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Esta manhã, bem cedo, recebi um telefonema de um amigo a perguntar-me se já tinha visto a carta que andava a circular por Messines. Respondi que não e perguntei que carta era.

Explicou-me que tinha sido distribuída pela vila uma carta onde se atacava, anonimamente, o Dr Fernando Serpa. Disse-me que eram acusações graves e que até já teriam associado o meu nome a essa carta. Como é evidente fiquei preocupado, as cartas anónimas são algo que abomino. Sempre achei que numa carta anónima o conteúdo não importa, o que deve ser analisado são as motivações que levaram o autor a escrevê-la e que razões não lhe permitem assumir a autoria.

Pensei que, das duas uma:

- Ou a carta foi escrita por alguém do núcleo do Dr Serpa, para criar um efeito de “vitimização”… para que possam dizer que existe uma campanha obscura contra eles e quiçá justificar assim um mau resultado.

- Ou a carta foi feita por adversários e isso significa claramente que o Dr. Serpa é um problema que incomoda, justificando uma atitude baixa e típica de quem está desesperado.

Entretanto mais notícias me foram chegando. Primeiro de que, na entrevista à Rádio Algarve FM, o candidato do PS terá dito que tem uma sondagem que lhe dá a vitória nas eleições de dia 29. Como sei que existe uma sondagem e, honestamente, não acredito que seja possível o PSD estar na liderança (como já vi na blogosfera), inclinei-me mais para a segunda opção já aqui referida.

Já depois de almoço chegou-me às mãos a carta (que aqui deixo). Depois de lê-la torna-se claro que a primeira opção está posta de parte. Surge uma nova, a hipótese de se tratar de uma vingança interna por parte de quem gostaria de estar nas listas e não está.

A carta tem várias informações e passagens retiradas de blogs e comentários de blogs, não só do meu. Trata essa informação com uma ligeireza pouco apropriada e entra em questões que não são admissíveis, nem justas. Nomeadamente quando lança sobre o número 2 e a número 3 da lista do Dr. Fernando Serpa acusações cobardes e que, na minha opinião, não passam de calúnias inventadas com o único propósito de denegrir a imagem dessas pessoas.

A propósito disso gostaria de dizer publicamente que considero que o Dr. Fernando Serpa escolheu boas pessoas para as suas listas. Desde as Assembleias de Freguesia, até à sua própria equipa. O facto de estarem na lista de alguém que eu acho mau candidato não faz dessas pessoas más pessoas. Na verdade acredito que apenas umas três ou quatro pessoas que compõem as listas estarão a par dos verdadeiros planos e objectivos que motivam esta candidatura. Até nisso este candidato é igual a Isabel Soares, que nos seus mandatos teve muita gente boa, honesta e séria que a apoiou antes de perceber que o “projecto Soares” era um “projecto familiar”.

As minhas razões para não acreditar no projecto político do Dr Fernando Serpa são claras:

- Se o seu objectivo fosse defender o concelho, e a freguesia de Messines, tinha sido activo e interventivo nos 3 mandatos em que acabou por ser uma oposição “cooperante”. Não existe uma causa, um projecto, uma batalha que tenha travado nos bastidores em nome do concelho e da vila. Apenas e só posições públicas a fazer lembrar o “agarrem-me , senão vou-me a ele”. Ainda hoje comentava que no dia mais intenso dos últimos 20 anos em Messines (dia 27 de Novembro de 2007), quando à porta de Junta se reuniram largas centenas de pessoas para protestar contra a falta de uma rotunda à entrada da vila, o Dr Serpa entrou quando a sessão pública já decorria há mais de uma hora, pediu a palavra de imediato, disse um ror de banalidades e 5 minutos depois saiu da sala de fininho para o quentinho do lar. Não lhe interessava nada daquilo. Foi o Zé Piasca que foi a Faro, que fez cartas e que se mexeu para que hoje tivéssemos a tal rotunda. Não perdoo este tipo de gente.

- Se o seu objectivo fosse defender o PS teria ido a votos mais cedo, em vez de “empurrar” Lisete Romão para a frente. O problema é que a situação de vereador era-lhe cómoda e nunca acreditou que fosse possível ganhar a Isabel Soares. Se tivesse a intenção de servir o PS tenho a certeza que teria contado com o apoio de todos na altura certa. Outra coisa que não perdoo.

- Viabilizar em troca de coisa nenhuma aumentos de impostos, pagamentos a sociedades de advogados, empreendimentos obscuros e muitos outros “fretes” são, também, imperdoáveis e inesquecíveis.

- Querer apropriar-se do papel de “denunciador” do caso Viga d’Ouro, quando todos sabemos que o ex-vereador Manuel Ramos foi o único que teve coragem de divulgar um assunto que passou por várias vezes nas “barbas do Dr Serpa” sem que nada fosse dito… é inaceitável.

- Escrever, como colaborador, na Voz de Silves depois do que a Voz de Silves fez por Isabel Soares e contra o PS é inaceitável para todos os que têm memória. Tornar-se distribuidor daquele “vómito de jornal” em plena campanha é algo inacreditável. As pessoas não são parvas e esse foi o seu maior tiro no pé. Todos conhecemos o jornalismo que o director daquele jornal pratica e, é evidente, que para tal “frete” o preço a pagar será elevado.

- Politicamente (não me interessa a dimensão profissional e pessoal do homem), o Dr Fernando Serpa personifica tudo aquilo que eu abomino na classe política: tenta agradar a toda a gente e isso torna-o demagogo; tem uma agenda bem definida mas oculta e isso torna-o dissimulado; tem como prioridade dar nas vistas e isso torna-o oportunista; promete aquilo que não pode cumprir e isso torna-o falso;

Resumindo, quero deixar claro que não escrevi nem compactuei com essa carta, apesar de reconhecer que, involuntariamente, posso ter contribuído para ela. Isto porque muito do lá está escrito provém certamente de conteúdos que aparecem neste blog (chamou-me à atenção o termo "pochette" que usei recentemente), especialmente nos comentários que aqui, ao contrário doutros blogs, são livres. Na minha opinião esta carta é o indicador de que a candidatura do PS está bem posicionada para vencer as eleições. Se isso acontecer eu continuarei a assinar aquilo que escrevo e continuarei a discordar com aquilo que tiver que discordar. Se me enganar, serei o primeiro a retratar-me publicamente… mas nunca o farei anonimamente nem imporei a minha opinião a quem não a quer, razão pela qual tenho um blog e não uma newsletter ou um jornal. 


Aqui fica a carta, frente e verso:

 

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