na despesa na ordem dos € 2.000 em todo o exercício (provavelmente iriam desligar a luz meia hora mais cedo às terças-feiras) e continuava a insistir na absurda receita. A obstinação é tal que a solução mais prática que se encontrou foi procurar “limianos”, malta disposta a vender a “alma” e sempre escudada no interesse da sua população e alicerçada pela ambição política… como se essa população não fizesse parte de algo maior. Parece que também isso falhou.

 

Desejo para este ano que lá pelos Paços do Concelho percebam que estes são outros tempos. São tempos em que todos precisam de fazer esforços. Desejo que esta oposição continue o seu bom trabalho e desejo que, pela primeira vez desde que sou adulto, o bom exemplo em Silves venha de cima! Bom ano a todos.

 

In. Jornal "Terra Ruiva" - Janeiro de 2011

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1 comentário

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De Messias a 21.01.2011 às 11:06

Já vi o jornaleco onde publica estas coisas e parece-me que está a ser empurrado para fora. Passou para as últimas páginas ao lado dos poetas o que não augura nada de bom e foi substituido pelo capitalismo.

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