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Um dos comentadores do blog “Cidadania” - que recomendo vivamente pela grande qualidade e clarividência que o(s) seu(s) autor(es) colocam nos posts – dizia que via Armação de Pêra como uma “vaca” que sustenta Silves. Julgo que queria dizer a “cidade” de  Silves (tenho sempre alguma dificuldade em chamar cidade a Silves, vá-se lá saber porquê) mas até admito que assim seja em relação a todo o concelho.

 

De facto, tirando Armação de Pêra, apenas Messines podia assumir o papel de “financiador” da Câmara local (que, diga-se, já assumiu por largos anos). Esta observação de Francisco Santos deixou-me a pensar e forçou-me a dar-lhe a razão. Messines é hoje uma “lástima”… uma “vaquinha moribunda”… sem leite e cheia de “moscas”. A forte vocação comercial que tínhamos (éramos a freguesia com mais pequenas empresas e comércio) desapareceu e as explorações agrícolas há muito que andam pela “hora da morte”. De quem é a culpa?!!

 

Em parte será da mudança de tempos e da inadaptação dos messinenses às novas realidades, reconheço. Mas, outra parte há-de ser da “estratégia” suicida deste executivo, que aposta no turismo para desenvolver a região serrana quando, a 15 minutos de carro, está montada uma poderosa máquina turística capaz de “sugar” tudo o que se faça em redor.

 

Há pouco mais de 1 ano estive no norte de Itália e, na região de San Remo (uma espécie de Albufeira do Mediterrâneo) encontrei pequenas aldeias e vilas do interior que prosperavam fazendo do comércio, da agricultura, da indústria e dos serviços os seus únicos sectores de actividade. Não vi por ali uma estalagem, um hotel, um parque de diversões e, vi-me grego, para encontrar um museu. A própria cidade de San Remo, apesar das praias, do casino e do Mediterrâneo à porta, era rodeada por estufas e campos agrícolas e tinha um porto de pesca de apreciável dimensão e dinamismo. Segui depois para Veneza e em redor apenas encontrei cidades industriais e pequenas localidades rodeadas por campos de cultivo e estufas. Veneza é um bom exemplo do que pretendo transmitir. Será que alguém acredita que um turista vai a Veneza para conhecer os museus e pernoitar nas estalagens de San Doná de Piáve, Conegliano ou Montebelluna??! Nem se lembraria disso. Nem saberia que estas cidades existem e ficam ali por perto e, se ousasse alugar um carro para dar um “giro”, provavelmente não iria à procura de Museus ou Estalagens mas sim de pessoas e da Itália dos italianos.

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