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Já chega...

01.11.09

 

Quero informar a todos que a partir de agora, e por tempo indeterminado, os comentários aos textos deste blog ficam sujeitos a aprovação. Existe na nossa natureza humana a “tendência” de culpar o mensageiro pelo teor da mensagem, isso tem-me custado alguns dissabores e conotações que não posso aceitar. Assino o que escrevo, tenho um espaço meu onde dou as minhas opiniões mas não posso aceitar certo tipo de comportamentos de anónimos que, de forma leviana e cobarde, exageram e são mal-educados.
Quero ainda salientar que o mundo das novas tecnologias não é tão seguro e anónimo como algumas pessoas pensam. Com os conhecimentos correctos é fácil saber de onde saem os comentários e arrisco a dizer que há por ai “anónimos”, com pseudónimos, que já são mais conhecidos que o papa. Acho também que algumas dessas pessoas nunca teriam a coragem de dizer ou escrever de novo as coisas que aqui dizem a coberto do anonimato.
Quero, para terminar, deixar duas considerações:
1 – Não vejo mal nenhum na limpeza do terreno onde “estacionam os autocarros”, que é propriedade do Dr. José Paulo Sousa mas poderia ser de qualquer um. É preciso ter lata para vir aqui dizer que um terreno com utilidade pública e implicações directas na segurança das pessoas e segurança rodoviária não pode ser limpo pelos funcionários da Junta. Os autocarros que lá estão estacionados diariamente poupam a via pública de enormes constrangimentos e aquela figueira era de facto um perigo para a segurança rodoviária. Além disso parece que a “tralha”, que agora foi limpa, tinha sido ali deixada pela Câmara Municipal aquando da construção do jardim. A mesma Câmara Municipal que continua a cobrar ao proprietário impostos do terreno anexo, cedido ao município, e onde hoje está implementado o “Jardim Perigo de Morte”. Isto, meus senhores, não é uma questão de politica… é uma questão de bom senso.
2 – O blog do Dr. Fernando Serpa traz-nos hoje a “acta” da última reunião de câmara. Não sendo uma ideia original é uma excelente ideia e, tanto ele como o PS Silves, podem ter muito a ganhar com isso. Eu tenho memória e por isso vos digo que, se critiquei o facto de não existir informação sobre as posições do PS disponível na Web, aplaudo a iniciativa e espero que resulte num enorme sucesso.

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Estamos em dia de reflexão. Hoje, de acordo com a Lei Eleitoral ninguém poderá fazer campanha de qualquer espécie. A propósito disso gostaria de falar de um assunto local… parece que a Dra Isabel Soares se prepara para mais um dos seus atropelos às boas práticas democráticas e desta vez envolvendo na “marosca” uma das mais brilhantes e refrescantes associações do concelho: a Associação EXTREMOSUL.
Tudo indica que a autarca aproveitará a 5ª Maratona BTT para uma aparição, a pretexto de entregar uns prémios e representar a autarquia, que em tudo seria normal… não fosse realizar-se na véspera das eleições e a menos (muito menos) de 50 metros da assembleia de voto. A juntar a isto a prova termina no recentemente inaugurado “Jardim Perigo de Morte”, uma obra que a candidata reclama como a “grande obra deste mandato” em Messines.
Diz o nº 1 do Artigo 177 da Lei Eleitoral que “quem no dia da votação ou no anterior fizer propaganda eleitoral por qualquer meio é punido com pena de multa não inferior a 100 dias”; diz o nº 2 do mesmo artigo que “quem no dia da votação fizer propaganda em assembleia de voto ou nas suas imediações até 50 m é punido com pena de prisão até 6 meses ou pena de multa não inferior a 60 dias”. Parece, a julgar pelas sanções, que o legislador acha a coisa grave… digo eu.
Conhecendo o populismo e oportunismo da candidata PSD não me custa nada a acreditar que dessa acção, aparentemente inofensiva, resultará um “comício ilegal” rematado com uns “vivas” a Isabel Soares, ao PSD e ao Jardim Municipal de Messines. Se tal acontecer os mais prejudicados serão os rapazes da Associação EXTREMOSUL, que tudo têm feito para se manter apartidários. Eu acho que eles não merecem isso e espero que a inocência política não os traia.
Assim sendo fica aqui o meu apelo ao bom senso (o mesmo que leva Cavaco Silva e António Costa a não proferirem o habitual discurso a 5 de Outubro) de todos os envolvidos, para que se evite mais uma “punhalada” às boas práticas democráticas neste concelho. Ao pessoal da EXTREMOSUL deixo o meu apoio total e o conselho de que, neste ano mais do que nunca, convidem o Dr. José Paulo Sousa (ou outro qualquer representante da Caixa Agrícola) para entregar os prémios e fazer os discursos. Messines agradece que não envolvam política neste evento, pelo menos nesta data.

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A visita Dra. Isabel Soares a Messines, para inaugurar o Museu do Trajo e o Jardim Municipal (ou, como eu lhe chamo, Jardim Perigo de Morte), fez lembrar a visita de um presidente americano às suas tropas estacionadas num país inimigo… foi uma visita "relâmpago", "secreta" e rodeada de "fortes medidas de segurança".
Demonstra isso que a senhora sabe bem que terrenos pisa. Sabe que os messinenses têm razões de sobra para questionar o seu trabalho e sabe que esse trabalho foi mal feito, ao ponto de nem sequer procurar explorá-lo em época de eleições, preferindo convidar a “trupe laranja” para garantir segurança e “palmadinhas nas costas”. Caberá por isso ao próximo presidente de câmara (nem que isso leve 20 anos) reconhecer Francisco Vargas Mogo e reconstruir o espaço, dando-lhe a dimensão e qualidade que Messines merece.
Do lado da CDU os candidatos à junta e à câmara trabalham com afinco para recuperar a desvantagem com que se apresentaram para esta corrida. Já vi flyers do João Carlos Correia e os cartazes da Dra. Rosa Palma (com muito melhor “ar” do que nos outdoors que circularam na net) já estão por todo o concelho. Na rua comenta-se que “poderá ser uma surpresa”.
O PS perde o gás, caindo no erro, de muitos partidos em autárquicas, de “correr como um louco” no início para terminar “esbaforido” e sem acção para nada. Comenta-se na vila que as atitudes “menos éticas” da Dra. Lisete Romão, ao procurar usar o seu posto na sociedade civil para apelar ao voto, podem custar-lhe caro. Somos um “pequeno concelho” onde todos se conhecem e, apesar do que muita gente pensa, os silvenses não são “burros” ou “atrasados”. Diz-se também que alguns membros das suas listas se sentem postos de parte e são os primeiros a colocar em causa a capacidade da líder, manifestando descrença em relação ao resultado final destas autárquicas.
Ainda no PS, não deixa de ser curioso que o Programa Eleitoral “escarrapachado” no site da candidata seja totalmente virado para os idosos, como se fossemos um concelho “com os pés para a cova”. A opção é disputar o eleitorado “fiel” de Isabel Soares em vez de procurar conquistar o eleitorado descrente que engorda, ano após ano, os números da abstenção.
Quanto ao BE, sabe-se que apresentou ontem as suas listas mas pouco mais tem saído para fora. É aguardar para ver o que nos reserva o Engº Carlos Cabrita e como pretende comunicar com as pessoas nesta recta final.

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Promessas...

31.08.09

 

Apesar de ainda não ter outdoors e cartazes na rua, a nossa presidente está em campanha… ao seu melhor estilo. Desta vez São Marcos da Serra é o alvo das suas promessas eleitorais que, ficarão na gaveta com toda a certeza, tal a sua inviabilidade e despropósito.
Com a construção do Museu do Azeite e da Estalagem “do Azeite” em curso eis que chega o anúncio de que se irá construir em São Marcos da Serra uma Praia Fluvial e um Parque da Campismo (curiosamente num local onde “existem muitas oliveiras”, é inegável a relação de Isabel Soares com o “viscoso liquido”).
Traçando um paralelismo entre estas propostas (feitas para um universo de 900 eleitores, dos quais a esmagadora maioria tem mais de 50 anos) e o que foi feito em Messines, até se torna divertido imaginar o que poderá ser a Praia Fluvial e o Parque de Campismo… tendo em conta o “Terminal Rodoviário” (prontinho a inaugurar) e as “Piscinas Olímpicas” (diariamente frequentadas por pequenos “Michael Phelps“ - como se pode ver na foto) que construiu na nossa vila.
Também não deixa de ser curioso que numa altura em que os Parques de Campismo começam fracassar em zonas de elevado potencial turístico se pense em construir um em São Marcos da Serra, uma terra onde as pessoas não têm cuidados de saúde dignos, acesso a transportes públicos e (em muitos locais da freguesia) saneamento básico!
A Praia de Fluvial é um projecto interessante, que tenho defendido pelo baixo investimento e benefício directo para as pessoas da freguesia, mas isso não faz com que acredite na sua construção por este executivo.  Será mais um truque para iludir as pessoas e fazê-las acreditar que melhores dias virão. O que conta mesmo é o voto… e no dia 11 de Outubro de certeza que São Marcos da Serra vai votar em peso na senhora.
Aqui ficam os links para as notícias:
Os vossos comentários são muito bem-vindos.

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Como sempre por más razões a nossa vila volta a figurar nos jornais nacionais. Ainda o Jardim nem foi inaugurado e já há quem peça que se manda abaixo e se faça de novo. Já aqui tinha falado naquela vergonha mas, como sempre, será preciso que alguém se aleije (ou coisa pior) para que se faça alguma coisa. Aqui fica a notícia e o link:

 


S. B. Messines: Crianças aproveitam espelho de água junto a escola

Banhos de risco em jardim público

O novo jardim municipal – ainda por inaugurar em São Bartolomeu de Messines, Silves – tem um lago com cerca de 20 metros de comprimento que é usado por crianças para banhos. O perigo de queda, afogamento e contaminação é real, mas nenhum sinal de alerta ou proibição existe naquele equipamento público mesmo em frente a uma escola EB 2,3 .

"Só falta o nadador salvador", comenta Fernando Manuel, proprietário de um bar junto do jardim onde o pequeno lago foi enchido há cerca de cinco semanas e terá cerca de 80 centímetros de altura de água. O empresário denuncia a falta de avisos a proibir os banhos e salienta que "fazer um jardim com mármores em arestas vivas, em muros baixos, é um perigo".

O presidente da Junta de Freguesia de S. B. Messines já alertou a autarquia para o perigo. "Não é difícil uma criança afogar-se ali", diz José Vítor Lourenço. A delegada municipal de Saúde visitou o local esta semana. "Fiquei abismada, perplexa. Há um tanque sem avisos, sem resguardos, com água que parece conspurcada e com crianças a mergulhar. Há risco de contaminação, de traumatismo e de afogamento", diz Lisete Romão.

A presidente da Câmara de Silves admite já ter sido alertada. "Fui lá e não vi nada", alega Isabel Soares, admitindo que "se não foi só um momento, temos que colocar um sinal".

Paulo Marcelino

 


In Correio da Manhã - 27/08/2009

 

Já agora, e à posteriori, ressalvo que me parece pouco ético este duplo papel que tem desempenhado “a delegada de saúde local”. Ficar-lhe-ia muito bem que, numa circunstância em que é candidata à presidência do Município, se dignasse a pedir a suspensão das suas funções como delegada de saúde. Se a ideia é ser diferente e primar pela competência e honestidade o melhor é demonstrar que isso significa mais do que palavras para colocar em outdoors. É apenas a minha opinião, que tal como na questão das “cores” terá o valor que cada um lhe quiser atribuir.

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Recebi um pedido para publicar no meu blog esta carta de Margarida Vargas, filha de Francisco Vargas Mogo. Apesar de este Blog não ter um carácter de divulgação de outra coisa que não sejam os meus devaneios, abro uma excepção e, assumindo o papel de impulsionador do Jardim Francisco Vargas Mogo, com todo o prazer o faço:


“Após seis anos em que me remeti para o silêncio, penso que chegou o momento de também eu ter algo dizer acerca do meu Pai.
Morreu, a meu ver cedo demais, cheio de projectos para Messines, sendo um deles ,o tão falado jardim cujo nome se discute.
Aos que lhe honraram a memória, cedendo um terreno que lhes pertencia para ser usado pela comunidade, eu agradeço em meu nome e em nome do meu Pai, porque sei o quanto essa obra era importante para ele, até na sua fase final, quando lutando contra a morte, ainda achava que ia fazer algo pela terra que tanto amava.
Sim, estou a falar como filha e coma messinense, lúcida, nascida na rua João de Deus nº8.
Estou a falar de um homem, que como homem que era tinha defeitos, mas que acima de tudo, tinha uma enorme Alma e um grande orgulho em ser filho deste povo e desta gente, que o fazia dar o melhor de si perante qualquer adversidade que fosse para erguer o nome de Messines.
Era esta força Interior que o movia e que o distinguia de muita gente que por aí anda!
Sabia dar de si e dar o que era seu. Quando era importante para Messines, sabia pedir!
Agora não vejo nada! Nem a grandeza de dar, nem a humildade de pedir!
Muitas vezes vejo homens, que devido á pequena dimensão humana que possuem, que de si e seu nunca deram nada tentarem denegrir a memória e a postura de quem já não se encontra presente para se defender.
Como o mesmo diria se cá estivesse, não se dava a esse trabalho com essa gente!
Vejo-os terem muita vaidade e muita pobreza de Alma!
Vejo-os muito ricos, mas quando morrerem, ninguém discutirá se lhes vai pôr o nome num jardim, porque não deixarão um metro de solo á comunidade, para que seja feito algum!
À Srª Presidente, tenho um pedido a fazer:
Tenha a dignidade de honrar um messinense, que merecia, que tinha orgulho em ser seu amigo , que era meu Pai e se chamava:
FRANCISCO VARGAS MOGO”
                                                                                                        
Margarida Vargas

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"Messines está plantada num vale lindíssimo e nas mãos de gente competente podia ser uma das mais belas terras do Algarve. Não temos líderes capazes nem munícipes exigentes o suficiente."

Inquérito do Penedo, IP: 7.***.***.89

 

Pego nesta frase, que foi deixada no inquérito, para fazer mais um post sublinhando que a falta de exigência é a grande pecha deste concelho. Essa falta de exigência leva a que muita gente medíocre continue envolvida, ou demasiado próxima dos centros de decisão, contribuindo assim para decisões medíocres, obras medíocres, vilas e aldeias medíocres.
 
Deixo-vos aqui alguns exemplos:
 
 
Este é o novo “terminal rodoviário” de São Bartolomeu de Messines, onde todos os dias pela manhã dezenas de pessoas esperam pelo autocarro que as levará aos seus empregos em Albufeira (empregos é coisa que em Messines não há, se calhar por causa do Sócrates), onde todos os dias pela tarde dezenas de miúdos esperam pelos autocarros que os levarão a casa e onde todos os dias dezenas de outras pessoas passam no decurso das suas vidas e necessidades. Como podem reparar o “terminal rodoviário” de uma vila com mais de 3.000 habitantes é “igual” à paragem rodoviária de qualquer “lugarejo” onde, de quinze em quinze dias, um "gato-pingado" espera pelo autocarro. Caberão ali, num dia de chuva, umas 5 a 6 pessoas. Isto é respeito pelos munícipes?!
 
 
Nesta outra foto podemos ver os “acabamentos” do Jardim Municipal. A própria divisão entre o espaço de diversão dos mais novos e o restante “jardim” (entre aspas, claro está) está repleta de quinas pontiagudas e arestas cortantes à espera que algum miúdo vá parar ao hospital por, simplesmente, ser miúdo e fazer o que os miúdos fazem… saltar, pular, correr e cair. Isto é respeito pelos munícipes?!
 

Este toldo “nojento” e “roto” foi anunciado, na altura da sua colocação, como um investimento nos mais velhos, mas mesmo que o toldo ainda estivesse novo e fosse muito bonito o local é vergonhoso. Trata-se do cruzamento mais movimentado da vila, uma zona sem passeio e sem qualquer acesso digno… Este espaço é a recomendação da Câmara Municipal para o “ajuntamento” dos mais velhos. Já ali aconteceram vários acidentes rodoviários, felizmente ainda nenhum causou danos de maior.

 

Nesta última foto (de hoje, porque muitas mais existem que demonstram a incompetência deste executivo) podemos constatar aquele que é, quanto a mim, o mais grave problema da vila de Messines: a escola e o estádio municipal constituem um “tampão” que não deixa a “Messines do comércio” comunicar com a “Messines dos serviços”. Um idoso que queira deslocar-se da Praça à Junta de Freguesia vê os cerca de 200 mts que separam os dois espaços transformados numa escolha muito difícil. Ou opta por fazer o percurso mais curto e vê-se obrigado a atravessar uma azinhaga cheia de armadilhas onde muita gente evita passar, ou é obrigado a circundar a vila fazendo quase 1 km numa estrada de sentido único com passeios estreitos e irregulares. Tudo isto porque (e dai vem grande parte da minha “azia” a Isabel Soares) se decidiu construir, para fins meramente eleitorais e contra a vontade daqueles que se preocupam com a vila. O resultado foi, como já aqui disse, Messines ter 2 pavilhões desportivos a menos de 50 metros um do outro e ter que mandar as suas equipas de Andebol e Futsal jogar a Armação de Pêra ou Albufeira porque nenhum dos pavilhões tem as dimensões oficiais. Isto é respeito pelos munícipes? Não creio...

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A flor da esteva

16.03.09

Depois de um início de ano “farrusco” em todos os sentidos eis que temos a primavera à porta e tudo parece diferente. As pessoas andam mais alegres, a paisagem é mais bonita, os próprios ares que respiramos são mais perfumados e frescos, num cruzamento delicioso entre a flor de laranjeira do barrocal e a flor da esteva que vem da serra. Tenho que reconhecer: a nossa freguesia fica maravilhosa nesta época. Evidentemente nunca tão bela como Silves onde, quiçá por força do “microclima”, a primavera tem sido mais intensa. Ou é isso ou a razão para a “capital” do nosso concelho estar tão florida tem a ver com o facto de, nos últimos 10 anos, se investir em Messines 1 euro por cada 100 gastos em Silves.

 
E flores é o que menos há no novo, e ainda não oficialmente aberto, Jardim Municipal de Messines. Está quase pronto e a inauguração haverá de acontecer semanas antes das autárquicas que se avizinham, como convém. O Jardim deu para duas campanhas eleitorais: em 2005 o “outdoor” e os tapumes que lá foram colocados levaram alguns eleitores desatentos a dar o “voto ao bandido”. Volvidos 4 anos o jardim está pronto e, na certa, mais alguns incautos haverão de entender que foi um trabalho “dos diabos” e deixar a “cruzinha” no partido do poder.
 
Na minha modesta opinião o projectista daquele jardim “odeia” Messines e os messinenses. Acho que uma das primeiras medidas que um executivo camarário sério terá que tomar no futuro será “reconstruir” o espaço eliminando as quinas e arestas “afiadas” que proliferam na área. O excesso de “pedra” é a principal característica do jardim e nada tem a ver com o “esboço” que Francisco Vargas Mogo entregou à Câmara juntamente com os quase 5.000 metros de terreno onde a infra-estrutura foi construída (os restantes 1.500 foram cedidos por Hélder Tomé Vieira). Ainda assim, é preciso dizer, o espaço está bem melhor do que estava e agora só falta dar um pouco de decência aos extremos norte e sul, onde eu sugeria que se construísse um terminal rodoviário para substituir aquelas duas “vergonhosas” cabines de chapa.
 
Enquanto esperamos pela inauguração surgem boatos de que o Jardim irá ser baptizado de “Jardim 8 de Março”, em homenagem a João de Deus (essa é a sua data de nascimento) ou às “mulheres portuguesas” (esse é também o dia da mulher). Sem desprimor para o destinatário da homenagem, seja ele qual for, parece-me que o mínimo a pedir seria que fossem ouvidos os messinenses, tentando perceber que nomes sugeriam para o Jardim. Está em marcha na vila um abaixo-assinado que visa persuadir os responsáveis pelo concelho a adoptar para o espaço o nome “Jardim Francisco Vargas Mogo”. Eu próprio sou um dos apoiantes dessa iniciativa, à qual dei destaque no meu blog (http://penedogrande.blogs.sapo.pt) pela primeira vez em 2006 e que agora é retomada reunindo muitos mais apoiantes.
 
Francisco Vargas Mogos dispensa apresentações. Foi o último messinense de fibra que conheci e para descrever melhor quem foi direi apenas que amigos e “inimigos” reconhecem de forma unânime a importância que teve na sociedade messinense. Só um grande homem é lembrado com igual saudade por todos. As razões para o “Jardim Francisco Vargas Mogo” são mais que muitas. A começar pelo facto de esse homem ter sido um dos visionários do referido jardim. Depois, como já aqui disse, porque parte dos terrenos utilizados para a sua construção foram cedidos por ele, sendo que, de forma vergonhosa, a sua família ainda continua a suportar impostos municipais referentes aos terrenos doados. Finalmente porque Francisco Vargas Mogo é um nome transversal a toda a sociedade messinense: Caixa Agrícola, Casa do Povo, Columbófila, UD Messinense, Escola Agrícola, Junta de Freguesia, Bombeiros Voluntários, Messiaco… em todas essas instituições está o dedo desse grande homem. Julgo que é da mais elementar justiça que o abaixo-assinado seja levado a sério e consiga o seu objectivo.
 
Termino com a “rotunda jardim” que nasce no cruzamento Messines – Algoz. Passei por lá recentemente e reparei que algo estava diferente. Como estava a conduzir nem apercebi bem do quê. Voltei a passar dias mais tarde e voltei a ficar com uma sensação estranha, desta vez ocorria-me que a rotunda estava cheia de mato!!! Como podia uma rotunda com apenas alguns meses estar cheia de mato?! Voltei para trás, estacionei na saída para o Algoz e contemplei estupefacto aquele “trabalho”. “Plantaram” estevas na rotunda! Estevas, meus senhores!! Que “raio” de pessoa se lembra de plantar estavas numa rotunda em Messines?! Não estranho a atitude porque este executivo é pródigo em fazer pouco dos messinenses, mas acho que numa rotunda que pode ser considerada a entrada da vila - ainda para mais carregada de simbolismo pelos acontecimentos trágicos que ali se sucederam – as estevas são de muito mau gosto. Sei que as rotundas não estão acabadas, mas a julgar pelo começo vamos ter “mamarracho”.

 

 

In. Jornal "Terra Ruiva" - Março de 2009

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Caros leitores;

 

A partir de hoje está disponível para download aqui no Blog o documento que será usado para recolher assinaturas a favor da atribuição do nome de "Jardim Francisco Vargas Mogo" ao Jadim Municipal de São Bartolomeu de Messines. (Ali ao lado).

Como aqui disse uma cidadã estrangeira a residir na freguesia: o Jardim será pouco. É verdade, é pouco mas é um começo. Posso sugerir ao senhor presidente da junta que se deixe de "literaturas" (sem desprimor para as literaturas, mas no concelho existem instituições mais bem preparadas para essas coisas) e "ofereça" um busto ou uma estátua a Francisco Vargas Mogo no espaço do jardim. É só uma ideia.

Peço aos meus amigos que imprimam e ajudem nesta acção. Em breve farei chegar à freguesia umas dezenas de cópias.

Para download basta clicar: AQUI!

Obrigado pela participação de todos.

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Já estão em vigor duas novas iniciativas do Penedo Grande que pode encontrar nas barras aqui à direita da coluna de posts. São a Petição que visa atribuir o nome de Francisco Vargas Mogo ao Jardim Municipal que será inaugurado este fim-de-semana e um inquérito que visa reunir alguma informação útil para depois apresentar aos internautas. Para participar basta clicar nos “banners” e serão encaminhados.

 

A petição merece, contudo, um esclarecimento. Ao que se consta a inauguração do Jardim Municipal irá realizar-se a 8 de Março (dia da mulher e dia do nascimento de João de Deus) e contará com a presença da Dra. Isabel Soares e do grupo “Mulheres Sociais-democratas” sendo de prever que o discurso aponte ao fervor feminino pela celebração de tal dia.
Como sempre a população messinense não foi tida nem achada neste baptismo que tanto poderia dar em “Jardim 8 de Março” como em “Jardim 5 de Novembro”( a data de nascimento da própria autarca). Trata-se de uma imposição e de uma oportunidade de voltar a mostrar aos seus “amigos” que em Messines quem manda é a presidente de câmara.
Ora o Penedo Grande já aqui havia lançado o repto para que fosse atribuído ao Jardim o nome do homem que o imaginou naquele lugar e que acabou por permitir que ali se concretizasse, cedendo terreno para isso: Francisco Vargas Mogo.
O nome é, de resto consensual, da esquerda à direita. Não há, nos tempos mais recentes, ninguém que tenha feito tanto por Messines como Francisco Vargas Mogo. Desde os bombeiros à columbófila, passando pela Caixa Agrícola e pela UD Messinense… o seu contributo é transversal a todas as colectividades e sectores de actividade da freguesia. Um homem que tinha inimigos porque fazia coisas e exigia sempre o melhor para a sua terra… mas que é lembrado por todos com o máximo respeito e admiração.
Se concorda com esta ideia assine a petição clicando aqui. Obrigado.

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