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Esta manhã, bem cedo, recebi um telefonema de um amigo a perguntar-me se já tinha visto a carta que andava a circular por Messines. Respondi que não e perguntei que carta era.

Explicou-me que tinha sido distribuída pela vila uma carta onde se atacava, anonimamente, o Dr Fernando Serpa. Disse-me que eram acusações graves e que até já teriam associado o meu nome a essa carta. Como é evidente fiquei preocupado, as cartas anónimas são algo que abomino. Sempre achei que numa carta anónima o conteúdo não importa, o que deve ser analisado são as motivações que levaram o autor a escrevê-la e que razões não lhe permitem assumir a autoria.

Pensei que, das duas uma:

- Ou a carta foi escrita por alguém do núcleo do Dr Serpa, para criar um efeito de “vitimização”… para que possam dizer que existe uma campanha obscura contra eles e quiçá justificar assim um mau resultado.

- Ou a carta foi feita por adversários e isso significa claramente que o Dr. Serpa é um problema que incomoda, justificando uma atitude baixa e típica de quem está desesperado.

Entretanto mais notícias me foram chegando. Primeiro de que, na entrevista à Rádio Algarve FM, o candidato do PS terá dito que tem uma sondagem que lhe dá a vitória nas eleições de dia 29. Como sei que existe uma sondagem e, honestamente, não acredito que seja possível o PSD estar na liderança (como já vi na blogosfera), inclinei-me mais para a segunda opção já aqui referida.

Já depois de almoço chegou-me às mãos a carta (que aqui deixo). Depois de lê-la torna-se claro que a primeira opção está posta de parte. Surge uma nova, a hipótese de se tratar de uma vingança interna por parte de quem gostaria de estar nas listas e não está.

A carta tem várias informações e passagens retiradas de blogs e comentários de blogs, não só do meu. Trata essa informação com uma ligeireza pouco apropriada e entra em questões que não são admissíveis, nem justas. Nomeadamente quando lança sobre o número 2 e a número 3 da lista do Dr. Fernando Serpa acusações cobardes e que, na minha opinião, não passam de calúnias inventadas com o único propósito de denegrir a imagem dessas pessoas.

A propósito disso gostaria de dizer publicamente que considero que o Dr. Fernando Serpa escolheu boas pessoas para as suas listas. Desde as Assembleias de Freguesia, até à sua própria equipa. O facto de estarem na lista de alguém que eu acho mau candidato não faz dessas pessoas más pessoas. Na verdade acredito que apenas umas três ou quatro pessoas que compõem as listas estarão a par dos verdadeiros planos e objectivos que motivam esta candidatura. Até nisso este candidato é igual a Isabel Soares, que nos seus mandatos teve muita gente boa, honesta e séria que a apoiou antes de perceber que o “projecto Soares” era um “projecto familiar”.

As minhas razões para não acreditar no projecto político do Dr Fernando Serpa são claras:

- Se o seu objectivo fosse defender o concelho, e a freguesia de Messines, tinha sido activo e interventivo nos 3 mandatos em que acabou por ser uma oposição “cooperante”. Não existe uma causa, um projecto, uma batalha que tenha travado nos bastidores em nome do concelho e da vila. Apenas e só posições públicas a fazer lembrar o “agarrem-me , senão vou-me a ele”. Ainda hoje comentava que no dia mais intenso dos últimos 20 anos em Messines (dia 27 de Novembro de 2007), quando à porta de Junta se reuniram largas centenas de pessoas para protestar contra a falta de uma rotunda à entrada da vila, o Dr Serpa entrou quando a sessão pública já decorria há mais de uma hora, pediu a palavra de imediato, disse um ror de banalidades e 5 minutos depois saiu da sala de fininho para o quentinho do lar. Não lhe interessava nada daquilo. Foi o Zé Piasca que foi a Faro, que fez cartas e que se mexeu para que hoje tivéssemos a tal rotunda. Não perdoo este tipo de gente.

- Se o seu objectivo fosse defender o PS teria ido a votos mais cedo, em vez de “empurrar” Lisete Romão para a frente. O problema é que a situação de vereador era-lhe cómoda e nunca acreditou que fosse possível ganhar a Isabel Soares. Se tivesse a intenção de servir o PS tenho a certeza que teria contado com o apoio de todos na altura certa. Outra coisa que não perdoo.

- Viabilizar em troca de coisa nenhuma aumentos de impostos, pagamentos a sociedades de advogados, empreendimentos obscuros e muitos outros “fretes” são, também, imperdoáveis e inesquecíveis.

- Querer apropriar-se do papel de “denunciador” do caso Viga d’Ouro, quando todos sabemos que o ex-vereador Manuel Ramos foi o único que teve coragem de divulgar um assunto que passou por várias vezes nas “barbas do Dr Serpa” sem que nada fosse dito… é inaceitável.

- Escrever, como colaborador, na Voz de Silves depois do que a Voz de Silves fez por Isabel Soares e contra o PS é inaceitável para todos os que têm memória. Tornar-se distribuidor daquele “vómito de jornal” em plena campanha é algo inacreditável. As pessoas não são parvas e esse foi o seu maior tiro no pé. Todos conhecemos o jornalismo que o director daquele jornal pratica e, é evidente, que para tal “frete” o preço a pagar será elevado.

- Politicamente (não me interessa a dimensão profissional e pessoal do homem), o Dr Fernando Serpa personifica tudo aquilo que eu abomino na classe política: tenta agradar a toda a gente e isso torna-o demagogo; tem uma agenda bem definida mas oculta e isso torna-o dissimulado; tem como prioridade dar nas vistas e isso torna-o oportunista; promete aquilo que não pode cumprir e isso torna-o falso;

Resumindo, quero deixar claro que não escrevi nem compactuei com essa carta, apesar de reconhecer que, involuntariamente, posso ter contribuído para ela. Isto porque muito do lá está escrito provém certamente de conteúdos que aparecem neste blog (chamou-me à atenção o termo "pochette" que usei recentemente), especialmente nos comentários que aqui, ao contrário doutros blogs, são livres. Na minha opinião esta carta é o indicador de que a candidatura do PS está bem posicionada para vencer as eleições. Se isso acontecer eu continuarei a assinar aquilo que escrevo e continuarei a discordar com aquilo que tiver que discordar. Se me enganar, serei o primeiro a retratar-me publicamente… mas nunca o farei anonimamente nem imporei a minha opinião a quem não a quer, razão pela qual tenho um blog e não uma newsletter ou um jornal. 


Aqui fica a carta, frente e verso:

 

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Mais uma vez o Facebook da “Confiança na Mudança” partilhou uma foto polémica. Nessa foto o candidato aparece com um folheto da candidatura de Rogério Pinto na mão, durante uma acção no Algoz. De imediato choveram comentários nos blogs e “diz que disse” pelo concelho. Para uns o candidato do PS estava a entregar um folheto do adversário, para outros estava a retirá-lo das mãos do cidadão… “exorcisando-o”…

 

Na realidade não foi nem uma coisa nem outra. De acordo com informações fidedignas o candidato do PS carrega na sua “pochette” folhetos das candidaturas adversárias e de vez em quando “saca-os” para demonstrar “quão ridículas” são as propostas alheias. É uma espécie de “confronto de ideias fascista”… no qual se rebaixam as ideias de quem não está presente com uma energia tal que nos dispensa de apresentar as nossas próprias ideias.

E falando em ideias é importante fazer notar que o PS Silves não apresentou ainda uma única ideia para o concelho (tirando a palhaçada do turismo religioso). Não tem programa eleitoral (e garantem-me que não vai ter), concentrando as suas “forças” em marketing… a liderança em outdoors e lixo gerado já ninguém lhe tira. Importa no final saber quanto custou e quem pagou todo este show, incluindo o “guru socialista” que veio coordenar a campanha e já garantiu a presença de Vieira da Silva, António José Seguro e João Proença no concelho de Silves. Bem sabemos que não “há almoços grátis”.

Uma coisa é certa, se Rogério Pinto, Rosa Palma ou David Marques quiserem fazer o mesmo tipo de política, usando um folheto da candidatura socialista para ridicularizar, não encontrarão nesse folheto nenhum material… uma vez que lá não consta nada… nenhuma ideia… nenhuma proposta… nenhum compromisso. Apenas e só banalidades e conversa para apanhar tolos.

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Um jornal que é distribuído na rua por políticos diz muito da qualidade e isenção do jornalismo que pratica. Da mesma forma, políticos que distribuem como material de campanha um jornal também transmitem claramente a mensagem da falta de escrúpulos que têm.

Que me perdoe o Luís Coelho, de quem tenho a melhor impressão e muitas boas recordações (da sua passagem por Messines), nestas fotos apanhado com “aquilo” nas mãos. Eu até sei que as ordens para distribuir “aquilo” vieram directamente do candidato… a energia que não teve a dar ordens para votar contra os ajustes directos à PLMJ, teve-a agora para meter os seus candidatos à Junta a distribuir a Voz de Silves.

Os candidatos mais “noviços” nestas andanças sujeitam-se, já tinha acontecido na inauguração da sede de campanha em Armação de Pêra… mas os mais experientes não embarcam nisso. João José não o fez em Tunes e tenho muitas dúvidas que o José Vítor Lourenço o faça em Messines. A dignidade de uma pessoa não se vende.

Seria interessante refrescar a memória aos socialistas deste concelho sobre aquilo que a Voz de Silves disse e insinuou ao longo de mais de uma década, nos tempos da “outra senhora”. Se tiver tempo haverei de ir à Biblioteca Municipal de Silves e fazer um “Best of”… fica prometido. Até lá, e seguindo-se ao "turismo religioso", fica o registo de mais uma prática... digamos... como é que hei-de colocar isto... de uma "esquerda esquisita"!!! Faz lembrar o "jornal do regime" da "esquerda salazarista".

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Leio na Página de Facebook da “Confiança na Mudança” a confirmação de que a célebre viabilização dos pagamentos à Sociedade PLMJ decorreu da abstenção do PS Silves na hora de votar. Portanto o PS viabilizou mais um saque aos contribuintes locais e ainda por cima fê-lo em relação a uma matéria na qual sempre se revelou bastante crítico.

Lendo com mais atenção verificamos que o PS absteve-se mas Fernando Serpa, o líder do PS de Silves e candidato à Câmara Municipal local, era contra… tendo até dado “instruções” à “sua equipa de vereadores” para votar contra!!!!

Alguém ainda precisa de mais provas de que Serpa não é o candidato do PS?!!!

 

Perante mais esta anedota somos levados a pensar uma de duas coisas:

  • Ou a vereação do PS não entende as palavras do seu líder, o que é preocupante e pode trazer consequências nefastas no futuro…
  • Ou a vereação do PS não faz o que o líder lhe manda, o que também não augura nada de bom…

Já não é novidade para os lados das bancadas conduzidas por Serpa e Lisete faltarem vereadores (quem não se lembra desta ), ou existirem trocas, em dia de votações importantes… é a chamada “política rasteira” que normalmente é utilizada por quem apregoa não fazer “baixezas políticas”.

 

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A hipocrisia sempre me irritou... demonstra muito o carácter das pessoas, infelizmente numa era de "fast-food" as pessoas nem sempre conseguem distingui-la...

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Levo tantos anos a escrever neste jornal e é precisamente num curto período de ausência que tudo acontece neste concelho! Não é justo. Se tivesse a mania das grandezas era “gajo” para dizer que estiveram a ver se me distraia para “fazê-las”.

E passo a enumerar: 1. O PS escolhe Fernando Serpa como candidato à Câmara Municipal de Silves. 2. Isabel Soares cede o seu lugar na presidência a Rogério Pinto. 3. Isabel Soares assume um cargo na Administração das Águas do Algarve. 4. Após indecisão política local, Silves vê extintas 2 das suas 8 freguesias. Uma canseira… só faltou venderem o Castelo ao Grupo Pestana!

Sobre o ponto primeiro, pouco a dizer. Era esperado, é despropositado, estava cozinhado e tem tudo para dar… errado. O PS não soube ver que era altura de trazer sangue novo, projectos novos, energia… vai dai, apresenta como “alternativa” quem durante 16 anos colaborou com todas as políticas e erros que afundaram o concelho, na esperança que 2 anos a “assobiar para o lado” e a dizer “não tive nada a ver com isto” sejam suficientes para apagar da memória dos silvenses toda a procrastinação passada. Ainda assim os socialistas do concelho têm razões para estar empolgados. O candidato não ajuda, mas o fim de ciclo no PSD local e o, mais que certo, “puxão de orelhas” ao Governo nas próximas autárquicas permitem sonhar.

Sobre o ponto dois… uma desilusão. Senti-me defraudado. Eu sempre esperei uma cerimónia de sucessão digna das melhores “cortes europeias”, com uma semana de festa, a cidade engalanada, acontecimentos culturais, discursos, inaugurações, fogo-de-artifício e um final apoteótico, com Isabel Soares a chorar em cima do palco e o povo em pranto cá em baixo a despedir-se. O que tivemos foi uma diminuta nota na imprensa a dizer que já não tínhamos presidente e um grande Tornado, que devastou a cidade de Silves, a dizer “habemus” presidente… não fosse isso e, estou convencido, muitos silvenses ainda hoje se julgariam “órfãos de cacique”.

E chegamos ao ponto três. As Águas do Algarve, essa Meca do “tacho e do job”, necessitava de “experiência” nos seus quadros administrativos e escolheu Isabel Soares para o cargo. Alguns, seguramente pouco informados, alegam que a nomeação foi consequência da “amizade íntima” entre a ex-presidente e o “Sr” Miguel Relvas, com o objectivo de… premiar a lealdade (diz que o preço da lealdade está a 4.500 euros por mês e um BMW…) e ao mesmo tempo abrir caminho a Rogério Pinto, para assim ganhar vantagem na corrida autárquica de 2013. Eu, como não sou “anjinho”, vou mais pela da “experiência” (não tarda ainda dizem que foi Relvas quem “encomendou” o Tornado), e quem me dera ter a experiência para levar avante um dos meus projectos: a “Ar de Portugal”, uma empresa que venderia ar aos portugueses. A coisa era simples: mediam-se as caixas torácicas de cada cidadão, calculavam-se os m3 que consumia (se praticasse desporto levava com um agravamento do preço e se fumasse levava com uma taxa de poluição) e mandava-se a factura todos os meses. Se não pagasse… cortava-se o ar! Como é óbvio o Estado pagaria toda a logística e depois entregava-me a dura tarefa de cobrar os dividendos. Fica a ideia, até porque daqui a 12 anos há-de ser necessário “alojar” mais uma “carrada” de presidentes de câmara e eu estou disponível para os receber se me derem a concessão.

E finalmente o ponto quarto. Quem mora na Aldeia Ruiva, “bairro” que fica numa das extremidades da vila de Messines, e se quer deslocar à Junta de Freguesia local terá que percorrer uma distância superior àquela que separa a Junta de Freguesia de Pêra da de Alcantarilha… talvez por isso o Governo tenha optado por agregá-las numa só, tal como Algoz e Tunes. Como é evidente todos somos a favor de poupar na despesa do Estado… desde que não nos toque essa poupança. É claro que a Junta faz falta, mas a verdade é que faz mais falta a uns do que a outros e é preciso tomar opções. Com medo de se queimarem as forças políticas do concelho votaram em bloco sob o lema: “Manter tudo na mesma”… e esperar resultados diferentes! A coragem, a visão e a estratégia no seu expoente máximo… e aplicada por igual por PS, PSD e CDU.

Quando foi criado o actual mapa autárquico, e já tem mais de 100 anos, as pessoas deslocavam-se de burro, comunicavam por carta (as poucas que sabiam escrever) e necessitavam como do pão para a boca da proximidade de uma entidade como a Junta de Freguesia. Hoje a maioria das Juntas pouco mais faz do que gerir o cemitério e alimentar os egos políticos de malta na pré-reforma. Com a facilidade de transporte, com as ferramentas de comunicação existentes, com cada vez mais serviços disponíveis através da Internet ou do telefone há muitas Juntas que se assemelham demasiado com um “brinquedo” muito caro que funciona com “pilhas” também elas muito caras. E digo caro não só pelo que custam directamente, mas sobretudo pelos custos indirectos com as questões de, digamos, “igualdade saloia”… um campo de futebol para cada freguesia, um lar de terceira idade para cada freguesia, uma cresce para cada freguesia, uma carrinha nova para cada freguesia… mesmo que não hajam jogadores, velhos, crianças ou passageiros em quantidade suficiente. Igualdade é igualdade e se “Monte Abaixo” tem, “Monte Acima” também tem que ter.

PS. Quero prestar a minha homenagem ao grande messinense e colaborador deste jornal Silvério Martins, que nos deixou recentemente. Deixa saudades pela amizade com que sempre me tratou, pelo muito que me ensinou e pelo exemplo que foi. Um grande abraço ao Francisco, o seu filho.

In: Terra Ruiva - Janeiro de 2013

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A construção do “mamarracho” na Praia Grande continua a revelar-se uma anedota. O PS Silves, ou melhor dizendo o “Partido do Serpa”, desespera pela aprovação do projecto, enquanto o PS Algarve questiona a Ministra do Ambiente sobre o impacto ambiental do mesmo.

Mas porque razão o mesmo partido político tem duas posições diferentes sobre o mesmo assunto?! Há quem arrisque dizer que no PS Algarve ninguém, profissionalmente, representa os proprietários daqueles terrenos… já em Silves aguardamos esclarecimentos sobre que advogados têm representado essas pessoas. Acresce dizer que, contando com o “ovo no cu da galinha”, os 45 Milhões de euros em taxas, licenças e impostos fazem muito jeito a quem já fala como presidente da Câmara.

Recentemente o PS Silves anunciou uma sessão de esclarecimento sobre o assunto… convenientemente marcada para uma segunda-feira às 15H, para garantir que quem trabalha não poderia estar presente. Nem sei o que se passou nessa sessão porque sou dos que trabalha e não me posso dar ao luxo destas coisas. No blog do candidato, tal como no blog do partido exclusivo do candidato, não existe nenhuma informação sobre o resultado da sessão. É estranho, tendo em conta o entusiasmo que colocaram no anúncio da mesma.

Certo, certo é que os exemplos chamados “Herdade dos Salgados” e “Amendoeiras Golf Resort” estão a escassos quilómetros, demonstrando que destruir aquela zona única no Algarve e no país terá como único efeito afundar ainda mais o concelho. Como já aqui disse (ver post), a oferta de hotéis com “piscinas” é “mato” no Algarve… já a oferta de praias virgens e dunas imaculadas é algo que escasseia e nas mãos de alguém com visão poderá tornar-se na “galinha os ovos de ouros” de um concelho inteiro.


Post scriptum: Luís Brás, um dos responsáveis pela Associação ALMARGEM seguiu o link colocado no texto acima, que o levou ao post anterior sobre a Praia Grande, e respondeu a um dos comentários de Luís Ricardo. A resposta parece-me de interesse comum e não é merecedora de ficar esquecida na timeline deste blog, por isso decedi acrescentar esse texto a este post. Cá vai:


Caro Luís Ricardo,
No exercício do direito de resposta, em nome da Associação Almargem, à qual creio que erradamente se referiu no seu post como Grupo, convido-o desde já conhecer melhor as posições defendidas por esta associação relativamente a Praia Grande (Silves), onde se incluem a Lagoa dos Salgados (Ribeiras de Espiche/Vale Rabelho ) e os Sapais da Ribeira de Alcantarilha, e as quais visaram sempre a defesa dos valores naturais em presença. 
Importa-me ainda comentar algumas afirmações por si efectuadas, as quais entendo carecerem de correcção, e que esperamos possam contribuir para uma melhor compreensão deste assunto, a saber:
 Apesar do seu carácter parcialmente artificializado, a Lagoa dos Salgados apresenta uma elevada importância ecológica enquanto reservatório de biodiversidade, albergando valores naturais relevantes para a conservação, particularmente ao nível da avifauna aquática, valores esses reconhecidos comunitária (Directiva Aves) e internacionalmente, mas também do ponto de vista paisagístico.

 Nas duas últimas décadas, a construção de uma pista de aviação, e posteriormente de um campo de golfe dentro da área inundável da lagoa, reduzindo a sua capacidade de retenção, e o aumento da afluência de água proveniente de descargas de Estações de Tratamento de Água Residual - ETAR de Pêra e da Guia, concorreram simultaneamente para a alteração significativa do balanço hidrológico da lagoa e da qualidade da água lagunar, traduzidos, respectivamente, no aumento da frequência dos episódios de abertura da barra e na diminuição da qualidade da água da Lagoa dos Salgados;
A resolução do problema da qualidade e do abastecimento da água da Lagoa dos Salgados dependeu durante muito tempo da descarga do sistema de águas residuais – concretamente da ETAR de Pêra. Tendo em conta a classificação da Lagoa como ‘Zona Sensível’ (desde 1998), que por força da aplicação da Diretiva Comunitária das Águas Residuais, obriga a tratamento superior ao secundário para sistemas de descarga de AR com mais de 10 000 habitantes, bem como a fraca qualidade do efluente tratado naquela, tornou-se necessário proceder a uma melhoria técnica dos sistemas de tratamento; 
 Com vista à melhoria do sistema de tratamento intermunicipal dos concelhos de Albufeira, Silves e Lagoa, e não propriamente para salvar a Lagoa, foi firmado um protocolo de execução de um projeto conjunto de interceção e tratamento de águas residuais que permitiria a construção de uma nova ETAR para servir 130 000 habitantes e a desativação da ETAR de Pêra, da ETAR da Orada (dispõe de tratamento secundário e emissário submarino), da ETAR da Galé (que dispõe apenas de tratamento preliminar e emissário submarino) e da ETAR da Guia (a descarregar na ribeira de Espiche, afluente da Lagoa dos Salgados); 
Em 2005 foi submetida ao procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental o projeto da ETAR Intermunicipal Poente de Albufeira, o qual se propunha substituir os sistemas municipais anteriormente referidos, e cujo projeto previa que a descarga das águas residuais fosse efetuada no mar, por emissário submarino, que parte do efluente fosse reutilizado na rega de campos de golfe e que fosse igualmente avaliado o impacte das descargas na Lagoa dos Salgados. A ETAR entrou em funcionamento em 2009, tendo-se verificado uma melhoria significativa na qualidade da água da lagoa.
Por último, faço notar que a Almargem expôs já por várias vezes as suas preocupações sobre este assunto junto das entidades nacionais e comunitárias, tendo ainda participado na Discussão Pública do Plano de Pormenor da Praia Grande, ao qual deu um parecer negativo sobre o mega-projecto previsto.

Luís Brás

Podem ver o contexto deste comentário clicando neste ink.

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Disse-me um “passarinho” que o Blog Penedo Grande, mais especificamente a sondagem que temos aqui ao lado, tem sido seguida com atenção pelas mais altas individualidades do PS Algarve… mais precisamente a partir de Albufeira e São Brás de Alportel. Uma verdadeira honra. Talvez sabendo disso “alguém” tentou, no dia 16 (o dia do tornado), votar 52 vezes no putativo candidato do PS a Silves. Quem o fez não deve ter visto que apenas o primeiro voto foi contabilizado, uma vez que o sistema apenas permite um voto por IP. Fica no entanto o registo dos “meios” que se usam naquela “sede de campanha”.

Sobre a sondagem, que muitos desvalorizam, os dados não mentem: mais de 40% dos visitantes votam no PS, mas no entanto só cerca de 14% votariam no candidato do PS. Também o PSD tem mais votos que o seu candidato, mas os números são perfeitamente aceitáveis numa amostra de pouco mais de 100 votantes.

Como aqui tenho defendido uma candidatura independente tem o cenário perfeito para vingar nas próximas eleições. É por isso que essa candidatura vai acontecer e vai ter mais força do que aquilo que imagina a maior parte dos “politiqueiros” locais. É só aguardar, e já não falta muito. Tem sido extraordinário o feed-back obtido no contacto com as pessoas… de toda a orientação partidária.

Mas o “passarinho” disse-me mais… garantiu-me que as cúpulas do PS Algarve têm forte inclinação e preferência em 2 nomes para encabeçar a lista em Silves… só que nenhum desses nomes é Fernando Serpa!!! Uai!!! Querem lá ver!! Será que a “conspiração” não tinha pensado na possibilidade da Distrital não “embarcar” em “fetiches” pessoais?! É que os dois nomes em cima da mesa são silvenses, são muito mais novos, muito mais competentes, muito mais respeitados e não andaram durante quase 20 anos a “comer as migalhas” da governação de Isabel Soares, esperando que caísse de podre. Em suma não foram  coniventes com isto que temos.

Olhando para as últimas listas apresentadas a eleições e para a Comissão Política da Distrital não é difícil perceber quais são os nomes… adivinhem!

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Rogério Pinto já encontrou o Vereador que o irá substituir no executivo camarário. A escolha recai sobre o armacenense Pascoal Santos (espero que o Luís Ricardo não me desminta na naturalidade), que deveria ter sido publicamente apresentado no dia em que a cidade foi atingida pelo tornado.

Sobre o novo Vereador, que tenho o prazer de conhecer bem, posso dizer que é uma óptima escolha. É um jovem arquitecto já com provas dadas, é conhecedor do concelho, é empresário e empreendedor e tem um perfil diplomata, procurando sempre consensos. Ainda não sei como serão distribuídos os pelouros mas tenho elevada expectativa nesta renovação em curso na autarquia

Sobre o PS, ao que parece, o dia após o tornado, 17 de Novembro, serviu para a Comissão Política apontar definitivamente Fernando Serpa como candidato às eleições autárquicas do próximo ano. O facto já estava consumado há muito, para ser mais preciso desde a primeira candidatura para “encher chouriços” de Lisete Romão. Sobre isso fico com a sensação que a maioria dos militantes não tem pingo de entusiasmo com esta candidatura, estarão mesmo resignados e “peados” pela ética partidária. Outros porém estão animadíssimos, mas mesmo esses apontam o desgaste do PSD e a possibilidade dos eleitores castigarem o Governo nas autárquicas como a grande vantagem em 2013… ou seja, ninguém equaciona que por mérito próprio o PS possa ganhar em Silves. É revelador…

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Anjinhos

21.09.12

Uma coisa que me surpreende é que, apesar de tudo o que vivemos nas últimas três décadas, continuamos a ser “anjinhos”! Leio na primeira página do “Terra Ruiva” que “Praia Grande chega a Cavaco Silva” e, apesar de compreender perfeitamente a posição de um jornalista perante esta situação, não posso deixar de pensar que, entre os leitores, uma grande quantidade de “almas” irão dormir mais descansadas na esperança de que o Sr. Presidente da República tome o partido da inviabilização daquele atentado.

Não é que queira retirar a essas “almas” a esperança, mas só a falta de informação e a ingenuidade justificam que alguém neste concelho acredite numa solução vinda de Cavaco Silva. O projecto que ali nascerá (a não ser que uma nova revolução aconteça) é uma verdade mais absoluta do que a matemática. A empresa por trás do projecto emana do BPN e conta com a liquidez que os 4.8 mil milhões de euros dos contribuintes lá injectaram. O BPN, esse mesmo banco que deu a Cavaco o conhecido “jackpot” e muito provavelmente outros ainda maiores que não conhecemos. O mesmo BPN que teve nos seus quadros praticamente toda a geração de políticos que rodearam Cavaco nos seus dourados anos do betão e dos CCB’s. Provavelmente Cavaco até terá comissão no projecto.

Já sabemos que Isabel Soares, Rogério Pinto e Fernando Serpa vêem inegáveis qualidades no projecto e tudo farão para que vá em frente. Não pelo emprego, não pelo concelho… mas sim porque estão em jogo 30.000.000 de euros de taxas e licenças que a autarquia arrecadará. Com esse dinheiro (o equivalente a mais de 1 ano de receitas do concelho) este tipo de políticos, que nos trouxe a este estado de coisas, manterá o poder, o séquito, o concelho a viver acima das suas possibilidades sem nada produzir, sem ter que mexer uma palha ou ter uma ideia… e no final sairão com o bolso cheio directamente para a administração da Algar, da Docapesca, das Águas do Algarve ou doutro qualquer sorvedouro pago pelos contribuintes.

Para eles tanto lhes dá se o destruímos o património natural, se liquidamos as aspirações das gerações futuras, se concordamos ou não. O importante são as suas carreiras, os seus partidos e as suas ligações com os poderosos… A nossa história recente tem sido a repetição desta cassete.

Seria interessante perceber a posição do PCP e do BE (desde já me disponibilizo para aqui divulgar essas posições, caso queiram enviá-las para paulo.silva5@sapo.pt ) e ver se, enquanto eleitores temos quem nos defenda. 

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