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Andei pelo web site do STAPE a fazer umas pesquisas e, depois de analisar alguns dados, encontrei aquilo que já esperava: A “prova” de que as políticas seguidas pelo executivo de Isabel Soares estão a “afastar” as pessoas do concelho.

 

Quem cá anda de olho aberto sabe perfeitamente que os dados estatísticos estão para os políticos como os espinafres para o Popeye… dão-lhes sempre força para argumentar e encher-se de razão. E é exactamente isso que farão os súbditos de sua majestade quando lhe atirarem com estes dados na cara.

 

Analisando “cruamente” os números relativos aos eleitores inscritos no final de 2005, e em igual período de 2006, no concelho de Silves, ficamos a saber que se registou um aumento de cerca de 3 dezenas. Olhando depois para cada freguesia descobrimos que São Marcos da Serra, Messines, Silves e Pêra perderam eleitores. E assim se "esfuma", a já de si anedótica, "Sevilha do Algarve".

 

Se a situação já era esperada em São Marcos e em Messines, surpreende-me Silves – depois de todo o investimento lá feito – e, mais ainda, Pêra – onde a construção civil tem “dado cartas” nos últimos tempos. Sobram-nos Armação de Pêra, Alcantarilha e… Tunes.

 

O crescimento em Armação e Alcantarilha é normal, segue a tendência dos últimos anos, e, bem ou mal, deve-se ao “desenvolvimento” projectado por Isabel Soares (não vamos discutir se bom ou mau). A surpresa (só para os mais desatentos) é Tunes e foi lá que se registou o maior número de novos eleitores. A freguesia é responsável pelo “saldo” positivo do concelho mas o concelho não é responsável pelo bom desempenho de Tunes. Esse desenvolvimento fica a dever-se à proximidade de Albufeira e à competitividade que o baixo valor dos terrenos confere à construção que por lá se tem feito.

 

Ou seja, Silves deve a Albufeira o crescimento de Tunes e Isabel Soares deve a Desidério Silva o facto de poder continuar a “esgrimir” argumentos com os que “lhe atiram” com as estatísticas. Além de tudo isto temos dois factores importantes a considerar: - Primeiro tivemos recentemente um processo de legalização de imigrantes que deve ter contribuído para um “engrossar extra” dos cadernos eleitorais. Segundo, temos que considerar aqueles que – como eu e mais de uma vintena que conheço – apenas vão “à terra” no natal e nas eleições e insistem “estoicamente” em votar no concelho de origem.

 

Se calhar vou “apurar” melhor a matéria e escrever sobre isto no Terra Ruiva do próximo mês. Gostava que os ilustres “Bloggers” do concelho me corrigissem o raciocínio – se errado - ou acrescentassem “valor” a este “arrabisco” deixando por aqui as suas opiniões. Lembro-me, assim de repente, do Dr. Manuel Ramos (que há-de ter estes números de cor) e do estimado José Meireles… Mas outros haverão que podem ajudar neste tema… Fica o desafio.

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8 comentários

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De josé meireles a 08.02.2007 às 20:09

Amigo Paulo Silva

Obrigado pelo convite à participação no seu post.

Depois de ler o artigo com atenção, e embora não disponha de dados estatísticos apraz-me dizer o seguinte.

Em geral o concelho está estagnado, amarrado e resignado. Os munícipes não vêem perspectivas de futuro.

Se olharmos para a cidade de Silves, o que vemos? Vemos uma cidade de braços caídos, espelhada numa avenida em obras intermináveis, paradas! Um Teatro restaurado, fechado, que não serve a sua função. Uma Biblioteca Municipal fechada. Obras ribeirinhas ao abrigo do polis paradas. Parece que é ou foi desta que o antigo matadouro foi inaugurado, embora não se sabendo bem o que lá vai funcionar. Uma indústria corticeira completamente morta e metalúrgica na sua agonia. Não há perspectivas de oferta de empregos. Este é um pequeno retrato, apenas da cidade de Silves, que se pode extrapolar para fora das suas muralhas, estendendo-se às outras freguesias.

O crescimento em Tunes, é fruto da boa localização geográfica da freguesia. Cruzamento da via-férrea do Algarve com a via-férrea de Lisboa. Anunciada a construção de uma plataforma logística que irá certamente desenvolver e fazer crescer Tunes. Proximidade de Albufeira, que constitui um dos principais polos turísticos do Algarve. Proximidade do Nó rodoviário do IC1 com a Via Longitudinal do Algarve. Perspectivas de prolongamento do IC1 até Albufeira, entre o Nó com a EN 125 e o Parque de Campismo. Digamos, que as acessibilidades entre esta freguesia e os principais centros estão muito facilitadas. A juntar, os construtores apostaram e bem na construção de mais habitações de modo a que se fixassem em Tunes mais famílias, e consequentemente o recenseamento.

No entanto, não deixo de manifestar a minha surpresa, porque estava convicto que a Povoação que poderia crescer seria Algoz. Pela sua centralização em relação à outras freguesias, servida pelas várias estradas nacionais, e não muito longe do litoral. Mas, para que esta freguesia fosse projectada para o desenvolvimento, era preciso um bom plano de pormenor. Em termos de acessos, precisava apenas de ver melhorada a EN que liga Algoz a Messines. Esta via ainda constitui um péssimo acesso, apesar do protocolo assinado entre as Estradas de Portugal e a Edilidade, há já vários anos (até é caso para perguntar para onde foi o dinheiro destinado à beneficiação da via).

Sobre Pêra e Armação de Pêra, não se esqueça que a construção em flecha não é para residentes permanentes, mas sim para veraneantes. Daí a surpresa mesmo com o crescimento habitacional. Alcantarilha sofre pela proximidade ao litoral, vendo apenas aumento populacional no verão.

S. Bartolomeu de Messines, tem todas as potencialidades para se desenvolver e aumentar o nº de contribuintes, como terra do interior. Haja vontade política em dotar esta terra dos equipamentos urbanos e sociais necessários, que vai ver o desabrochar de Messines.

S. Marcos da Serra é um bom ponto estratégico para fomentar o turismo rural, mas para isso não se esqueça que é preciso a reflorestação da serra, com criação de circuitos pedestres, com provas de licores e do bom medronho e porque não alguns desportos radicais nessa zona. Talvez assim a dita Estalagem ganhe clientes. A não perder, a Serra envolvente que tem uma vista espectacular.

Um abraço e obrigado pelo espaço de opiniões.

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De GUPY a 09.02.2007 às 23:19

Concordo plenamente com o Sr. José Meireles quando diz que a freguesia que mais tem por onde crescer e desenvolver é Messines. Penso que o Algoz é um "bluff" em termos de desenvolvimento regional!! Sem dúvida que Messines pode assumir-se como o grande trunfo em termos de desenvolvimento do concelho . Tem potencial logístico e geográfico , só falta mesmo vontade política e orçamento... Silves é muito giro , mas está esgotada em termos turísticos e tem poucos atractivos urbanísticos . É uma cidade destinada ao fracasso desde sempre , e que a história se tem incumbido de nos dizer!! Temos de eleger alguém de Messines para a Cãmara urgentemente , e vão ver que todo o concelho nos vai agradecer e nos apoiará . O que é que se passa com as forças vivas de Messines???? Tá tudo enfiado no Trópico a dizer mal da Isabel e ninguém tem "tomates" para se organizar e vir para Rua???
Você tem responsabilidades acrescidas Paulo Silva... deixe lá o bem bom da Lareira e vá á luta pelo seu concelho porra!
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De Paulo Silva a 10.02.2007 às 02:07

Antes de mais quero expressar as minhas desculpas pelo facto de me ter esquecido do Algoz. Não que isso alterasse o conteúdo do texto, mas aquelas gentes mereciam que me tivesse lembrado.

Depois quero dirigir-me a si, cara GUPY, para lhe explicar que entendo essas suas sugestões e insinuações, a respeito do meu envolvimento na politica local, como ironias descabidas e deslocadas...

Se, como diz, gosta daquilo que escrevo e entende o que lê já devia ter chegado a outras conclusões. Não me considero com capacidades nem com qualificações para aceitar qualquer cargo político neste concelho e tenho a profunda convicção de que a minha forma, por vezes demasiado impulsiva, de agir não seria apreciada pelos silvenses.

Já a estimada GUPY tem as qualificações, a experiência (pelo menos de vida) e a enorme capacidade de ouvir e ler com atenção... Seria, porventura, muito melhor "candidata" que eu e contaria com o meu voto e apoio - sem ironias e falsidades.

Pense nisso...
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De GUPY a 10.02.2007 às 18:00

Tá bem Paulo Silva, já percebi a sua mensagem. Era só para tentar perceber as suas intenções futuras e a sua linha de pensamento...
De qualquer modo também aproveito para o informar de que a minha experiência de vida aínda é muito curta!! Sou apenas uma cidadã atenta e que procura tentar conhecer gente jovem e empreendedora que ajude o concelho a saír deste estado de alma, que pelos vistos não é do agrado de ninguém.
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De Manuel Castelo Ramos a 09.02.2007 às 23:54

Agradeço e honra-me o seu convite, mas pelo menos de momento, pouco mais me ocorre dizer. Conhecia os números, sobre eles já ocasionalmente pensara. No caso de Tunes concordo com a interpretação do "imobiliário", e que não deduzira. Quanto ao despovoamento da freguesia "capital", é um facto. Com um parque urbano em grande parte degradado e que poderia ser alvo de recuperação ao abrigo de programas existentes, constroi-se novo e caro. Tão caro que a maior parte dos que cá chegam ( e como professor conheço dezenas de exemplos), compram em Lagoa ou em Portimão. Nem o Piaget teve efeito fixador, só especulativo. Enfim, considerado o que se tem gasto em habitação a preços controlados pouco ou nada se pode esperar senão a fixação de reformados!
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De José Meireles a 10.02.2007 às 00:12

Cara Gupy

Não podemos ser tão radicais. Aceito que Messines seja a 2ª freguesia do concelho e com boas potencialidades para se desenvolver no futuro. Até que tem boas gentes com as quais tenho privado e onde tenho boas amizades. Mas, Silves ainda é a cidade do concelho e assim vai continuar muitos anos, apesar da estagnação.

Não queira, cara Gupy , dar seguimento à política de Mário Soares, que após o 25 de Abril, numa passagem por Messines prometeu elevar Messines a concelho. E até arranjaram umas instalações provisórias para a Câmara Municipal. Foi apenas uma boca para os votos e até hoje Messines continua a ser uma freguesia do concelho de Silves.

Sobre o candidato Messinense , a CDU apresentou por duas vezes consecutivas o Dr. Francisco Martins, mas infelizmente Messines não o quis e votou I.S . Hoje estamos todos a viver os efeitos dessa negação e penso que Messines ficou ainda mais para trás, apesar das obras de fachada, com uma rotunda junto ao campo da feira despropositada (não se justifica), com o trânsito às avessas e as machadadas no penedo grande que até dá dó. Não diria as forças vivas de Messines, diria antes as forças vivas do Concelho, onde estão? Porque não há actuação dessas forças? Poderiam constituir uma associação para defesa dos valores do Concelho?

Até breve.
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De José Meireles a 10.02.2007 às 00:19

Queria ainda acrescentar algo sobre o Algoz.

Cara Gupy

Verifique no mapa onde fica o Algoz e certifique-se da localização das principais vias de comunicação rodo-ferroviária e não se esqueça que esta freguesia tem mais indústria que a cidade de Silves, apesar de mal definida do ponto de vista espacial. Depois me dirá as suas conclusões.

até breve.
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De Ricardo Vicente a 13.02.2007 às 01:05

Como cidadão de Tunes fico satisfeito pelos números de crescimento da freguesia.
Muito deste crescimento se deve, de facto, à proximidade de Albufeira e não à acção da autarquia de Silves. Se bem me lembro, quase todas as obras de vulto realizadas nesta freguesia nos últimos anos foram da responsabilidade da R.E.F.E.R . (via de cintura, nova estação, supressão da passagem de nível e pavimentação de caminhos rurais por toda a freguesia,...).
A autarquia não está minimamente empenhada em fixar aqui a população. Como exemplo, lembro que em Tunes não existe actualmente um único jardim ou um polidesportivo onde os jovens possam praticar desporto.
Para o futuro, o único projecto de desenvolvimento da freguesia passa pela plataforma logística, mas pelo que vejo, a câmara municipal de Silves não está minimamente interessada na concretização do projecto, pois aquando da sua apresentação, a câmara municipal de Faro reivindicou junto do governo essa mesma plataforma para o seu concelho, não havendo até hoje qualquer reacção de oposição por parte da câmara de Silves. Nas assembleias municipais pouco ou nada se fala sobre este assunto. Parece que na câmara de Silves, existem muitos projectos considerados mais prioritários que um projecto orçado em cerca de 46 milhões de euros e que criará centenas de postos de trabalho no concelho.
O que é ainda mais chocante é que outras freguesias que ocupam lugares estratégicos no concelho (como Messines, S. Marcos da Serra,...) estão na mesma situação de esquecimento e estagnação.
Penso que este concelho ainda tem muita margem para desenvolvimento, mas isso nunca será possível nas mãos erradas.

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