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É absolutamente ridículo o Estado não ter dinheiro neste momento para pagar ordenados no exército, nas polícias, nos transportes públicos… não ter dinheiro para pagar consumíveis para tribunais e hospitais… não ter dinheiro para abastecer de combustível as frotas da polícia, do INEM… não ter dinheiro para pagar bolsas de estudo a estudantes carenciados… e ainda assim o Governo insistir em que a culpa disto é da oposição que os mandou abaixo!

Será que alguém acredita que se não tivesse rebentado uma crise política haveria dinheiro para isto tudo? Será que a culpa de termos chegado a isto é da crise internacional e do Passos Coelho? Ou será que é o resultado de anos e anos de “festa” e de irresponsáveis a conduzir os destinos do país, gastando e enchendo os bolsos na esperança de que quem viesse a seguir pagasse a conta?

No meu entender a crise internacional veio antecipar em 2 ou 3 anos o inevitável estoiro do sistema e a crise política veio antecipar em 2 ou 3 meses o que já tinha sido antecipado. E a ver vamos se o resultado de tudo isto não será uma antecipação da convulsão social que se afigura cada vez mais grave.

José Gomes Ferreira, o director de economia da SIC, fazia ontem uma metáfora bem ilustrativa do que temos neste momento a acontecer. Dizia ele que Portugal parece um barco a afundar no qual, alheios a tudo e sem se preocuparem em evitar o afundamento, os almirantes (leia-se políticos) lutam entre si para ver quem chegará ao leme. Coisa inútil chegar ao leme de um navio que se afunda… mas ilustrativo da nossa capacidade de nos destruirmos.

Fazia-se, na TVI24, o rescaldo do congresso do PS. Surpresa… parece que muitos socialistas acham que se tratou de propaganda e não de um congresso (Daniel Oliveira diz no seu blog que já assistiu a congressos do PCP com mais pluralismo). Será possível que entre 1.200 congressistas ninguém fosse capaz de questionar as políticas deste Governo? Eu compreendo que no final deveria haver consenso e unanimidade, que todos deveriam remar para o mesmo lado. Não consigo é compreender que se percam 3 dias, que poderiam ser úteis para mudar o rumo e a estratégia COMPROVADAMENTE ERRADA do maior partido português, a massajar o ego do líder convencendo-o de que ele é que está certo. Um dos comentadores dizia que era natural que se assumisse aquela postura, afinal de contas aqueles 1.200 congressistas são os Deputados, os Presidentes de Câmara, os Chefes de Secção do Sector Público e os boys do sistema.

Antes de ontem também Medina Carreira fazia considerações na SIC Notícias. Faziam-se piadas com Medina Carreira e com o seu pessimismo… mas agora está à vista que tinha razão. Dizia ele que os políticos deveriam ser responsabilizados criminalmente pela má gestão que fazem dos dinheiros públicos. Falava na inutilidade de 3 auto-estradas Lisboa-Porto, no novo aeroporto, no facto de mais de 5.000.000 de portugueses dependerem do Estado, na alimentação das clientelas dos partidos… também ele usou uma metáfora: se nas nossas casas durante um ano o rendimento disponível sobe 2% e os gastos sobem 5% é inevitável que, passados alguns anos, o sistema entre em ruptura. Esse é o problema dos nossos políticos profissionais… são profissionais da estratégia, da demagogia, da ciência política e diplomacia mas não sabem, ou não querem, fazer contas simples.

Fui almoçar ontem e no restaurante um grupo de homens de uma empresa ligada à construção debatia a situação do país. Nunca como agora tinha ouvido tanta gente indignada e revoltada com os políticos. Sócrates, Cavaco, Passos Coelho, Portas e até Mário Soares ficaram com as orelhas a arder seguramente. Hoje de manhã, no café, mais um grupo de homens e mulheres e na conversa o mesmo desdém e ódio pela classe política e pelo que fizeram a este país. Parece-me que os nossos protagonistas políticos ainda não perceberam o que se passa nas ruas, esperamos que não venham a perceber da pior maneira.

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2 comentários

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De Anónimo a 14.04.2011 às 20:48

Tenha calma, porque o SOCRATES ainda vai ganhar as eleições. Os outros não dão exemplos melhores.
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De Anónimo a 15.04.2011 às 00:01

Caro Paulo Silva.

Pense nisto: " Sabia que PORTUGAL teve o seu início com o filho a bater na mãe" ?.

De um Lar em que o filho bate na mãe o que se espera?

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