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A 5 de Abril deste ano todas as forças políticas do nosso concelho, e várias personalidades da vida pública local, foram informadas, por correio electrónico, das graves dificuldades que a Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines atravessava, que culminavam agora com a notificação para a Execução de uma Penhora no valor de meio milhão de euros a favor da empresa BEMPOSTA – Investimentos Turísticos, LDA. Todos os notificados já saberiam, ou pelo menos tinham a obrigação de saber, que a instituição navegava em águas agitadas há demasiado tempo.

A partir desse momento, em que também eu fui avisado, procurei informar-me melhor e estar atento ao problema. Soube que o primeiro partido a responder ao apelo foi o PS, que solicitou uma reunião com o presidente da instituição. Todos os outros partidos, ao que julgo saber, tomaram igual iniciativa. Fiquei mais descansado por saber que todos estariam a trabalhar no sentido de resolver o imbróglio. Fiquei até satisfeito por saber que existiam conversas e movimentos de bastidores que agregavam vários interesses no interesse único de salvar a instituição.

 

Não interessa para nada nesta altura procurar culpados para a situação nem tão pouco fazer alarido público em seu redor. Estão em jogo centenas de crianças, centenas de famílias e dezenas de postos de trabalho. Por isso mesmo julguei que ninguém procuraria tirar proveitos políticos disto enquanto a situação não estivesse resolvida, ou pelo menos bem encaminhada. Enganei-me porque apareceu logo alguém a agitar a bandeira em seu proveito. Utilizar este assunto para clivagens políticas é pouco inteligente e apenas serve aos interesses do próprio. Fica aliás patente no seu discurso que, se hoje existe uma Casa do Povo em Messines, o mérito é “dele” e que, de forma que considera surpreendente, teremos que voltar a chamá-lo para resolver toda esta embrulhada.

Eu fui um dos que colaborou com a Casa do Povo durante largos anos, estava por perto quando as obras foram sonhadas e aprovadas, e nunca me lembro de ter visto por lá tal pessoa. Aliás, estou certo de que, quando o assunto passar a ser o apurar de responsabilidades sobre o que de facto aconteceu para que a Casa do Povo chegasse a este ponto, ele será o primeiro a dizer … que não teve nada a ver com “aquilo” e que sempre foi contra o que se estava ali a passar. Vão ver!

Espero bem que os outros intervenientes ajam de forma mais responsável. Espero que o discurso demagógico não tenha neste caso o mesmo resultado que teve na Alicoop, onde se enganaram pessoas e se insistiu na negação do óbvio, o que agravou ainda mais a situação envolvendo em prejuízos pessoas que poderiam ter escapado, tudo em nome da ambição política e da auto-promoção.

É bom que fique claro que, a ser necessário pedir o envolvimento da comunidade, esse pedido de ajuda deverá partir da direcção da Casa do Povo e não de um vereador que fala em nome próprio dentro de um partido político. Tal situação apenas contribuiria para afastar muitos cidadãos e forças vivas preocupadas com a Casa do Povo mas pouco disponíveis para ajudar à auto-promoção de políticos.

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2 comentários

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De Anónimo a 25.04.2011 às 22:23

Deviam era penhorar a casa do Massapina
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De Santos a 25.04.2011 às 23:05

Em boa verdade e uma vez que sempre defendi a responsabilização de todos os que gerem dinheiros públicos, acho que era necessário pedir uma auditoria às contas da Casa do Povo (bem sei que não são dinheiros exclusivamente públicos mas existe o carácter público da instituição). Aí ficava-se a saber se o "buraco" provinha de erros de gestão, de alguma situação menos clara (peculato ou apropriação indevida) ou se era um problema conjuntural sem a responsabilidade objectiva de alguém. É que esta história de estarem em risco os postos de trabalho de várias dezenas de pessoas não é brincadeira nenhuma!
Ah... e o tal vereador que anda a tentar sacar votos, daqui a 2 anos e meio ficará a saber o que as pessoas acham da sua campanhazinha precoce.

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